Inferno

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Inferno

Mensagem  Apolo em Ter Jul 10, 2012 1:14 pm





Emitologia;

Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. A origem do termo é latina: infernum, que significa "as profundezas" ou o "mundo inferior".
Em versículos bíblicos onde se menciona tais palavras, é possível perceber que se trata de um só lugar. Com o passar do tempo, muitas religiões interpretaram o inferno, como o destino de apenas alguns; pessoas que não assumiram uma conduta louvável no ponto de vista religioso, e que por isso, foram condenadas ao sofrimento jamais visto pelo mundo material. Alguns teólogos observaram, contraditoriamente, que o inferno não poderia ser um lugar desagradável, afirmando que um personagem bíblico que estava em sofrimento no mundo real, almejou “esconder-se no inferno”, para aliviar sua dor. Porém, o próprio Jesus fez uma narrativa de uma situação de uma pessoa que se encontrava no inferno, essa pessoa implorava a Abraão que mandasse um conhecido que não estava no inferno lhe refrescasse a língua com pelo menos a ponta do dedo molhado em água, pois em chamas era atormentado (Ver Lucas, capítulo 16, versículos de 19 ao 31). Obviamente tal relato não foi em sentido literal, pois uma gota de água não alivia dor de quem está em chamas ou num calor intenso, mas queria dizer que pelo enorme sofrimento precisaria aliviar-se de qualquer jeito. A crença na existência de um lugar de tormento para o significado das palavras Hades e Sheol, foi muitas vezes confundida com a palavra “Geena”, traduzida para “lago de fogo”, uma forma simbólica para destruição eterna. Alguns teólogos concluem que todos que morrem vão para o inferno (Hades e Sheol), lugar onde até o próprio Jesus foi, a sepultura, sua câmara mortuária. Como a própria Bíblia menciona, ele não foi esquecido no Inferno, foi ressuscitado ao terceiro dia conforme relatam os evangelhos. Porém deve-se salientar que outros teólogos veem que essa ida de Cristo ao lugar de tormento foi para tomar o lugar de cada ser humano que estava destinado à morte eterna pelo pecado original de Adão, e sendo Jesus tido como o consumador da fé serviu de cordeiro expiatório apesar de não ter visto corrupção.
Segundo a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, Hades se refere a sepultura comum da humanidade, lugar onde vão todos os que morrem. Já a palavra Geena se refere a uma condição. Sendo esta a condição daqueles pecadores não arrependidos: destruição eterna. Nos textos originais, o significado da palavra inferno está associado à total inconsciência dos mortos na sepultura.

Mitologia Grega;

Na mitologia grega, as profundezas correspondiam ao reino de Hades, para onde iam os mortos. Daí ser comum encontrar-se a referência de que Hades era deus dos Infernos. O uso do plural, infernos indica mais o caráter de submundo e mundo das profundezas do que o caráter de lugar de condenação, em geral dado pelo singular, inferno. Distinguindo o lugar dos mortos - o Hades - a mitologia grega também concebeu um lugar de condenação ou de prisão, o Tártaro.

Judaismo;

No judaísmo, o termo Gehinom (ou Gehena) designa a situação de purificação necessária à alma para que possa entrar no Paraíso - denominado por Gan Eden. Nesse sentido, o inferno na religião e mitologia judaica não é eterno, mas uma condição finita, após a qual a alma está purificada. Outro termo designativo do mundo dos mortos é Sheol, que apresenta essa característica de desolação, silêncio e purificação.

Cristianismo;

No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A idéia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa idéia é defendida hoje por várias correntes cristãs.

Protestantismo;

Para muitas das denominações protestantes, o inferno é o local destituido da presença de Deus, porém não lhe está oculto, sendo que no cumprir das profecias esse inferno será lançado no lago que arde com fogo e enxofre.
A interpretação bíblica protestante afirma que, após a morte, a alma, uma vez no inferno, não poderá mais sair, assim como em relação ao paraíso (céu), não existindo forma de cruzar a fronteira que separa estes dois locais.
Há ainda outra visão dentro do cristianismo não-católico, que coloca a morte como um sono, um estado sem consciência (Eclesiastes 9:5; Jó 14:21; João 11:11-14), de forma que, conseqüentemente, os ímpios mortos não estão no inferno nem os salvos mortos no céu, mas aguardando a segunda vinda de Cristo, quando então os salvos entrarão para o céu, que é eterno, e os ímpios entrarão no lago de fogo, o inferno, (Apocalipse 20:15), que também será eterno (Miquéias 4:3). Segundo esta interpretação, o inferno é um lugar preparado para a punição de Satanás, seus anjos e seus seguidores (Mateus 25:41), ao contrário da visão comum que coloca Satanás como dominante do inferno

Espiritismo; (o mais sensato na minha opinião).

