Herbologia

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A magia das ervas

Mensagem  Lucrécia em Seg Out 31, 2011 11:39 pm

As raízes
Parte integrante da medicina alternativa, o uso das ervas se dá há mais de seis mil anos, tendo sido activamente praticada nas antigas civilizações da Grécia, Roma e Egito, além das tribos indígenas. O médico egípcio Imhotep recomendava o uso de óleos com fragrâncias no embalsamento dos mortos. O pai da medicina moderna, Hipocrates, seguiu os mesmos princípios e reza a lenda que teria realizado fumigações aromáticas para travar uma praga em Atenas. Porém, o declínio do Império Romano levou ao desaparecimento destes conhecimentos aromáticos, que voltaram a dar o que falar e cheirar por volta do ano 1000 d.C. na Pérsia. Nesta altura, os árabes iniciam a prática de destilação e o estudo das propriedades terapêuticas das plantas volta a ganhar força. Graças às Cruzadas, estes saberes regressam à Europa e, já em 1200 d.C. se produzia, na Alemanha, óleos essenciais com ervas e especiarias provenientes de África e do Extremo Oriente. Quando a América do Sul foi invadida pelos Conquistadores, a descoberta de novas plantas medicinais e óleos aromáticos foi impressionante e a verdade é que também no Continente Americano os índios nativos passaram a ser conhecidos pela confecção de bálsamos e poções à base de plantas medicinais. Apesar desta prática consistente, foi apenas no século XIX que os cientistas europeus decidiram dedicar-se ao estudo dos efeitos destes óleos essenciais no homem. A palavra “aromaterapia” é uma invenção do químico francês René Maurice Gattefosse que, em 1910, descobriu os poderes curativos do óleo de lavanda quando se queimou no seu laboratório de perfumes e, procurando um alívio imediato, mergulhou a mão num recipiente com óleo de lavanda. O alívio da dor foi imediata e o processo de cicatrização rápido, indolor e sem marcas posteriores. A partir daí dedicou a sua vida ao estudo dos poderes curativos dos óleos essenciais, tendo realizado vários tratamentos de êxito nos hospitais militares durante a I Guerra Mundial, experiências essas que documentou em diversos livros. Hoje em dia, a busca de uma forma de vida natural, com a mente, corpo e espírito em equilíbrio, aumentou a procura da aromaterapia.

Nas Américas, os indígenas sempre usaram as plantas para diversos fins, inclusive envenenamentos de tribos inimigas e, em certa época, difundiram os alucinógenos entre garimpeiros afim de que definhassem e deixassem suas terras em paz. Muitas tribos africanas também usavam as ervas dentro de bonequinhos e bolsinhas assim como os nativos norte americanos. Acreditavam que fazendo isso, estariam ajudando na recuperação do enfermo acelerando e potencializando o efeito do remédio.

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Ter Nov 01, 2011 12:00 am

Alguns usos das ervas:

Bolsinhas Gris Gris - No Vodu são usadas como talismãs para os mais diversos fins, para os indígenas é um amuleto de proteção que pode conter, além de ervas, algumas pedras.

Bonecos - Os indígenas acreditam que ao encher um boneco com as mesmas ervas que um enfermo qualquer está sendo tratado e dedicando esse boneco ao Totem curandeiro da tribo, esse talismã serviria para potencializar o efeito do remédio.

Nas velas - Ao untar uma vela com o óleo misturado na erva certa (essa seca e triturada) é capaz de aumentar as chances do ritual sair perfeito. Velas com essa preparação também são usadas para criar um clima mais "chamativo" para evocações.

INCENSOS

Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo
Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.
O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando-se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:
I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associam o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.
III. Os incensos estão relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte.
De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este “santo remédio”, se assim podemos chamá-lo.
Os Incensos são misturas de ervas, aromas, ou seja, misturas de componentes alquímicos que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.
Para manipular corretamente o incenso, devemos tomar certos cuidados tais como:
a) Acender o incenso sempre com uma intenção clara, podendo ser um puro agradecimento, prece, meditação ou o que mais tiver em mente;
b) Nunca devemos apagar o incenso com sopros;
c) Tentar sempre escolher a fragrância ou mistura conciliando com o que buscamos.
Alguns escritores descrevem a fumaça como sendo o, abstratamente, a transmutação da matéria em espírito , ou seja carvão com o aroma, respectivamente. Talvez isto explique o porque da necessidade de se ter uma intenção.

