O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

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O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:42 am

O que é Bruxaria Tradicional?
Uma breve dissertação abrangendo a natureza da Bruxaria
Tradicional e formas afins de Prática Mágica na Inglaterra dos
dias de hoje.
"A Bruxaria Tradicional é o Caminho Sem Nome da Arte Mágicka. É o Caminho
da Bruxa, o chamado do coração que indica a vocação do Homem de
Conhecimento e da Mulher Sábia; é o Círculo Secreto de Iniciados constituindo
o corpo vivo da Antiga Fé. Seu ritual é o Sabbat do Sonho-feito-Carne. Seu
mistério jaz no Solo, abaixo dos pés Daqueles que trilham o caminho tortuoso
de Elphame. Sua escritura é o caminho dos Homens de Conhecimento e
fascinadores, o tesouro da tradição relembrada por Aqueles que honram os
Espíritos; é a gramática do conhecimento sussurrado ao pé do ouvido, amados
por Aqueles que mantém sagrados os segredos dos mortos e confiados
Àqueles que olham sobre adiante... As respostas a quem pergunta sobre a
Bruxaria Tradicional jazem na suas terra nativa: o Círculo da Arte das Artes!"
Tais são os meus pensamentos sobre essa questão e como tais eles são
somente meus e, não menos do que isso, eles são os pensamentos de um
homem que caminhou muitas vezes em volta do círculo do povo astuto. Para a
questão "o que é Bruxaria Tradicional?" há tantas respostas úteis quanto há
praticantes desta crença misteriosa. Não há uma resposta direta somente para
tal indagação e é a maravilhosa diversidade de respostas possíveis que os
genuínos praticantes oferecem que é, para mim, mais atraente. O escopo de
práticas e crenças que o nome "Bruxaria Tradicional" abrange é desconhecido
e deve assim permanecer para sempre; e, todavia, se uma percepção dessa
diversidade puder ser alcançada por um discurso, nós podemos então talvez
intuir a natureza secreta que nos unifica a todos. Quando me refiro acima para
"respostas úteis", eu quero dizer especificamente aquelas respostas que
possam ser de uso e valor diretos para irmãos praticantes. Pois o espírito no
qual esse discurso é entendido é aquele que possa ser de préstimo para cada
um de nós todos para os quais a questão é endereçada. Contudo, existe um
certo número de pessoas que pode prestar contas sobre a natureza da
Bruxaria Tradicional. Tais adeptos são, em verdade, poucos e discretos.
Durante tempos recentes tem havido uma evidente mostra da superfície da
Arte Antiga no domínio público da literatura publicada, livros e artigos. Esta
atividade pública é o eco de um reerguimento interno de conhecimento. A
florescência da Fé Antiga está tornando público a sua essência vital, fervendo
os canais subterrâneos da prática mágica, subvertendo o seu poder para as
veias que se entranham pela terra, alimentando e nutrindo a terra verdejante
de Albion novamente. Pois nós que partilhamos do Mistério da Fé Antiga somos
os guardiões da terra: nosso conhecimento é o arcano do seu coração e
também do nosso. À este caminho nós devemos ser fiéis! A manifestação
pública da Fé Antiga não tem aparecido de um modo uniforme, ao contrário,
tem exibido uma variedade estimulante de formas. A estes vários canais da
Tradição alguém pode se referir como "costumes" do Antigo Rito; cada um
diferindo de acordo com o Mestre ou Mestra responsável pela distribuição do
seu conhecimento. Alguém poderia pensar que a existência da literatura
pública disponível indicaria a tendência rumo um enfraquecimento – uma
diluição – da essência espiritual da Tradição, mas este não tem sido o caso. De
fato, exatamente o contrário é que é verdade: a direção é rumo a um
alargamento e aprofundamento na riqueza espiritual da Fé Antiga. A Arte
Antiga está emergindo como um Caminho que possui uma amostra de
aspectos diversos, estendendo-se da feitiçaria prática gerada no nível da
magia popular – as artes dos homens de conhecimento e fascinadores – até o
espectro de técnicas mágicas apreendidas, alcançando em apoteose as alturas
de um genuíno misticismo. Com o intuito de esclarecer esta diversidade é útil
citar e dar um breve resumo de tradições exemplares e específicas que estão
na vanguarda do nosso presente ressurgimento:

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Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:44 am