O inferno, segundo a visão do Espiritismo, é um estado de consciência da pessoa que incorre em ações contrárias às estabelecidas pelas Leis morais, as quais estão esculpidas na consciência de cada pessoa.
Uma vez tendo a criatura a sua consciência “ferida”, passa a viver em desajuste mais ou menos significativo de acordo com o grau de gravidade de suas ações infelizes, e se estampam através de desequilíbrios Espiritual, emocional, psicológico ou até mesmo orgânico. Esta situação lhe causa terríveis dissabores.
Uma vez morta, se a criatura não evitou ações infelizes, buscando vivência saudável de acordo com as leis divinas, ela segue para o Plano Espiritual ou incorpóreo. Lá, junta-se a outros espíritos, que trazem conturbações conscienciais semelhantes. Afins, atraem afins. Os Planos Espirituais de sofrimentos são inumeráveis e, guardam níveis de sofrimentos diferenciados, cujos níveis são estabelecidos pelos tipos de degradação da consciência, resultantes das ações perpetradas por cada criatura.
Portanto o Inferno na visão espírita, como região criada por Deus para sofrimento eterno da criatura e geograficamente constituído, não existe. Se um dia todas estas criaturas sofredoras na erraticidade regenerarem-se, estas regiões deixarão de existir. É como se todos os pacientes de um manicômio terrestre fossem curados; o hospital poderia ser demolido e ceder o seu espaço a um jardim, etc.
Deus não imputa pena eterna a nenhum de seus filhos. Podem Sofrer, enquanto não despertarem para o Bem e se propuserem a trilhar o reto caminho. Um dia mais cedo ou mais tarde Ele, O Criador, na Sua Misericórdia e Amor, concederá à criatura sofredora retorno à carne para continuar o seu aprendizado e aperfeiçoamento.
Estes conceitos são encontrados em O Livro dos Espíritos, editado em Abril de 1857 na sua quarta parte e, no livro O Céu E O Inferno editado em 1865. Ambas obras tendo como autor, Allan Kardec.

Islamismo;

No Islã, o inferno é eterno, consistindo em sete portões pelos quais entram as várias categorias de condenados, sejam eles muçulmanos injustos ou não-muçulmanos. Como na crença judaica, para o islamismo o inferno também é um lugar de purificação das almas, onde aqueles que, se ao menos um dia de suas vidas acreditaram que Deus (Allah) é único, não Gerou e nem Foi gerado, terão suas almas levadas ao Paraíso um dia. Não raro, é comum a crença de que no Islã o castigo é eterno, por ter bases fundamentalistas de alguns praticantes, pelo fato de o Alcorão mencionar diversas vezes a palavra castigo e sofrimento no fogo do inferno. Porém é fato que o mesmo Texto deixa claro que existem condições para se pagar os pecados e sofrer as consequencias, como também existem meios de se alcançar o perdão para o não banimento ao inferno por meio de aplicações de condutas que condizem com os bons costumes e a maneira de enxergar Deus, a vida e a forma de como deverá cada ser conduzi-la, a ponto de pagarem seus pecados post mortem, ou alcançarem a graça do perdão Divino.

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Re: Inferno

Mensagem  Burguulkodar em Ter Dez 04, 2012 7:12 am

Na minha opinião, o mais sensato é pensar que o Inferno é uma exteriorização mental dos aspectos mais reprimidos de nossa psique, um lugar imaginário que consiste-se de tudo aquilo que causa sofrimento ao Ser Humano, tanto físico quanto psicológico. Como todo sofrimento provém de características profundamente individuais, geralmente se manifesta como a parte "egóica", ou seja, profundamente individual. É um lugar de sofrimento e prazer extremos, de surpresas, de medos, de ódios guardados. Esse é o caminho tortuoso seguido pelo adepto da mão esquerda que busca entender a si mesmo e fortalecer-se em sombra. Esses "aspectos" mentais e físicos são geralmente divididos e dado o nome de "demônios" como parte da tentativa humana de entender, classificar e teorizar sobre tudo. A criação do "Inferno" como um local para onde esses seres morariam parte do pressuposto humano de que tudo reside em algum lugar palpável e separado. Assim como o homem fez Deus e o Diabo à sua semelhança, também fez seus reinos e habitantes à semelhança do que via e imaginava.

O contraponto, é claro, seria um lugar onde não existiria sofrimento. Esse lugar, também imaginário, reflete-se naquela parte de nossa mente que almeja fundir-se com o todo e simplesmente "ser feliz" eternamente. Como só se pode fundir-se ao todo buscando características impessoais e sentimentos coletivos, são exatamente esses que a doutrina da mão direita busca fortalecer. As "virtudes" coletivas também são categorizadas e dada o nome de "anjos", "arcanjos" e toda uma hoste celestial imaginária tendo por base números "de poder" que os primeiros autores acharam que representariam bem.