TIPOS, FORMAS E FRAGRÂNCIAS

Hoje em dia, são muitas as marcas, tipos, formas e fragrâncias encontradas.
No mercado hoje, encontramos incensos de marcas nacionais ou importadas, que duram de 15 minutos, ½ hora e até uma hora.
Na Índia, por exemplo, existe um tipo de incenso que sua duração chega até 6 horas, com uma fragrância muito suave que serve para serem utilizadas nos rituais nos templos. Esta longa duração é para a fragrância elevar as orações o tempo todo enquanto o ritual durar. em
Podemos ainda encontrar incensos nas formas de varetas, cones, espirais, pó, ervas, resinas e as fragrâncias são as mais variadas possível.
Quanto às fragrâncias, precisamos entender que apesar de existem milhares delas, precisamos encontrar aquela que corresponde com nossa intenção.
Por exemplo, se sua intenção é conectar-se com as energias cósmicas, a fragrância indicada será a âmbar. Já ,se a intenção é de se sentir feliz, com alegria de viver, a indicada será a canela, e por aí vai. Logo mais passarei uma pequena lista das fragrâncias com suas correspondências, dessa maneira ficará mais fácil para você escolher.
Conforme prometido, seguem algumas fragrâncias com suas correspondências. Esta lista não é terminativa, muito pelo contrário, estarei sempre acrescentando novas fragrâncias com suas devidas correspondências. E se voce tiver alguma que não esteja listada, pode enviar por e-mail. Terei imenso prazer em acrescentar aqui.

FRAGRÂNCIAS

Absinto - Amor e Magia
Acácia - Harmonia psíquica e tranqüilidade
Alecrim - Proteção e boa sorte
Alfazema - Acalma,Limpa e clarividência
Almíscar - Romance e amor
Âmbar - Atrai riquezas,energizante, coragem e autoconfiança
Arruda - limpeza psíquica e física
Bálsamo - Inspiração e relaxamento
Benzoin - Atrai energia positiva e proteção física e psíquica
Camomila - Calmante, boa sorte, bons sonhos
Canela - Negócios, prosperidade e sucesso
Cânfora - Limpeza da aura, purificação e harmonização
Cedro - Relaxamento e purificação
Cravo - Concentração, limpeza astral e amor
Dama da Noite - Romance e amor
Erva Doce - Atração, prosperidade
Eucalipto - Paz
Flor de Laranjeira - Boa sorte e amor
Gerânio - criatividade e vitalidade
Hortelã - Prosperidade e bons sonhos
Jasmim - Tranquiliza/Relaxa/Amor , união e inspiração
Laranja - Paz
Maçã - vitalidade e boa sorte
Madeiras - Harmonia e Paz , força e sucesso
Mel - boa sorte e prosperidade
Menta - Estudos
Mirra - Elevação mental/ Limpeza , proteção e purificação
Morango - boa sorte
Nós Moscada - Negócios/ Prosperidade
Ópium - Inspiração e criatividade
Orquídea - Afrodisíaco, harmonia, amor, beleza
Patchouli - Afrodisíaco; anti-depressivo, amor, clarividência, atração
Pêssego - Boa sorte
Raízes - Harmonia
Rosas Brancas - Harmonia, purificação
Rosas Vermelhas - Paixão, comunhão espiritual
Sândalo - Meditação
Verbena - criatividade, inspiração e bons sonhos
Vetiver - estimulante, sucesso
Violeta - paz, humildade

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Ter Nov 01, 2011 12:03 am

Um adeno sobre ervas alucinógenas


Ervas com efeitos alucinógenos são predominantemente venenosas e atuam diretamente no sistema simpático do usuário além de, em alguns casos, causarem dependência. O uso dessas plantas não é recomendável pois além de causar danos as vezes irreversíveis ao sistema nervoso, também acabam bloqueando a capacidade de concentração e meditação natural do magista.

