Magia Therionica

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Magia Therionica

Mensagem  Lucrécia em Seg Jan 28, 2013 7:48 pm



O que vem a ser magia therionica?

Do grego Therion (besta)

A magia therionica é aquela que mexe com a nossa "besta interior", nosso animal interior, nossos instintos primais. A base da magia therionica é o animismo, ou seja, a projeção de características humanas nos animais. É dai que surgem os conceitos de animal guardião(não confundir com animal totem), DG, SAG e etc.

A magia therionica surgiu a partir dos estudos do rituais indígenas, principalmente dos nativos norte-americanos, que envolviam justamente essa parte do Totemismo, a crença em Deuses que possuíam uma roupagem animal. Cada totem podia representar uma característica natural (estações, períodos da lavoura, força, inteligência etc.), uma característica humana (amor, casamento, guerra etc.) ou uma característica "mágica" (intuição, divinação, maldições etc.). A partir desses totens, você tem uma variedade de rituais que, dependendo do motivo, podiam ou não envolver "incorporação" desses totens.

Mais tarde, os estudos se aprofundaram e foi constatado que não era exatamente "incorporação" como dizia os esotéricos da época. A magia indígena trabalha justamente com o oposto, a exteriorização do nosso lado animal.

No sistema de magia therionica, esse “lado animal” pode ser subentendido como uma entidade interna independente. Seria o equivalente ao DG, mas com uma conotação muito mais pacífica. Ao entrarmos em contato com esse “animal interno” podemos sentir algumas características ocultas que só os mesmos possuem além de vibrar em diferentes freqüências o que torna muito mais fácil o acesso a alguns planos, principalmente elementares.

Dentro desse contexto, a magia therionica admite que existem três fases de contato com o animal interior:

A primeira fase é caracterizada exclusivamente pelo contato intuitivo. Ou seja, a sua mente capta idéias, sensações e até mesmo alguns comportamentos do animal pessoal e exterioriza de alguma forma. Com certeza todo mundo tem aquele amigo que “lembra algum bicho” seja na forma física ou no jeito de agir. Esse é o estágio número um desse contato.

O estágio número dois é um contato mais direto, a pessoa sabe identificar o que é o animal interno e o que são as suas ações, e vez ou outra é capaz de conversar com o próximo e puxar algumas características para si em momentos específicos.

O estágio número três é conseguido apenas com ritualística. É literalmente uma externalização do animal pessoal. Esse terceiro estágio tem duas formas de ocorrer:

- Externalização simples, a pessoa entra num estado semelhante a um transe. A pessoa entra num estado semelhante ao de vigília e o animal é capaz de sair por alguns momentos. A fisionomia da pessoa pode mudar levemente, mas no geral é comparado a um estado de possessão dos cultos afro.

- Externalização completa. Esse ritual em específico foi tirado da cultura Cherokee e até hoje é considerado o exemplo mais próximo de uma transformação licantrópica. No geral, o ritual consiste em vestir o escolhido com a pele do animal (morto pela pessoa) e em seu corpo são desenhadas algumas marcas ritualísticas com o sangue do animal morto. Os olhos, língua, órgãos internos e etc. são depositados numa urna e queimados como incenso. Durante a ritualística não há cantoria, os presentes imitam o som do animal a ser chamado e os tambores batem seguindo o ritmo cardíaco do animal. Nessa cerimônia é normal deixar o alimento específico do animal (em geral um bicho vivo) ou fazê-lo próximo a uma área de caça. A pessoa entra em estado de transe completo e deixa que o animal tome conta de seu corpo (ou seja, é totalmente tomada por seus instintos naturais). O propósito desse ritual, que normalmente é feito apenas para iniciar os novos líderes de guerra ou um novo chefe/xamã da tribo, e dessa forma eles acreditam que a pessoa fique mais próxima do totem protetor da tribo.

Em ambos os casos o animal age apenas como um animal, não se comunica e nem “dá consultas” como vários pseudo xamãs por ai a fora gostam de pintar. O ritual em geral aumenta a percepção do guerreiro tanto em relação ao físico quanto em relação ao astral, melhorando assim suas habilidades de caça e batalha.

Na magia therionica, essa melhora perceptiva ganha uma outra conotação. Assumindo que os Deuses antigos são manifestações das características físicas, mentais, emocionais e espirituais do ser humano diante de uma sacralização, os estudiosos afirmam que é possível manter um certo padrão energético semelhante a esses deuses se conseguirmos exteriorizar o nosso lado animal correspondente a divindade. Ou seja, diferentemente da cultura indígena, nesse sistema existe a crença de que o ser humano tem a capacidade de simular a vibração de qualquer animal, podendo assim assumir as características dos mesmos e chegar perto da freqüência das divindades.

Outra uso desse tipo de ritual seria para entrarmos em contato com nosso Eu primitivo, nossos instintos mais animalescos e também nossa percepção animal em relação ao astral. A partir da descoberta e do contato com seu animal interior, também é possível descobrir nosso "elemento original".
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Isso me lembra...

Mensagem  deletado em Ter Jan 29, 2013 7:05 am

...os estudos históricos das lendas dos Berserkers e Ulfhednars.
muito interessante.
A única coisa da qual eu gostaria realmente de visitar nos EUA até então, seriam as reservas de alguma tribo para aprendizado se assim fosse possível.
abs

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