Claro que, com o tempo, acabou-se que, assim como na mitologia grega, esse folclore imaginário passou a se tornar muito real na cabeça dos homens simples, escravos e alguns sacerdotes. Grandes atos de indescritível repercussão se fizeram em seu nome. E finalmente, no século 20 e 21, está-se cada vez mais se desmistificando e voltando a relegar essas mitologias ao lugar de onde provieram: a imaginação.

Um grande passo nesse sentido é o uso de hostes angelicais e demoníacas em jogos de RPG, tabuleiro e online, cada um com histórias e características próprias, várias vezes diferentes das originais, mas que também fazem sentido no universo do jogo.


Última edição por Dagalush Skammal em Sex Dez 07, 2012 7:42 am, editado 1 vez(es)
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bem,

Mensagem  deletado em Ter Dez 04, 2012 7:59 am

Já que estamos falando de 'opinião', eu já discordo da idéia de que tudo vem de nossa mente.

A ideia do racionalismo de reduzir todo o universo simplesmente ao nível mental e racional do homem, na minha opinião, é o que atestou o inicio de um dos maiores declínios do nosso mundo.

Se tudo é expressão de nossa mente ou simplesmente um reflexo do que está dentro de nós, como um espelho que traduz nosso interior numa linguagem mais elaborada, então essas idéias não seriam diferentes da de um ateu que estuda algum tipo de metafísica.

Sei que satanistas modernos usam de símbolos e não acreditam em demônios, anjos ou Deuses como criaturas externas, colocando-os como reflexos de nossa mente e/ou poder pessoal, como manifestações de nossa energia de uma forma externa para que possamos lidar com elas.

Mundo da fantasia nada mais é do que a banalização dos Deuses, dos espíritos e dos heróis de outrora.

O lugar dos "mitos" seriam no hall dos ancestrais, esse sim, acredito que seria o lugar de direito das mesmas ao invés de livros infantis e filmes de fantasia.

A ideia infeliz de que estamos "evoluindo" se baseia apenas no avanço tecnológico e nas comodidades que cada vez mais alienam as pessoas e as tiram em contato com aquilo que as fazem humanas e divinas.

Mas enfim, apenas minha opinião.
abs

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Re: Inferno

Mensagem  Burguulkodar em Sex Dez 07, 2012 7:40 am

Shamash Lykaion escreveu:Já que estamos falando de 'opinião', eu já discordo da idéia de que tudo vem de nossa mente.

A ideia do racionalismo de reduzir todo o universo simplesmente ao nível mental e racional do homem, na minha opinião, é o que atestou o inicio de um dos maiores declínios do nosso mundo.

Se tudo é expressão de nossa mente ou simplesmente um reflexo do que está dentro de nós, como um espelho que traduz nosso interior numa linguagem mais elaborada, então essas idéias não seriam diferentes da de um ateu que estuda algum tipo de metafísica.

Sei que satanistas modernos usam de símbolos e não acreditam em demônios, anjos ou Deuses como criaturas externas, colocando-os como reflexos de nossa mente e/ou poder pessoal, como manifestações de nossa energia de uma forma externa para que possamos lidar com elas.

Mundo da fantasia nada mais é do que a banalização dos Deuses, dos espíritos e dos heróis de outrora.

O lugar dos "mitos" seriam no hall dos ancestrais, esse sim, acredito que seria o lugar de direito das mesmas ao invés de livros infantis e filmes de fantasia.

A ideia infeliz de que estamos "evoluindo" se baseia apenas no avanço tecnológico e nas comodidades que cada vez mais alienam as pessoas e as tiram em contato com aquilo que as fazem humanas e divinas.

Mas enfim, apenas minha opinião.abs


Acho que a imaginação é uma das maiores forças do universo, e não vejo porque ela seria "insuficiente" ou vista como um "declínio". Agora, a questão é justamente a de se ter controle sobre o que está imaginando. Em outros termos, temos que aprender a lidar com as esferas da realidade e da imaginação, não deixando que uma se imponha totalmente sobre a outra. Pensar somente no palpável, sensível e visível é se limitar mentalmente. O outro extremo disso é acreditar piamente que coisas imaginárias (sejam criações suas ou alheias) são parte da realidade. É nesse último ponto que pessoas que realmente "acreditam" piamente que existam Deuses e Entidades se encontram. É uma incapacidade de contrabalançar a imaginação (deuses, mitos, lendas, espíritos, outras dimensões) com o duro choque da realidade, em que não existem nada dessas coisas. Todos nós temos, de fato, uma dificuldade em aceitar que a realidade seja "apenas isso". Queremos mais. Assim como nossa imaginação é ilimitada, assim criamos diversos tipos de seres para todo tipo de evento, elemento, sentimento (bons e ruins), e até "guardiões" de certos locais físicos. Criamos mundos (dimensões) imaginárias, deuses muito mais poderosos e sábios que nós mesmos, com uma sabedoria infinita e a pureza de espírito que "perdemos", etc.

