Migração dos símbolos

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Migração dos símbolos

Mensagem  Richard Wizard em Ter Out 30, 2012 1:29 am

Desde tempos remotos, é visível a migração dos símbolos sagrados, de uma determinada cultura a outra, especificamente na cultura egípcia, que em seguida, uniu-se a cultura Romana, e Grega. Além do mais, um dos símbolos marcantes na cultura egípcia, é o ‘’nó de Isis’’, também chamado e conhecido, como, fivela, laço, cinto, cordão de Isis, e Tyet. Semelhante a Cruz Ansata, que os deuses carregam em uma de suas mãos, que tem o significado, do feminino e masculino, em sua totalidade conjunta. O ‘’nó’’ de Isis está relacionado, a um ponto de partida que termina, e um novo, que seria o, nascimento. Ainda dentro mesmo assunto, a autora considera, de acordo com a mitologia egípcia, o ‘’nó’’ como um aspecto de renascimento, que servia como talismã para os corpos mumificados, pois de acordo com a crença, ele voltaria a renascer. Mesmo os dois sendo semelhantes, existem suas diferenças simbólicas, na questão dos braços, que o da Cruz Ansata, são na vertical, e a do ‘’nó’’, são para baixo. Tendo todos os quatro pontos, direcionados para o centro, que seria o coração. O ‘’nó’’ de Isis geralmente é apresentado como um amuleto feito de cerâmica, ou metal. Também pode ser visto, como um cinto, que está envolto a cintura, de cor vermelha, ou feita de ouro. O vermelho simbolizando o ‘’sangue de Isis’’, tanto no amuleto, como no cinto.

O ‘’nó’’ de Isis, também foi adotado, por outras civilizações, ressalta a autora. Como por exemplo, nos pisos romanos em mosaico, como também nas cruzes celtas, na contribuição do sincretismo simbólico, em determinadas culturas, em épocas distantes. Não somente o nó de Isis, como a própria cultura egípcia, teve um papel fundamental em determinadas culturas, como na Escócia, por meio dos casamentos reais, como também na cultura Greco-Romana, em que suas esculturas traziam o mesmo simbolismo, do laço, cruzando o peito. Particularmente, esse simbolismo do nó, é o símbolo relacionado à Isis, que ao longo dos anos, foi transformado de forma bem específica, utilizada para outras inúmeras culturas. O Cristianismo passou a adotar, na perspectiva sacerdotal da sagração. Do mesmo modo o batismo, que estaria da mesma forma, relacionada à nova vida. Em outros casos, aparece Jesus, a virgem Maria, e Maria Madalena com o mesmo cinto, que simboliza a majestade. Outro fato curioso é o de Isis, amamentando os seus filhos, como representante, da divina mãe, que supri as necessidades do filho, que posteriormente, Roma adota a mesma prática simbólica, de Isis amamentando Cesar. Em outro momento de iconografia, a mesma simbologia é encontrada, e recuperada, pelo cristianismo, a virgem Maria amamentando Jesus.

É preciso entender, que sempre ocorrerão semelhanças, entre cantos, símbolos, esculturas, pinturas, e qualquer tipo de manifestação cultural, e mítica de certos povos, e civilizações. A questão em si, não é se perguntar qual a verdadeira, ou a falsa, ou até, mesmo considerar uma melhor que a outra. O sincretismo, e o tempo mítico, não procuram responder tais interpelações, ela é necessária para o enriquecimento das culturas remotas, e as posteriores, por isso, as migrações dos símbolos em sua riqueza, e excelência.


Última edição por Richard Wizard em Ter Jul 21, 2015 4:40 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Migração dos símbolos

Mensagem  Richard Wizard em Qua Out 31, 2012 12:09 am

A arte Grega de certa forma bebe das fontes egípcias, em vários momentos da história, que estão relacionados à arte. Como alguns estudiosos gregos que viajam ao Egito, com a intenção de absorver os números, em busca de um aperfeiçoamento quanto à matemática. A Grécia não só nesse sentido, também adquire o conhecimento artístico, como os pilares centrais, que simboliza o pilar, que sustenta o céu, não esquecendo, dos mosaicos, e também do ‘’nó’’ de Isis, como já foi dito anteriormente, que demonstra o mérito de autoridade e poder, e o obelisco, como símbolo sexual masculino, no desenvolvimento da arte Grega.
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Re: Migração dos símbolos

Mensagem  deletado em Qua Out 31, 2012 11:59 am

"É preciso entender, que sempre ocorrerão semelhanças, entre cantos, símbolos, esculturas, pinturas, e qualquer tipo de manifestação cultural, e mítica de certos povos, e civilizações. A questão em si, não é se perguntar qual a verdadeira, ou a falsa, ou até, mesmo considerar uma melhor que a outra. O sincretismo, e o tempo mítico, não procuram responder tais interpelações, ela é necessária para o enriquecimento das culturas remotas, e as posteriores, por isso, as migrações dos símbolos em sua riqueza, e excelência. "

Isso é muito importante!



Aliás, os gregos estudavam inúmeras culturas e faziam associações e incorporações inclusive religiosas de divindades e cultos. Na magia acabavam tendo influências também e muitos Deuses aparecem em textos de feitiços entre bruxos e feiticeiros da época.

A Astarote fenícia, assim como suas equivalências Mesopotâmicas, tiveram comparações e identificações com Deusas gregas. Alguns até atribuíam ser exatamente a mesma Deusa, só que cultuada por diferentes nomes.

O sincretismo é uma das maiores armas para a sobrevivência de inúmeros itens culturais e religiosos, podendo passar de povo em povo mantendo a sua essência.

abs

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Re: Migração dos símbolos

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