O Caminho dos Oito Ventos: este é o ressurgimento Anglicano Oriental da
Arte sem Nome exposto por Nigel Pennick. Essencialmente, representa uma
escola específica de prática mágicka, derivada do caminho iniciático de
"Sigaldry", uma tradição de conhecimento rúnico, incorporando tanto
elementos pagãos quanto cristãos em uma síntese mágica coerente. Seu modo
de sucessão é, de acordo com Pennick, passado de mestre para discípulo e é
perpetuado por transmissão de conhecimento tanto oral quanto escrito. É
importante notar que no seu livro Secrets of East Anglican Magic, é feita uma
referência à Antient Order of Bonesmen, à fraternidade mágica de cultuadores
de cavalos e aos mistérios solitários dos homens e mulheres-sapos. Estas são
outras formas de práticas mágicas ainda operativas nas mesmas regiões e às
quais podem ser referidas, em termos generalistas, como "Bruxaria
Tradicional."
Via Nocturna: a Convenção do Espírito da Caça. Este é o caminho iniciático de
ensinamentos da Sabedoria exposto por Nigel Aldcroft-Jackson, o Magista Janus
ben Azazel. Seus ensinamentos são derivados de transmissões de
conhecimento tanto orais quanto escritas e, no seu conjunto, constitui uma
síntese de muitos diversos aspectos de tradições de bruxaria. Em resumo, o
núcleo central da Convenção é revelado dentro de um estado de gnosis mágica
no qual o buscador se incumbe da peregrinação espiritual noturna para o
Sabbat. A Via Nocturna é, portanto, o conclave invisível de iniciados reunidos
através de uma paridade de experiências dentro de um transe extático. Sua
sabedoria é acessível para aqueles que passaram pelos portais transliminares
deste mundo e os quais já empreenderam a noite-jornada iniciática para os
reinos oníricos da orgia sabática. Este caminho particular de Bruxaria
Tradicional é notável em sua contribuição para o que pode ser chamado de
"Misticismo Witânico", o corpus de conhecimento derivado diretamente da
experiência gnóstica da formulae sabbática. Na sua contribuição para este
campo de ação, a Convenção tem sido instrumental em extrapolar a essência
mística interior dos ensinamentos de várias outras práticas da Arte, mais
importante talvez do que aquelas do Clã de Tubal-Cain.
O Clã de Tubal-Cain: esta é a Tradição de Prática da Bruxaria perpetuada
pelo recentemente falecido Robert Cochrane. De acordo com Cochrane, o Clã
era o corpo de iniciados cujos mitos e métodos de prática oculta derivam das
antigas bruxas nórdicas. É notável que os componentes da sua construção
mítica mostram evidências da influência das últimas fontes daemonológicas
medievais, especialmente em consideração aos Ensinamentos que concernem
a descida dos Guardiões, o papel de Tubal-Cain e a reverência dada a ele como
preceptor da genealogia iniciática, ou sangue bruxo. A importância da
contribuição do Clã para o desenvolvimento contínuo da Bruxaria Tradicional é
evidenciado na influência criativa que foi trazida para conduzir para aqueles
que foram diretamente envolvidos neste trabalho. O maior pioneiro é Evan
John Jones, que tem feito muito serviço para esclarecer vários aspectos dos
Ensinamentos do Clã, especialmente aqueles que rodeiam as formas míticas do
Castelo, da Caveira e da Rosa, e do Cabrito no Bosque Sagrado.

deletado
Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:45 am

Cultus Sabbati: este é o nome adotado por razões de comunicação e
identidade entre diferentes grupos de iniciados em tradições de Bruxaria sem
nome. Na sua presente forma, o Cultus é servido pelo autor desse tratado no
papel de seu Presidente Magista. Como tal eu vou procurar descrever seu
nome e função com a objetividade cabível. O Cultus opera como veículo para a
transmissão da Corrente Mágica Quitessencial e é ativo no ressurgimento da
prática mágica referido em trasmissões orais, rituais e escritas como "A
Feitiçaria do Caminho Tortuoso". Dentro do Cultus várias práticas da Arte estão
em operação concomitante; isto é refletido na estrutura dos seus grupos
constituídos. Estes grupos incorporam o contexto de trabalho tanto de covens
quanto de círculos menores de trabalho; a ênfase dos grupos se dá na
autonomia de cada iniciado. Uma importante função do Cultus é servir como
um mediador para a confluência dos seus forças mágicas de poder. Apesar
deste campo de operação estar presentemente centralisado dentro do condado
de Essex, o Cultus conhece um número de linhas iniciáticas trans-culturais de