Como esses impulsos são comuns a todos nós, o fato de que mais de uma pessoa acabe gostando de pensar neles induz a um auto-convencimento circular coletivo, onde eu acredito porque ele acredita e ele acredita porque eu acredito. É bem parecido com a história "A roupa do Imperador", onde a roupa não existe mas todos acreditam piamente vê-la porque seus conhecidos também a estão "vendo". Da mesma forma, todos os religiosos fazem esforços inimagináveis para "sentir" algo que ninguém sente, porque não existe: "Deus". Qualquer sensação estranha é logo elevada à categoria de "divina". Qualquer calma mental é logo elevada a um "toque de iluminação", etc.

"Vaidade de vaidades, tudo é vaidade e correr atrás do vento."

O mais equilibrado seria que controlássemos nossa "crença" para quando seja preciso, ou seja, em trabalhos mágicos. Portanto, durante um trabalho ou exercício ou ritual, nós escolhemos "acreditar" de fato que todas essas correntes, forças e deuses imaginários de fato existam - de forma a ativar ou fortalecer certas áreas de nossa mente e ajudar a produzir efeitos desejáveis na sua vida. Agora, passar a encarar sua "crença" como algo real e agir com base nela em situações fora do escopo ritualístico é, a meu ver, contraprodutivo e pode levar facilmente ao fanatismo (que nada mais é que uma crença forte em algo apesar de qualquer evidência contrária). Daí para homens-bombas ou guerras ou assassinatos de opositores à sua crença é apenas um passo...
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mas também posso contra-argumentar usando a mesma linha:

Mensagem  deletado em Sex Dez 07, 2012 10:31 am

Homens-bomba e fan´ticos só ficam "mau na imagem" por se tratar de fanatismo religioso.
Quando a questão é lógica, poder, dinheiro, política, vaidade, egoísmo ou qualquer outra posição que a pessoa tome para si sobre outros assuntos, aí é vista de forma diferente, como "causa", "propósito" e etc.

No meu caso, posso dizer claramente que fui criado para crer num só deus, o católico. Posso afirmar ainda, que antes mesmo de conhecer qualquer grupo ou teoria (e isso remete a uma infância que me lembro apenas pelas sensações), eu acreditava que as árvores possuíam espíritos, assim como animais e pessoas, mesmo o Padre da igreja a qual fui forçado a frequentar no catecismo me dissesse que eram apenas alma e carne, sem espírito, e qual a surpresa do padre em ouvir eu dizer que eu amava mais meu cachorro do que Jesus, e que se fosse para escolher um, com certeza seria meu cachorro.

Nunca entrou na minha cabeça, desde pequeno apenas um deus, nem um mundo controlado por alguma batalha entre bem e mal, e isso eu acreditava piamente, na maioria do tempo em silêncio, mesmo mal sabendo ler e escrever, sem ler livros sobre o assunto e nem nada.

Muito depois eu descobri que existia muitas coisas no mundo das quais eu já acreditava mesmo sem saber, ou se formos falar de uma forma espiritual, poderia ser que "apenas não me lembrava". mesmo que vc possa chamar até de subconsciente, coisa que tenho minhas dúvidas se existe da forma que dizem as pessoas.

__________________________

É muito complicado em debater sobre "realidade", pois nummundo tão grande e variado quanto o nosso, isso sairá de qualquer pauta e não terá fim.

Prefiro pensar que o mundo é algo muito antigo e que nele habitam coisas que não somos capazes de compreender.
Você pode chamar isso de ignorância, fantasia e etc.
Você pode dizer que sou esquizofrênico, porque acredito fielmente que alguns Demônios falam comigo, assim como os Deuses.
Pois se eu converso com um Demônio e o "escuto" respondendo e me dizendo certas coisas, com certeza seria um esquizofrênico para a ciência, ou ao menos, devido ao cérebro diferente de um psicótico, apenas alguém com alguma "síndrome" para curar rs

Enfim, acho muita arrogância da humanidade, ainda mais na nossa era, querer dizer o que existe e o que não existe e, principalmente, pegar essa ideia extremamente limitada e impor socialmente como "realidade".

E ainda assim, ha inumeras coisas que a ciência não explica e nem sabe como funciona, caindo na matéria que diz respeita a "teorias", "possibilidades", sem poder afirmar ou não sobre alguma coisa.

