OBSERVAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS MORTOS

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OBSERVAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS MORTOS

Mensagem  Richard Wizard em Sab Maio 26, 2012 12:54 pm

De acordo com Ramses saleem, em seu livro do antigo Egito, faz uma profunda análise, do conhecido Livro, para sair à Luz, mais conhecido como Livro dos Mortos, que descreve os caminhos que a alma deve seguir futuramente no mundo intermediário, depois da morte. Este mundo era conhecido como Dwat pelos egípcios das primeiras dinastias. Eles acreditam em três mundos: o mundo inferior, Ta, o mundo superior, Nut e o mundo intermediário, Dwat. E isso sucessivamente, passando por estágios. A alma teria que viajar do reino de Ta (Terra) para o reino de Dwat (mundo de transição ou mundo intermediário) e finalmente para os reinos espirituais de Nut (Céu, e existia mais que um), seja para nascer mais uma vez, ou para unir-se com as almas perfeitas, que já passaram pelo processo das leis da reencarnação.
O livro dos mortos deveria ser lido pelos vivos, como um guia, a fim de ajudar os mortos, porém, os vivos também deveriam lê-lo, pelos mundos da terra (Ta), e o mundo de transição (Dwat), que se assemelhava ao purgatório cristão, sendo apenas um processo temporário. Essa leitura serviria, para auxiliar o ser humano a encontrar os reinos espirituais superiores, de acordo como estava no livro. Eles esperavam encontrar o Jardim de Juncos (Earu), onde a paz e a harmonia se faziam presentes envolvendo a alma. A morte era uma porta aberta para a continuidade da vida, reencarnando em espírito, na terra como no Dwat. Processos e mais processos, visando à evolução para a divina perfeição, alcançando o objetivo de serem, criaturas iluminadas, que alcançaram o trono da consciência.
O livro dos mortos pode ser visto de uma forma bem mais além, não sendo apenas atual, e sim, futuro e eterno. Na cerimônia fúnebre uma cópia dele era colocada sob a cabeça do falecido, ou colocado em um vaso ao lado do corpo. Isso para que o ajudasse a enfrentar os seus próprios defeitos internos, e chegar até a sala de julgamento, onde Maat se fazia presente, preparada para pesar o coração (consciência), e a pluma, numa balança. Isso para ver o quanto o defunto havia feito de coisas corretas, como a verdade/luz/harmonia em sua vida em meio a tantos obstáculos, inclusive, o seu próprio instinto. Para os egípcios todos precisam passar por esse processo de leis de evolução para o aperfeiçoamento, deixando de lado o ser instintivo, o ‘’ Casca Grossa’’.
Para falar de reencarnação, pode-se ser usada a escada em forma de espiral, para transmitir o que os egípcios entendiam. A espiral para os egípcios era à base fundamental da elevação, e subida, incluindo a própria evolução, como algo que progride. De acordo com esse processo, a escada significa a vida, uma experiência única e individual, vivida na escola, ensino (escada) do percurso vivido. Cada degrau é único e não se repete, foi e é crescimento, o eixo principal integra todos eles. Em cada degrau que se torna uma experiência única, o espírito pode vivenciar um gênero diferente (o espírito não tem sexo).
Cada degrau contribui com o todo, são inseparáveis, ao se ligar com o eixo central. Cada degrau simboliza etapas que passamos um dia, e que jamais voltarão. A alma mesmo vivendo cada uma destas fases, o espírito (Ankh, Vida) é o todo, assim simbolizando o eixo central sendo eterno. Mesmo o ser passando por cada experiência vivida, ele não lembra. Porém, cada etapa vivenciada por ele permanece, pelo fato de ser a própria formação, do que ele é.
Os próprios deuses o trazem na mão, o próprio símbolo da vida, sendo o próprio espírito, que para eles é eterno.
O ANKH também pode ser simbolizado entre a união do masculino e o feminino, assim também a união entre a Alma e o Espírito, sendo corpo físico (Khat) o transporte que a alma utiliza e pelo espírito para aprender as lições fundamentais. O corpo físico é representado por Neftys, a ‘’ Senhora da Casa’’.
Para os egípcios, o fundamento da reencarnação, era sair dela, da roda dos animais, e se transformar em um ser que tudo vê, e tudo sabe. Assim já domados os seus instintos, por ter passado por inúmeras experiências, Querendo alcançar as etapas finais, se tornando um ser iluminado como Rá, tendo uma visão apurada ou aguçada, como Hórus, e finalmente tendo o direito de sentar no trono da consciência, como ISIS. Voltando assim, a ser unir com os deuses.
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