sucessão desde os arredores do país até além dele. Os ensinamentos de
sabedoria centrais são passados adiante tanto oralmente quanto ritualmente,
através da Feitiçaria Transcendental e da Gnosis dos Mistérios Sabbáticos.
Estes são apenas quatro formas de expressão da Fé Antiga, mas a sua
diversidade é o testamento da rica estrutura da Espiritualidade Mágica
Britânica.
A validade histórica destes quatro exemplos de "Bruxaria Tradicional" não é
bem o meu encargo afirmar ou questionar, mas, por outro lado, o impulso
criativo diáfano que eles geram são, para mim, a mais valiosa forma de
autenticidade, independentemente de qualquer outra coisa. Há uma impressão
notável de insights e sincretismos criativos concedidos pelos trabalhos
publicados sobre estes exemplos e isso serve para futuras "respostas" à minha
questão inicial. É típico dos genuínos homens-de-conhecimento utilizar o que
quer que esteja à mão e mudar o rumo de todas as influências,
independentemente da sua procedência religiosa, para as causas secretas da
Arte. É por isso, então, que a Arte Antiga adota para si mesma uma grande
opção de atitudes e métodos, estendendo-se desde simples tópicos de
feitiçaria até às mais altas formas cerimoniais de conjuração.
Em todos os contextos, qualquer um pode achar partes de crenças e
conhecimentos mágicos de muitos tempos e lugares diversos, mas todos são
achados para funcionar dentro da arena trans-histórica da dimensão sagrada,
quer seja o círculo mágico da Bruxaria, quer seja o canteiro nônuplo de
Sigaldry. Desde as suas raízes na magia popular, em todos os seus muitos
aspectos, a forma da Bruxaria Tradicional está continuamente se
desenvolvendo e é neste respeito que alguém pode perceber as trajetórias em
suas próprias possibilidades. A paisagem espiritual da Arte está sendo
moldada, através do poder da sua própria corrente, por uma potente estética
de ecletismo mito-poético; a sua rica variedade de conhecimento ancestral
está alcançando uma nova definição de forma, culminando no refinamento de
uma profunda metafísica de êxtase: um verdadeiro ensinamento de sabedoria
de gnosis mágica. Isto pode ser visto como um desenvolvimento natural de um
estágio de prática religiosa para um nível mais sofisticado, ou ainda – de um
ponto de vista iniciático – pode-se perceber a emergência de um Misticismo
Witânico através do oportuno desvelamento do conhecimento que tem sido o
coração da Tradição. Pois assim como o fogo queima brilhantemente no centro
do círculo, também nós e o círculo devemos girar eternamente ao redor do
nosso eixo através das muitas estações do Tempo e Destino e através da
dimensão sagrada da Arte, nós nos aproximamos mais do centro atemporal no
meio da mudança do aeon e da hora.
É possível que alguém perceba um desenvolvimento em direção às
aparentemente abstratas alturas do pensamento místico que esteja ocorrendo
em rejeição da simples herança do "bom povo de Elphame" que viveu antes de
nós, mas não é assim. Na minha opinião e como exemplo, a meada da bruxaria
– a corda atada – pode ser tanto para cura quanto para ferir e também para a
tarefa mística de contemplar os estados da alma. O horizonte do círculo é sem
limites e a extensão da nossa real iniciação é mensurada somente pela nossa
própria autolimitação dentro do seu limite infinito.
Para retornar à questão inicial deste discurso e para seguir outro caminho
através do labirinto, deixe-nos considerar a Bruxaria Tradicional, seus nomes e
sua significância em discussões gerais sobre magia, e também os significados
pelos quais o seu Caminho é perpetuado.
Em termos gerais e através deste artigo a "Bruxaria Tradicional" refere-se às
práticas pagãs mágicas e religiosas que têm sido transmitidas desde pelo
menos o começo do século vinte. Geograficamente, o termo implica à magia
popular britânica do passado e contemporânea, mas pode se estender para
abarcar crenças e práticas de proveniência européia, principalmente do norte
da Europa. A despeito da demarcação espacial assumida em razão deste
discurso, a Fé Antiga possui formas inumeráveis e pode ser vista em muitas
regiões da Terra. Além disso, as influências culturais que caracterizam formas
antigas e modernas da Bruxaria Tradicional na Bretanha são muitas e diversas,
caracterizando marcas de conhecimento que testemunham uma mescla de
métodos iniciáticos provindos do mundo todo.