É interessante algumas idéias, mas na maioria não passam de teorias possíveis sem nada a oferecer além disso, principalmente no ramo ocultista e mágico.

É aquela velha história: minha avó me ensina um chá que cura uma certa doença. Aí vem um químico, disseca tudo e faz um remédio que cura atal doença a partir da mesma erva que eu conheço. Ai ele diz que isso é ciência e eu digo "tudo bem", mas eu já fazia isso e já dava certo do mesmo jeito, só que sem um monte de burocracia e produtos químicos pro meu fígado filtrar.
Isso é apenas um exemplo, não menosprezando a medicina e nem a farmacologia da nossa era, que por sinal, possuem muitos avanços.

O lance não é negar a ciência e viver de espírito (pq de luz não da mesmo! hahaha), e nem tampouco negar o espírito e viver de ciência, principalmente por ser uma área nova e mimada, que bate o pé e quer dizer o que existe ou não existe, taxando todos que não crêem nela como "ignorantes", da mesma forma que a igreja chamava quem não acreditava no seu deus como "hereges".

PESSOALMENTE, a ciência é só uma nova religião, com suas subdivisões, seu esoterismo e exoterismo, seus sacerdotes e autoridades e seus seguidores, tentando resumir todo um universo aos seus parâmetros recém estabelecidos que mudam a toda a hora.
Eu posso tirar o que acho útil da ciência, mas não a tomo como verdade, assim como não o faço com outras religiões e crenças.

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quer ver algo engraçado?

Mensagem  deletado em Sex Dez 07, 2012 10:51 am

vou dar 2 exemplos básicos e interessantes:

O primeiro é eu acreditar que os ventos sejam seres que correm pelo mundo. Espíritos naturais, elementais ou seja o que for, que nunca foram pessoas, ou seja, espíritos antigos.
Aí vem um cientista e me diz que o vento nada mais é do que os átomos em movimento.
Aí eu penso, ok. Então fisicamente eles se movem como átomos. Aliás, teoricamente, não é tudo feito de átomo?
Isso não muda absolutamente NADA do que acredito sobre os ventos terem vida própria e que eles correm pelo mundo todo. Apenas me deu uma visão diferente, ou para ser somada (ou apenas para ser conhecida) a que eu já tinha.

Não significa que uma seja inimiga da outra e que sou obrigado a escolher ou uma ou outra. Não faz sentido algum, afinal, quem decretou que isso deve ser assim?
garanto que essas pessoas não possuem poder na minha fé.



O segundo, seria um cético me explicar como funciona minha magia, afirmando, por exemplo, uma teoria de átomos (que pensei anos atrás como um tipo de metafísica, não sei se já existe, mas deduzi a ideia em si como exercício).
Ou seja, tudo no mundo é feito de átomo. Ao contrário do que dizem de ter que se "ver pra crer", nós não vemos o ar, mas sabemos que existe e o respiramos. Não vemos os átomos, mas estudamos as propriedades dos mesmos.
Bem, se os efeitos físicos como o calor, a força ou o frio são feito de átomos, mesmo que não os enxergamos, então a energia e a eletricidade que possuímos no corpo, também o são. Ok, então, o cara me diz que na verdade a magia é um movimento e influência de átomos, como um tipo de reação em cadeia: meu corpo são átomos que fazem matéria, influencio outros átomos, como o vento, com calor ou cargas elétricas naturais do nosso corpo. Ok, supr legal. E numa teoria, o cara me diz que ao invés de espírito ou vontade, nós manipulamos esses átomos para surtir efeitos físicos em outros locais, pessoas ou situações.
Super legal a idéia!
Mas não muda absolutamente nada do que acredito.
Afinal, posso até dizer que é essa a maneira que os espíritos trabalham atpé um certo nível.

Não é porque você descobre "como" algo funciona que isso deixa de ser menos divino ou espiritual.

Juro pra você, que como um bruxo, o que eu mais vejo a minha volta são pessoas alienadas, independente da crença delas, sendo até mesmo a maioria adepta de tecnologia e da ciência.

Como um bruxo, o meu lado espiritual não é separado do físico e nem do mundo a minha volta, mesmo que eu enxergue o mundo por uma visão que muitos até se assustam ou não compreendem, principalmente quando converso com alguém sobre "morte", "sacrificios de sangue", "sexo", "medos", "valores" e tudo o mais que a geração de agora possui inúmeros tabus e medos, tudo em nome de macarrão em 3 min e de entretenimentos acima da própria vida, como ficar alienado em novelas, jogos ou habitos de baladas semanais como unica forma de expressão do seu verdadeiro ser.