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Ter Nov 01, 2011 12:11 am

Algumas das ervas e aromas mais utilizadas no ocultismo são:

Sangue de Dragão - Excelente para evocações.

Lua - Um concentrado de ervas que ajudam o relaxamento e facilita a meditação.

Sol - Potencializador de banimentos e sigilamentos protetores.

Sal Grosso - Outro potencializador de banimentos, apesar de não ser uma erva também se encontra o incenso.

Incenso de divindades - Algumas lojas vendem incensos que são combinações de ervas do agrado de determinada entidade (na maioria das vezes, entidades ligadas aos cultos africanos), são excelentes para serem usadas em altares e adorações.

Ervas para proteção:
(Essas são mais usadas nas bolsinhas que falei lá atrás)

Espada de São Jorge - Poderoso repelente de maus espíritos.

Comigo - Ninguém - Pode - Contra energias negativas

Pimenteira - Contra mau - olhado

Coroa de Cristo - Também um bom escudo contra maus espíritos.


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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Ter Nov 01, 2011 11:55 pm

Tinturas


Na maioria dos rituais de alta magia, o magista precisa fazer uso de tinturas para confeccionar sigilos, escrever pedidos, enns, etc. Essas inscrições podem ser feitas com canetas comuns, mas o mais recomendado é que se faça com uma tinta especial e com o uso de caneta tinteiro ou pena de caligrafia.
A tintura mágika é uma tinta consagrada fabricada com um propósito próprio, e cujos componentes em si mesmo têm a sua energia própria e significado.
Além de ser usada em inscrições, algumas tinturas podem ser passadas na pele também para o magista criar sigilos de proteção em seu próprio corpo, como uma pintura de guerra. Algumas delas podem deixar manchas ou irritar a pele, então é necessário cuidado e não se expor ao Sol.
As tinturas podem ser usadas para ungir os instrumentos mágicos, podem ser misturadas a óleos.

Três modos de se fazer a base das tinturas:

- Para preparar sua tintura coloque 200g de plantas em um litro de álcool 70% dentro de um frasco de vidro transparente e bem fechado. Deixe o frasco sob a Lua durante uma semana, quando se utilizar raízes, tubérculos e rizomas. Ou enterrado durante uma semana quando utilizadas folhas, flores sementes, frutos e caules.
Após este prazo, a tintura deve ser filtrada em pano limpo. Depois de um dia você deve filtrar novamente e estocá-la em vidro âmbar.

- Dependendo da quantidade de tinta que quer obter, misturará 2/3 de água com 1/3 de álcool isopropílico,crescenta seguidamente um pouco de mástique (borracha de lentisca) ou borracha arábica (que terá reduzido de antemão em pó muito fino) e quando a mistura ficar homogénea, coloque as ervas verta-a num frasco e feche-o hermeticamente.

- Poderá sempre fazer a sua tinta mágica de acodo com um método simplificado. Basta comprar tinta-da-china normal, em garrafinha, da cor que o ritual pede, colocar dentro as ervas indicadas para a sua confecção, e consagrá-la.

Quando quiser fazer uma tinta especial, trabalhará dentro de um círculo mágico, sendo que você iluminará o local, com uma ou duas velas da mesma cor que a sugerida para a tinta. Pegue então a sua base de tinta e acrescente lá as ervas necessárias, sempre reduzidas em pó, bem como algumas gotas de corante (como tintas da China, pois existem de diferentes cores) para tingir a vossa tinta, da cor desejada.
Quando a preparação da vossa tinta terminar (com a respectiva consagração), diga o seguinte encantamento para finalizar a consagração das tintas mágicas:

“consecro te atramentum ad demiurgum,
consecro te atramentum ad magiam,
consecro te utilitatem mean solum.”


Por fim, guarde a tinta num frasco hermético visualizando uma luz brilhante e intensa que impregne a tinta. Tome o cuidado de colocar uma etiqueta no frasco de tinta mágica antes de o guardar ao abrigo da luz.