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Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:46 am

Na literatura esotérica, histórica e antropológica da última metade do século
XX, o termo Bruxaria Tradicional é geralmente usado para se referir às práticas
de magia popular que antecedem, ou correm ao lado de, aos ressurgimentos
modernos ou "reformados" da prática da Arte. A forma moderna de Bruxaria é
conhecida genericamente como "Wicca", apesar de se dever notar que muitas
variações deste movimento modernos existem e são chamados por muitos
outros termos. Em distinção à "Wicca", a Arte Antiga é referida pelos seus
adeptos como ‘Weikka’; este termo é freqüentemente na linguagem da Arte
como ‘Wytcha’ – que dizem significar "A religião dos feiticeiros". Outras
conexões e derivações úteis são as seguintes: da língua anglo-saxã
wicce/wicca – ‘witch’, wiccian – "fazer um feitiço’, witte – ‘wise’, wittan – "ser
sábio’; do germânico antigo Wikkerie – ‘Witchery’; do islandês vita – ‘saber’;
vikti ‘um mago’; do sueco wika – ‘dobrar, girar’; do norueguês vikja – ‘desviar,
desconjurar, exorcizar’; do anglo saxão wikken – ‘tornar malévolo’, hence
wicked – ‘ser malévolo’ e também ser yfel – além das barreiras do consenso
mortal de percepção.
Muitas discussões são feitas sobre tais palavras e nomes; isto pode ser útil
para o praticante desde que possa encorajá-lo a ver novas perspectivas sobre
o caminho, mas quando isto não pode ser feito tais discussões são irrelevantes
para aqueles engajados na prática da Arte. As pessoas deveriam prestar
atenção para o que é útil dentro do círculo e o que não é.
Certos escolásticos da academia convencional tem alegado que a palavra
wicca era usada originalmente apenas em sentido pejorativo, ou seja, como um
termo de abuso ou insulto contra qualquer desafeto ou suspeito de malefício
ou magia negra, e ficou, de fato, fora de uso sob qualquer forma que fosse até
o movimento da bruxaria moderna. Apesar de tudo, pode-se citar o uso nãopejorativo
de derivações conectadas tais como witan "saber" – em vários
exemplos históricos. Entretanto, a despeito destas alegações, deve ser dito
que a palavra derivada Wytcha esteve em uso durante o século vinte entre
certos descendentes contemporâneos das tradições dos homens-deconhecimento
em Essex. Quer o termo tenha sido transmitido através de
séculos de prática secreta ou retomado como um nome de identificação
apenas no dia de ontem, é pertinente falar sobre algumas das razões para o
seu uso atual. Da perspectiva do praticante, a adoção deste termo é um meio
auto-consciente de expressar a sua identidade como pertencente aos Homensde-
Conhecimento, como "Aquele que Sabe", um portador do sangue bruxo e
também como um iniciado na verdadeira tradição bruxa. Além disso, sendo
que wytch significa "curvar ou girar" é um termo apropriado em se
considerando a natureza "tortuosa" do caminho dos feiticeiros. Se o uso
pejorativo de wicca for aceito, então o uso presente do Wytcha também desse
ser. O Homem da Arte move-se no limiar da sociedade; ele caminha dentro do
mundo da Humanidade, mas na verdade está fora dele. Um caminho de culpa
e da blasfêmia será apagado quando alguém se mover além dos parâmetros
normativos da sociedade.
Além do mais, alguém poderia dizer que ‘Wytcha’ é simplesmente a pronúncia
correta da palavra anglo-saxã wicca e que é usada auto-conscientemente por
homens-de-sabedoria contemporâneos como uma reinvindicação deliberada de
uma identidade única e distintiva dentro do espoco da religião mágica
moderna. Tendo-se dito isso, é uma preferência costumeira de tais praticantes
usar o termo "feiticeiro" e "feitiçaria" para si mesmo e para a sua Arte ou
então, freqüentemente, não usar nome algum.
Outros epítetos em uso para os Práticas Ancestrais da Arte são, como
mencionados acima, ‘A Arte sem Nome’, ‘A Via Nocturna’, ‘A Arte Sabática’,
entre outros. Todos estes epítetos podem ser usados em discussões sobre
magia para dar nome a "algo" que por natureza não tem nome: nomes são
funcionais para propósitos de comunicação e auto-identidade.
Uma vez que é útil definir e então distinguir os vários modos de Antiga Arte
uns dos outros e das suas contrapartes modernas, deveria-se ter em mente
que em certos momentos a Antiga Arte se fundiu ou adotou crenças de tais
práticas reformadas. Dadas as inclinações naturais do praticante mágico em
direção ao sincretismo, há uma constante fertilização cruzada entre aqueles
que interagem entre si dentro e foma do círculo; conseqüentemente, nós todos
emprestamos idéias uns dos outros. Entretanto, as várias formas de Wicca
moderna não são o assunto em questão e ainda que elas tenham um papel
importante na história e desenvolvimento da prática mágica no século vinte, o
propósito desta dissertação investigar a natureza daquelas correntes da Arte
cuja origem é de grande antigüidade.
Pois dentro de tais correntes será encontrado um sincretismo que tem
simplesmente sido operativo por um longo período e que é provável que tenha
absorvido mais influências e que as tenha integrado dentro de um corpo de
grande maturidade espiritual. A integração de influências wiccans modernas
em correntes mágicas mais antigas é apenas um aspecto em desenvolvimento;
há muitas outras influências nas práticas de Bruxaria Tradicional que também
podem ser citadas. Ao se falar sobre tais integrações, eu preciso, por motivos
de cortesia, dar todo o respeito àqueles praticantes da Arte Antiga que vêem
as suas próprias práticas como puras e distintas. O fato de haver influências de
outras fontes não é nenhuma mancha e nem é necessariamente um ato
comprometimento; este fato pode ser uma parte consciente de uma
espiritualidade criativa em andamento. Dentro deste contexto do meu próprio
caminho eu tenho tido contato direto com iniciados de outras tradições
mágicas notáveis e tenho aprendido grandemente com tais interações. Tais
contatos me conduziram a envolvimentos ativos dentro dos Caminhos de Uttar
Kaula Tantrikas e, em um nível superficial, dentro da Tradição Sufi de
Ovaysiyya. Este envolvimento tem servido apenas para enriquecer o meu
trabalho dentro dos Conclaves dos Mistérios Sabáticos. Tanto através do Cultus
Sabbati e como praticantes independentes, eu e outros iniciados na Tradição
dos Homens-de-Conhecimento de Essex temos procurado conexões iniciáticas
transculturais e através de tais esforços muitas influências importantes tem
servido para sustentar o reerguimento contemporâneo da nossa prática. Uma
consideração mais profunda de tais influências podem ser deixadas para outra
ocasião. Fundamentalmente, este é o motivo que fundamenta os propósitos de
tal interação a qual, para mim, distingue as várias correntes da arte. Em
Crença, todos nós somos guiados por motivações aparentemente similares,
mas no meio Prole de Cain há uma metodologia diferente de crença que surgiu
da disposição natural rumo a uma mentalidade feiticeira. Não é por nada que
nó temos sido chamados de "Homens-de-Conhecimento!"
Quando se fala em Bruxaria Tradicional faz-se freqüentemente muitas menções
a ela sendo deixada como legado ou sendo passada adiante. O que se entende
por essas duas frases diferentes?