Agora, eu sou alienado por conversar com demônios, mesmo que eu aceite que tudo tem seu lugar na vida e que não temo a morte, nem o sangue, nem cadaveres e que tudo isso anda do meu lado todos os dias e que me traz valores que considero mais reais do que os valores artificiais que vemos todos os dias a nossa volta. Alienado nem me parece possível.

Aliás, também deixo uma frase que possui inúmras interpretações que já apresentei antes:

"Luz demais possui o mesmo efeito que escuridão demais: Ambos cegam."

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Re: Inferno

Mensagem  Burguulkodar em Sex Dez 07, 2012 11:15 am

Shamash Lykaion escreveu:Homens-bomba e fan´ticos só ficam "mau na imagem" por se tratar de fanatismo religioso.
Quando a questão é lógica, poder, dinheiro, política, vaidade, egoísmo ou qualquer outra posição que a pessoa tome para si sobre outros assuntos, aí é vista de forma diferente, como "causa", "propósito" e etc.

O que isso tem a ver com o que eu falei? Pessoas não "acreditam" que o dinheiro existe. Ele existe de fato, gostemos ou não. Praticar atos "terríveis" em favor dele pode ser condenável para alguns, só que certamente é racional e não fantasioso, ao contrário das motivações por trás de terroristas religiosos e homens-bombas (que, dentre outras coisas almejam ser recompensados no céu por uma miríade de virgens).

Shamash Lykaion escreveu:No meu caso, posso dizer claramente que fui criado para crer num só deus, o católico. Posso afirmar ainda, que antes mesmo de conhecer qualquer grupo ou teoria (e isso remete a uma infância que me lembro apenas pelas sensações), eu acreditava que as árvores possuíam espíritos, assim como animais e pessoas.

Essas "sensações" que posteriormente nos "lembramos" de nossa infância são frequentemente influenciadas por nossas ideologias/filosofias/pensamentos de certa parte da vida. Muitas pessoas até chegam ao ponto de quase se auto-hipnotizar com essas "sensações" imaginárias e inventam toda uma história fantástica que nunca ocorreu, embora a pessoa esteja plenamente convencida que aconteceu. Já ouviu falar no "pânico satânico" dos anos 80 nos EUA? Muitas pessoas praticavam exercícios regressos de hipnose e se lembravam de toda sorte de abusos satânicos e rituais negros que seus conhecidos realizaram nelas. Logo parecia que haviam cultos satânicos com abuso de crianças e sacrifícios por toda parte do país. A origem desses fenômenos é a mesma. Em outros termos: não confie em quase nada de como você lembrava se sentir ou pensar na infância.... eu mesmo tinha até pouco tempo atrás uma imagem vívida de algo que (eu pensava) haveria ocorrido comigo quando criança: eu achava que tinha tentado matar meu pai com uma bola de sinuca certa vez, por raiva. Fiquei com essa "memória" bem nítida por vários anos. Um dia reuni coragem suficiente e perguntei, e meu pai me disse que nunca aconteceu nada disso.... ou seja, talvez eu tenha sonhado isso quando era criança e esse sonho (que muitas vezes deixam lembranças mais duradouras do que a realidade) se tornou uma "memória" com o tempo.

Shamash Lykaion escreveu:Muito depois eu descobri que existia muitas coisas no mundo das quais eu já acreditava mesmo sem saber, ou se formos falar de uma forma espiritual, poderia ser que "apenas não me lembrava". mesmo que vc possa chamar até de subconsciente, coisa que tenho minhas dúvidas se existe da forma que dizem as pessoas.

Ou poderia ser que você nunca pensou existir e fantasiou que sentia isso antigamente. Isso é MUITO comum. De qualquer forma, crianças "acreditam" em tudo. Elas tem uma imaginação tremendamente forte, e como tem poucas explicações para o funcionamento das coisas, seu "instinto" natural é acreditar em explicações sobrenaturais (mas elas não chamam disso). Essa é a base do funcionamento da mente humana, como você bem colocou em outro tópico - que é a formulação de explicações imaginárias para explicar fenômenos que não entendemos bem. Além disso, crianças são bombardeadas com muitas fantasias como papai noel, jesus, papai do céu, coelhinho da páscoa e historinhas infantis cheias de magia... nesse ambiente, é fácil acreditar em qualquer coisa, e depois temos a impressão de que "sabíamos" de algo e esquecemos. Eu também senti o mesmo quando comecei a estudar ocultismo. Ah, o gostinho de se sentir especial...

__________________________

Shamash Lykaion escreveu:Prefiro pensar que o mundo é algo muito antigo e que nele habitam coisas que não somos capazes de compreender.
Você pode chamar isso de ignorância, fantasia e etc.
Você pode dizer que sou esquizofrênico, porque acredito fielmente que alguns Demônios falam comigo, assim como os Deuses.
Pois se eu converso com um Demônio e o "escuto" respondendo e me dizendo certas coisas, com certeza seria um esquizofrênico para a ciência, ou ao menos, devido ao cérebro diferente de um psicótico, apenas alguém com alguma "síndrome" para curar rs

Chamo de fantasia ou ignorância ou charlatanismo, depende muito do caso. E eu duvido que você acredite tão fielmente que esses seres conversam contigo. Se de fato acreditasse, o que eles dizem quando você os pede para provar de forma simples sua existência? Você já conseguiu fazê-los ajudar você a ganhar a loteria? O que eles dizem sobre assuntos que você desconhece totalmente? Tente "ouvir" suas respostas e depois pesquisar ditos assuntos e comparar com a resposta dada.

Na minha opinião, "escutar" vozes sobrenaturais pode ser bem útil caso se tenha consciência de que se está falando consigo mesmo, mas um outro aspecto de si. Agora, achar que é uma entidade totalmente separada não parece lógico porque é bem fácil provar para si mesmo que o tal "demônio" que respondia certos testes simples na verdade estava errado. Por exemplo, pedir para um amigo esconder alguma coisa atrás da parede e pedir à "voz" que responda o que é.

O problema disso é que, por outro lado, pode até funcionar - eu acredito parcialmente no poder da mente e em certos tipos de telepatia. Pode ser que seu cérebro simplesmente se conectou ao de seu amigo e "leu" o que estava ali. Um teste mais cabal da existência de um demônio ou anjo por trás dessas vozes seria pedir para que ele veja e descreva um local no qual você nunca foi - e depois ir lá verificar.

De qualquer forma, o engraçado é que pessoas que ouvem vozes nunca acabam tendo muita vantagem sobre pessoas que não ouvem. O caso mais famoso (embora não se saiba se é lenda ou verdade) diz que Joana D'arc ouvia anjos quando criança. Bem, no final todos sabemos como terminou a história dela. Se é esse tipo de coisa que acontece quando se ouve um anjo... bem, acho que prefiro não ouvir nenhum.

Shamash Lykaion escreveu:Enfim, acho muita arrogância da humanidade, ainda mais na nossa era, querer dizer o que existe e o que não existe e, principalmente, pegar essa ideia extremamente limitada e impor socialmente como "realidade".

E ainda assim, ha inumeras coisas que a ciência não explica e nem sabe como funciona, caindo na matéria que diz respeita a "teorias", "possibilidades", sem poder afirmar ou não sobre alguma coisa.

Já eu acho arrogância o ser humano tentar se agarrar às suas imaginações e antigas interpretações da realidade, claramente falsas à luz de qualquer teste e mesmo da lógica, o que leva a absurdos como a idéia do Criacionismo, ainda que com todo o volume de evidência em contrário.

A ciência em si não é arrogante, alguns cientistas podem sê-lo, mas isso é defeito humano, não da ideologia. O que a ciência não sabe, ela não sabe e diz que não sabe. O que ela nota que errou, ela admite e muda. Já a religião presume saber de tudo 100% das vezes e nunca admite ser falha. Qual lhe parece mais arrogante?

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Re: Inferno

Mensagem  Burguulkodar em Sex Dez 07, 2012 11:32 am

Shamash Lykaion escreveu:vou dar 2 exemplos básicos e interessantes:

O primeiro é eu acreditar que os ventos sejam seres que correm pelo mundo. Espíritos naturais, elementais ou seja o que for, que nunca foram pessoas, ou seja, espíritos antigos.
Aí vem um cientista e me diz que o vento nada mais é do que os átomos em movimento.
Aí eu penso, ok. Então fisicamente eles se movem como átomos. Aliás, teoricamente, não é tudo feito de átomo?
Isso não muda absolutamente NADA do que acredito sobre os ventos terem vida própria e que eles correm pelo mundo todo. Apenas me deu uma visão diferente, ou para ser somada (ou apenas para ser conhecida) a que eu já tinha.

Não significa que uma seja inimiga da outra e que sou obrigado a escolher ou uma ou outra. Não faz sentido algum, afinal, quem decretou que isso deve ser assim?
garanto que essas pessoas não possuem poder na minha fé.

É mais ou menos isso que faço também. Obviamente não acredito REALMENTE que existam elementais, mas é uma forma divertida de pensar sobre o vento e criar egrégoras mentais para senti-lo e entendê-lo.

A diferença entre imaginação e realidade é basicamente só uma.... você pularia de um penhasco se um elemental do ar lhe "pedisse", dizendo que o seguraria? Se você diz que não, então pelo menos até certo ponto admite que é uma imaginação.

Eu sou TREMENDAMENTE imaginativo. Adoro pensar em elementais, em demônios, em simbologias, em dimensões infernais, etc. O que não quer dizer que eu realmente acredite nelas. Imaginar é um exercício saudável e prazeroso.