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Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:47 am

Da minha própria experiência como iniciado e iniciador dentro da Sabbatic
Cultus, eu posso contar muitas maneiras pelas quais a Tradição é transmitida
de uma pessoa a outra de geração a geração. A maneira mais óbvia é a
transmissão oral: a palavra falada. Este é o "conhecimento passado de boca
para ouvido" que é relatado de um praticante para outro, seja de Mestre para
aprendiz, seja como conhecimento dividido em discussões entre
contemporâneo de um círculo ou clã. Freqüentemente, é neste contexto que os
mais preciosos fragmentos dos ensinamentos são preservados e é ao redor
dessa sabedoria não-escrita que existe uma certa aura de tabu. Por serem
intraduzíveis para a palavra escrita, os ensinamentos orais da Arte existem no
reino entre o Pensamento e o Texto; eles habitam com os espíritos nos reinos
movediços da memória e da lembrança Quando deveriam tais ensinamentos
serem escritos? – esta é uma questão que eu tenho feito a mim mesmo. Em
resposta, eu concluo que alguém deveria escrever tais coisas quando há o
perigo de eles serem perdidos ou esquecidos. Apesar de tudo, eu acredito que
nada é realmente esquecido sobre a Arte, pois dentro do seu próprio domínio –
o Círculo – os espíritos irão falar àqueles com ouvidos para escutar. É de boca
em boca que o verdadeiro e invisível grimoire dos Homens-de-sabedoria é
transmitido através das eras; é um livro cujas folhas foram espalhadas por
várias mãos e que mesmo assim são costuradas sob uma mesma capa de pele
e sangue.
Em alguns casos, a transmissão oral da tradição é executada no contexto
formal de instrução. É nestes casos que o modo falado de trasmissão é
operativo dentro do contexto especialisado da iniciação cerimonial. Isto nos
leva à mais importante maneira pela qual a Tradição é deixada como um
legado: a genealogia do poder espiritual transmitida ritualmente. Este é um
assunto complexo devido à variedade de procedimentos envolvidos, mas,
basicamente, o processo ao qual estou me referindo é o cumprimento da
indução iniciática de um aspirirante através de um ritual conhecido por
"transmitindo o poder". Este é o ato mágico aonde todo o poder da Tradição é
transmitido diretamente do Iniciador para o seu (a sua) discípulo(a), de Mestre
para aprendiz. Dentro das várias corporações da Arte, e também dentro de
fraternidades afiliadas à Ordens Franco-maçônicas (ou delas derivadas), o ato
de "transmissão" é feito assim: o aspirante se abaixa, sustentando-se em um
joelho, ante o iniciador, com o joelho esquerdo tocando diretamente o chão e a
perna direita formando um quadrado com a terra. O candidato segura em
ambas as mãos o grimório ou Livro Sagrado da(o) Ordem/Coven. O iniciador
em seguida coloca a sua mão direita sobre a cabeça do candidato e a sua mão
esquerda sobre os seus pés direitos, formando um grande quadrado. O
iniciador então "intenta" todo o poder da Tradição para dentro do corpo
receptivo do candidato. Este ato, executado em muitas variações do modo
citado, é feito para "selar" o processo de aprendizado pelo qual o canditado
passou. O processo de aprendizado dura diferentes períodos de tempo e é
construído de acordo com aquele que está sendo ensinado.
Na Tradição Sabbática, o processo de aprendizado é dividido em duas partes.
Primeiramente, um período probacionista de nove meses é levado adiante,
durante o qual o aspirante é simplesmente avaliado por vários requisitos de
caráter. Quando isto se completa, o aspirante é convidado a fazer um ritual de
dedicação; este rito os declara ao caminho da Tradição e começa a fase formal
de instrução que dura um ano e um dia. Durante o ano iniciático, o candidato é
literalmente guiado ao redor do círculo em uma completa viagem de mente,
corpo e espírito. No cumprimento deste circuito, ocorre o rito formal de
iniciação, o aspecto central daquilo que é o ato anteriormente mencionado de
"transmissão". O ato de "selar" o processo de instrução efetivamente cria a
posição verdadeiramente autônoma do novo iniciado. Pois dentro do ato de
transmissão todo o conhecimento da Tradição flui dentro do candidato em um
estado de transmissão gnóstica. É então da sua responsabilidade recordar-se
da Tradição de acordo com a sua própria predileção. Notar-se-á por aqueles
que passaram por este tipo de transmissão que há muitas variações da sua
execução; todas essas variações são igualmente válidas, pois é a significância
iniciática codificada dentro dos gestos rituais que é de importância única.
Uma terceira forma de "transmissão" é a transmissão textual dos
ensinamentos; isto é de alguma forma parecido com a maneira de perpetuação
dos shastras ou versos da escritura sagrada no Tantrismo. Na Arte, há alguns
livros manuscritos ou grimórios da Arte, os quais são passados de um iniciado
para outro. Tais livros são os repositórios dos ensinamentos que pertencem a
correntes ou práticas específicas. Estes tomos são conhecidos por vários
nomes: O Celeiro Secreto; a Bíblia do Homem de Osso; a Plantação do
Demônio; O Livro do Dragão e outros.

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Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:48 am

Ao lado destes grimórios está o "Livro de Sombras", o nome genérico para um
livro de práticas wiccan escrito à mão. Este nome tem sido, em alguns casos,
adotados por certos membros da Antiga Arte; a sua ressonância poética é em
geral a principal razão para que isso aconteça. Em algumas formas da Arte,
cada candidato deve fazer a sua própria cópia manuscrita do livro do seu
Mestre, pois o livro da Arte de cada membro é queimado após a sua morte.
A natureza essencial de todos estes textos é a de que eles são coleções
pessoais de conhecimento mágico acumulado através da experiência direta e
compreensão da Arte. É assim que o seu conteúdo é a única preservação dos
seus donos; este é com razão o seu tabu natural. O Círculo da Arte é lançado
em muitos níveis e, acima de tudo, deve ser lançado sem falhas.
Similar ao modo de transmissão textual é a entrega de artefatos mágicos. Por
exemplo, presentear o aprendiz com o bastão do Mestre é uma forma deste
costume na Bruxaria em Essex. Isto estabelece uma ligação entre os iniciados
de gerações sucessivas e dá a esses objetos uma aura espiritual própria. Tais
objetos freqüentemente têm nomes que confirmam a crença de que eles
vieram da moradia de um espírito. Vale a pena mencionar que a transmissão
de conhecimento mágico pode ocorrer somente por intermédio de tais objetos.
Isto por causa da sua natureza talismânica e também porque o seu aspecto
podem codificar certos arcanos através de marcas de Sigaldry.
Da perspectiva de um iniciado, eu acredito que um objeto mágico pode
conduzir conhecimento através da atividade do espírito que mora dentro dele.
Esta forma de transmissão pode operar independentemente de qualquer outro
meio e pode ser uma ponte sobre a divisão de tempo e espaço. Uma pessoa
pode, por exemplo, obter um velho cristal em uma loja de antigüidades ou uma
imagem entalhada em madeira de uma fonte tribal estrangeira, tal como a
África Ocidental.
Trabalhar cautelosamente com tal objeto permite que o iniciado se ocupar com
o espírito que nele reside e tirar dele, em transes ou sonhos, uma grande
sabedoria sem qualquer contato físico com os seus portadores anteriores. Tal
método de trabalho pode trazer novas influências para as práticas do iniciado
em Bruxaria Tradicional e pode ativar um estrato profundo de uma sabedoria
ancestral que permaneceu adormecida dentro tanto do círculo quando corpo.
Ainda que um objeto carregado magicamente obviamente partilhe do plano
material, ele pode servir como um conduíte para a transmissão de energias do
tipo mais sutis e intangíveis.
A doação de artefatos mágicos é ela mesma um potente meio de continuação
e acumulação de conhecimento mágico e poder. Isto pode ocorrer através da
aparentemente acidental aquisição de conhecimento e poder, no contexto
formal de um ritual de iniciação, ou pode até mesmo parte de uma herança
familiar. Esta última forma pode se operar através do parentesmo iniciátio de
descendência espiritual e/ou através da linhagem genealógica de uma tradição
hereditária.
Isto nos leva à próxima forma de "transmissão": Bruxaria Hereditária e
Tradições Mágicas Familiares. Este tipo de transmissão ocorre dentro do
contexto de descendência familiar: o conhecimentos, os costumes e/ou as
posses mágicas de uma crença pagã mágico-religiosa preservada dentro dos
limites de um grupo fechado e familiar. Tais formas de crenças podem variar
grandemente de uma família a outra. Exemplos com os quais eu estou
familiarizado abrangem de tradições de feitiçaria americana até a fé britânica
cristo-pagã (às vezes chamada de fé dupla) no que concerne ao poder dos
santos como guias espirituais. Tais crenças podem ser citadas como
pertencentes, embora não exclusivamente, às Tradições Hereditárias; pois elas
podem ser encontradas se dividindo e tornando-se operativas dentro de outras
correntes. Eu tenho autorização de relatar, a partir de um contato pessoal, um
exemplo em que uma família preservou um interesse em assuntos mágicos e
ocultistas ao ponto de coletar material de fontes clássicas, que poderiam ser
úteis em conjurações aos deuses antigos. Quando a filha da família tornou-se
envolvida com a bruxaria moderna, ela então começou a usar o material
passado para ela. A sua magia familiar, ou como quer que queiram chamá-la,
tornou-se operativa fora dos seus parâmetros originais. Através de
subseqüentes gerações iniciáticas tais materiais mágicos "hereditários"
integraram-se com outras práticas e se desenvolveram em sua própria
corrente de sucessão. Este exemplo contém elementos tanto de descendência
familiar quanto de sucessão iniciática ritual; e como tal, deve ser considerada
como uma parte distinta da Bruxaria Tradicional, pelo seu próprio direito.

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Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:49 am