Shamash Lykaion escreveu:O segundo, seria um cético me explicar como funciona minha magia, afirmando, por exemplo, uma teoria de átomos (que pensei anos atrás como um tipo de metafísica, não sei se já existe, mas deduzi a ideia em si como exercício).
Ou seja, tudo no mundo é feito de átomo. Ao contrário do que dizem de ter que se "ver pra crer", nós não vemos o ar, mas sabemos que existe e o respiramos. Não vemos os átomos, mas estudamos as propriedades dos mesmos.
Bem, se os efeitos físicos como o calor, a força ou o frio são feito de átomos, mesmo que não os enxergamos, então a energia e a eletricidade que possuímos no corpo, também o são. Ok, então, o cara me diz que na verdade a magia é um movimento e influência de átomos, como um tipo de reação em cadeia: meu corpo são átomos que fazem matéria, influencio outros átomos, como o vento, com calor ou cargas elétricas naturais do nosso corpo. Ok, supr legal. E numa teoria, o cara me diz que ao invés de espírito ou vontade, nós manipulamos esses átomos para surtir efeitos físicos em outros locais, pessoas ou situações.
Super legal a idéia!
Mas não muda absolutamente nada do que acredito.
Afinal, posso até dizer que é essa a maneira que os espíritos trabalham atpé um certo nível.

Exatamente a diferença entre realidade e imaginação, novamente. Lembrando do detalhe da palavra "acreditar" - na verdade você não "acredita", você imagina dessa forma a realidade. A imaginação é uma forma pessoal de digerirmos a realidade de uma forma íntima e pessoal. E tudo que é íntimo e pessoal tem um efeito mais pronunciado na magia. Porque você acha que em muitos grimórios temos os autores falando que devemos escolher um altar, objetos e pensamentos que "repercutam em nós"? Exatamente por essa conexão mais profunda que temos com algo com o qual nos identificamos.

Shamash Lykaion escreveu:Não é porque você descobre "como" algo funciona que isso deixa de ser menos divino ou espiritual.

Deixa de ser divino e espiritual, mas podemos ainda assim imaginá-lo dessa forma para todos os efeitos que não envolvam absurdos cometidos com base nisso...

Shamash Lykaion escreveu:Juro pra você, que como um bruxo, o que eu mais vejo a minha volta são pessoas alienadas, independente da crença delas, sendo até mesmo a maioria adepta de tecnologia e da ciência.

Como um bruxo, o meu lado espiritual não é separado do físico e nem do mundo a minha volta, mesmo que eu enxergue o mundo por uma visão que muitos até se assustam ou não compreendem, principalmente quando converso com alguém sobre "morte", "sacrificios de sangue", "sexo", "medos", "valores" e tudo o mais que a geração de agora possui inúmeros tabus e medos, tudo em nome de macarrão em 3 min e de entretenimentos acima da própria vida, como ficar alienado em novelas, jogos ou habitos de baladas semanais como unica forma de expressão do seu verdadeiro ser.

Agora, eu sou alienado por conversar com demônios, mesmo que eu aceite que tudo tem seu lugar na vida e que não temo a morte, nem o sangue, nem cadaveres e que tudo isso anda do meu lado todos os dias e que me traz valores que considero mais reais do que os valores artificiais que vemos todos os dias a nossa volta. Alienado nem me parece possível.

Aliás, também deixo uma frase que possui inúmras interpretações que já apresentei antes:

"Luz demais possui o mesmo efeito que escuridão demais: Ambos cegam."

abs


Não estou lhe chamando de alienado. Ou melhor... todos nós somos alienados, porque nenhum de nós consegue entender/ver a vida como ela realmente é. Somos fracos e pequenos demais para isso. A "Verdade" é muito grande. Ver a vida de outra forma, imaginar ativamente, receber insights frequentes, buscar entender as suas motivações e psicologia profunda, tudo isso é válido e importante - tudo aumenta nosso grau de consciência, que é o que desejamos, certo? O que estou frisando é que temos que ter noção da diferença entre realidade e imaginação, e não cometer abusos por parte da imaginação (ou crença) que podem nos levar a ações das quais nos arrependeremos....

Já que você deixou sua mensagem, a minha resposta é essa:

"E as luzes e as trevas dançam
no teatro do Caos,
que não os reconhece sob máscaras;
E ele as retira, e eis que não resta nada
a não ser o Caos, que pulsa."

Fonte: Blog de Poemas
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Re: Inferno

Mensagem  Lucrécia em Sex Dez 07, 2012 12:20 pm

Comentário imbecil, mas sinceramente acho que pensar no Inferno como sendo mais ou menos aquilo que Dante retratou é, além de confortável, bem interessante...
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