O modo pelo qual as Tradições Hereditárias são perpetuadas varia de família
para família e pode ser passada para as próximas gerações usando-se alguns
dos caminhos citados previamente. Tradições Familiares são uma raridade e
podem ser altamente secretas. Em alguns casos, eles não desejam ser vistas
como parte de outras formas de paganismo e práticas mágicas, ou mesmo ter
qualquer conexão com elas. Isto deve ser respeitado como uma faceta
intrínseca do seu caminho, e apesar de tudo, estas sobrevivências de crenças
pagãs são parte da essência espiritual que ressuscita a Fé Antiga. Em
exemplos aonde a Tradição Familiar interage com Praticantes da Arte de fora
da família, pode haver um enriquecimento mútuo de conhecimento prático e
uma garantia de que a sabedoria antiga sobreviva com integridade. Esta
interação deve, portanto, ser elogiada.
Ao lado dos caminhos descritos previamente pelos quais a Tradição é
transmitida, há outros caminhos de transmissão, tais como aquelas que
pertencem ao reino sutil. O meio principal é o da indução onírica.
É neste ponto que eu devo cessar de escrever sobre magia e começar a
escrever através da magia. Seria tolice persistir em discutir contextos sem
conteúdo: o Místico não precisa expressar a revelação do seu coração em
outros termos que não aqueles da línguagem do seu coração e nem o artista
deveria desperdiçar tempo demais construindo as molduras das suas pinturas
e deixar de pintar o seu quadro. Tradutores e emolduradores é que devem
fazer estes trabalhos!
Há um tipo de feitiço o qual eu devo relatar e por ele procurar convidar o leitor,
independentemente da sua disposição, a caminhar para fora e depois para
dentro dos mistérios sobre os quais ele está lendo.
Para este feito da Arte um cordão de couro e uma pedra-de-bruxa são
necessários; a pedra-de-bruxa é uma pedra que tem um furo no meio, surgido
naturalmente: um portal gravado pelas mãos da terra e encantado para abrir
os idiomas dos rios. Ao obter uma pedra-de-bruxa, a pessoa deveria
contemplar a sua abertura e rogar para que ela seja uma entrada para a sua
ação em sonhos. Então, a pessoa deveria pegar o cordão de couro e,
segurando-o em suas mãos, deveria imaginar os caminhos da procissão
mágica noturna. Considere os espíritos. Pense sobre Aquela que voa de fora do
corpo para a liberdade da sombria meia-noite.
Suba com os espíritos através das aberturas da carne; separe-se da sua
moradia mortal e vagueie pelos reinos espirituais com a companhia invisível do
ar. Ande sobre o vento e deite-se nos braços do céu. Ouça a sonora batida de
asas de um passarinho e das asas do espírito; ouça o ritmo do seu vôo ocoando
as palavras de encantamento, enfeitando os planos noturnos com sigilos de
desejos esquecidos. Contemple os portais para o Outro Mundo: vislumbram-se
silhuetas contra a abóbada das estrelas. Esteja de acordo com elas; esteja de
acordo com o seu anfitrião do céu que vagueia pela noite. Deixe a brisa do rio
estelar vivificar a sua alma e guiá-lo pelo rastro do caminho intransitável. Ouça
a batida das asas do espírito e sinta a batida do seu coração; ouça a batida do
coração e conte os seus passos até a dança sem limites do deus, homem e
fera. Contemple os participantes da dança circular. Contemple!

deletado
Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:50 am

Em cada ambiente pungente de fantasia, dê um nó no cordão e então crie um
rosário de sonhos potenciais. Quando o cordão tiver sete nós, passe-o pelo furo
da pedra-de-bruxa e dê um nó de gravata nele para formar um laço pelo qual
uma pessoa possa passar a mão. Deve-se rogar à pedra e ao cordão com uma
prece final, pedindo que o feitiço funcione. Então, ao final do dia, a pedra deve
ser segurada em uma mão (geralmente, na mão menos usada) e o cordão,
preso no pulso. A pedra deve segurada na mão como uma criança no seu
berço. Então eu diria para você esquecer do feitiço até a manhã seguinte.
Possivelmente, em sonhos, o seu espírito irá passar pela abertura da pedra e
vagar pela processão dos andarilhos da noite, que voam livremente ao lugar
que algum chamam de "Sabbat". Aonde quer que os seus sonhos te leve, o
cordão deve guiá-lo e trazê-lo de volta para casa, para acordá-lo quando
começar o dia.
Se nenhum sonho sobrevir a você à noite, então relembre do momento em que
você fez o feitiço – pois na fantasia estão os ecos daquilo que não é lembrado.
Este é o feitiço para entrar no sonho do Sabbat.
É dito por alguns praticantes destes mistérios que o verdadeiro Rito Sabático
ou Banquete-círculo da Arte é celebrado em estado de transe lúcido. Acreditase
que o Sabbat é um reino oculto além dos mundos e entre os mundos da
vigília, do sono e dos sonhos comuns; é um domínio secreto para o qual os
iniciados do Cultus podem viajar, passando através fenda dos mundos que se
abre na aurora, ao pôr-do-sol e à meia-noite, para participar da Convocação da
Arte. A estrada para o transe Sabbático é acessado por determinados
procedimentos, freqüentemente incorporando complexas e obsessivas práticas
de magia sexual e indução narco-extática. A gnosis do Sonho Sabbático deriva
especificamente das correntes iniciáticas da Arte cujo trabalho foca-se no
Misticismo Wytchan ou Witânico (a Convenção do Espírito da Caça e Cultus
Sabbati).
Nisto, o Sabbat é percebido como um protótipo de todos os trabalhos mágicos
e como um círculo unificador de um simbolismo vivo e vital, integrando todos
os aspectos da sabedoria da Bruxaria e da técnica mágica. Estes aspectos são
reinterpretados via mitopoética pessoal e então revitalizados diretamente por
sonhos experimentais do praticante iniciado. Da experiência do sonhador,
elementos específicos são extraídos e utilizados como a base para
procedimentos rituais na hora do despertar. O inverso também pode ser útil:
aspectos do ritual do despertar podem ser traduzidos em sonhos e então
podem assumir novos e profundos significados. É assim que o Sabbat do
Místico Witânico opera como o cruzamento entre os mundos como sendo a
arena para a refeição de poder mágico primal da sua fonte e para além dela.
A Iniciação no Sonho Sabbático é diferente de outras formas de transmissão
dentro da Arte; ela ocorre fora do contexto da linearidade temporal e permite a
entrada de qualquer um que possua habilidade mágica o suficiente. Ainda que
a transmissão onírica seja freqüentemente uma parte do processo de instrução
dentro do modo formal de transmissão ritual de conhecimento, ela é, apesar de
tudo, uma maneira através da qual qualquer verdadeiro aspirante pode entrar
no mistério sagrado da Arte. Pode-se então supor que qualquer um possa
reinvindicar um status iniciático via estes meios. Isto pode acontecer, mas um
contato genuíno com a corrente interna da gnosis mágica é sempre aparente e
não pode ser simplesmente assumida. Uma pessoa deve ser chamada à noite,
deixar a sua moradia carnal, o corpo, e voar com na Companhia de Espíritos. O
chamado do outro mundos da Convocação Sabbática guia o aspirante
diretamente para a fonte do poder iniciático. Alguns podem interpretar isto
como uma expressão imaginária ou como uma elaborada reinterpretação de
path-workings imaginados sob controle, mas eu asseguro a todos que o Sonho
do Sabbat – a Convocação Espiritual das almas andarilhas da Noite – é uma
realidade além da imaginação! É o segredo do Grande Retorno, segundo o qual
nós podemos realizar um congresso com o Arcanum do Ser Primordial e então
com tudo e nada, que nós chamamos de Tradição da Arte Mágica dos Sábios.

deletado
Magus

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  deletado em Dom Nov 04, 2012 6:50 am

Voltemos à nossa questão inicial: "O que é Bruxaria Tradicional". Se nós
tivermos ganhado uma sensação – uma atmosfera de alguma coisa desta
dissertação – então possivalmente a "resposta" foi dada através da reunião
nostálgica da verdade. Pois nós podemos busca por muitos anos, mas é
sempre entre as atmosferas de magia que a sua essência pode ser apreendida
de uma maneira que melhor conduz à realização da sua substância. Eu tenho
então procurado dar uma breve insinuação do espírito que impregna a Arte
Antiga e formas associadas de práticas mágicas. Com este intento em mente,
eu fiz referências a formas exemplares de atividade e uma prévia de cinco
caminhos pelos quais o seu conhecimento é perpetuado.
Todos estes aspectos transcendem as limitações impostas por nomes e todos
são freqüentemente intrelaçados em um profundo contexto de mitologia vida –
em uma auréola de mistério que cerca a realidade dos homens-deconhecimento.
Alguns podem dizer que a questão deveria ser "Bruxaria
Tradicional existe"? A pergunta-título e a natureza desta dissertação são uma
asserção afirmativa. As respostas do reino são encontradas em livros de pele e
sangue. Agora, quem são os "homens-de-conhecimento" e foi realmente dada
à questão inicial deste artigo qualquer forma de uma resposta ou algo que o
valha? Bem, deixe que os leitores decidam por si mesmos. Sobre quem são os
"homens-de-conhecimento", bem... eles estão no meio da procissão Daqueles
que andam pela Noite, sejam eles chamados de Bruxas, Feiticeiros, Homensde-
Conhecimento ou Mulheres Sábias – eles são todos parte da herança mágica
e mística da Arte dos Sábios de Albion.
Proscrito: O meu trabalho na Arte me guiou a confiar um grande valor no
conhecimento oral, textual e ritual da Tradição e eu passei a apreciar
profundamente o que foi transmitido a mim. Durante os últimos anos, eu tenho
ganhado uma consciência mais profunda da responsabilidade que uma pessoa
carrega por ser o detentor de tal conhecimento; esta responsabilidade é em
relação à própria Tradição e àqueles que irão herdá-la em dias que virão.
Conseqüentemente, eu tenho feito contatos com vários companheiros iniciados
e tenho procurado preservar qualquer ensinamento que eles tenham confiado
a mim. Esta interessão tem provado ser valiosa e é um passo positivo em
direção ao futuro do caminho, em todas as suas formas.
Este esforço dá um encorajamento valioso a todos, revitalisando o sentido sem
valor da sacralidade e prevenindo a erosão da espiritualidade que prevalece
nos nossos tempos. Se algum leitor deste artigo se empatiza com estes
sentimentos e estão participando diretamente em forma de práticas e crenças
pertencentes ao campo geral da Bruxaria Tradicional, este é um convite aberto
para se corresponder com o autor. Este convite é preferido com a garantia de
discrição mais estrita e se extende a qualquer leitor que tenha contato direto
com o conhecimento da magia familiar tradicional, bruxaria, práticas dos
homens-de-conhecimento e assim por dia. Que sejam abençoados!

Por Andrew D. Chumbley
Tradução: Quíron

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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

Mensagem  E.V.A em Dom Nov 04, 2012 9:01 am

Oh, ficou enorme! Mas vale a pena o tempo gasto lendo, pois é um texto muito bom e interessante, ainda mais para quem busca entender a filosofia da Bruxaria Tradicional na visão da Cultus Sabbati e Clã of Tubal Caim, além do mais quem melhor pra falar desse assunto que o próprio Andrew D. Chumbley? O cara é muito bom mesmo, rs.
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Re: O que é Bruxaria Tradicional - Por Andrew D.Chumbley

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