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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Qua Nov 02, 2011 12:27 am

Tabela de Magia Simpática(tinturas)

Cor Utilidade
Preto O preto, é a contra cor do branco. O preto é o seu igual em valor absoluto
Simbolicamente, em geral o preto é entendido sob o seu aspecto frio e negativo.
Contra cor de qualquer cor, ele é associado ás trevas primordiais. Instalado abaixo do mundo, o preto exprime a passividade absoluta, o estado de morte realizada e invariável.
No entanto, tal como o branco pode situar-se nas duas extremidades: assim a tinta preta tanto pode ser utilizada para pedidos contra magia negra, separação, destruição, protecção e cortar qualquer tipo de mal enviado, como pode ser utilizada para justamente fazer rituais de magia negra. Também usada na confecção de sigilos.
Branco Utilizada para qualquer tipo de pedido.
Vermelho Utilizada para pedidos de amor, amarração e dominio.
A tinta vermelha é universalmente considerada o símbolo fundamental do princípio da vida, com a sua força, a sua potência e o seu resplandescer.
O vermelho é a cor do fogo e do sangue. Possui a mesma ambivalência simbólica que estes dois.
O vermelho claro é diurno, macho tónico, incitando á acção lançando como um sol o seu esplendor sobre qualquer coisa com imensa e irrédutivel potência.
O vermelho sombrio, todo pelo contrário, é nocturno, fêmea, secreto, representa o mistério da vida.
Verde Utilizada para pedidos de dinheiro, negócios, trabalho, prosperidade e abertura de caminhos.
O verde é a cor do reino vegetal que se reafirma. O verde é o acordar das águas primordiais, é o nascer da vida. O verde está igualmente ligado ao raio do trovão.
Azul Utilizada para qualquer tipo de pedidos.
O azul é a mais profunda e imaterial das cores. A natureza apresenta-o geralmente através da transparência, de vazio acumulado; é o vazio do ar, o vazio da água, o vazio do cristal ou do diamante. O vazio é puro e frio.
Amarelo O amarelo é intenso. É a cor mais quente, mais expansiva e ardente das cores, tal como os raios do sol. É útil para traçar sigilos domésticos para expulsar a negatividade alheia.

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Qua Nov 02, 2011 12:31 am

Ungüentos

Tão antigos quanto a historia das Bruxas, os Unguentos são simplesmente ervas curativas e/ou com propriedades magicas misturadas com bases. Antigamente era utilizada a banha de porcos como base, hoje me dia é utilizado cera de abelha ou gordura vegetal, algumas pessoas utlizam vaselina, que é derivada do petroléo.
Para preparar com gordura vegetal, coloque 4 partes de gosrdura vegetal em fogo brando, ate se transformar em liquido, e depois acrescente as ervas e mexa com uma colher de pau ate sentir que o aroma das ervas.
Depois coe e acrescente 1 colher de sopa de tintura de benjoim, e guarde em um frasco de cor escura, em um lugar seco, fesco e escuro.Para preparar com cera de abelha, derreta 3\4 de lascas de cera de abelha em banho maria, e depois acrescente 1\4 de oleo de oliva, ou qualquer outro oleo vegetal, mexa tudo ate a derreter completamente, deixe ficar morno e só depois adicione oleos essenciais. O resultado é uma base muito mais cosmetica. Guarde em frascos resistentes.



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acho interessante,

Mensagem  Convidad em Qua Nov 02, 2011 8:32 am

A parte de ungüentos e óleos e a de tinturas.

Embora eu não resuma as cores de forma tão simples, e ao mesmo tempo com alguma simplicidade, sempre achei interessante as ervas.

Eu acredito no uso correto de enteógenos. Aliás, já tive uma experiência ritual com enteógeno que nunca esqueci e que me disse muitas coisas. Porém, acredito que seja apenas de uso ritual a sua função sagrada e que o seu profano seja o abuso indiscriminado.

abs

Convidad
Convidado


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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Qui Nov 03, 2011 12:51 am

Não sou adepta da wicca, mas há quem seja, então achei interessante fazer essa pequena tabelinha sobre as ervas para Sabats:

Sabath Ervas
Imbolic Angélica, Manjericão, Louro e Mirra
Beltane Amêndoas, Olíbano, Hera e Rosas
Ostara Narcíso, Jasmim e Violetas
Litha Camomila, Lavanda, Tomilho e Verbena
Lughnasadh Acácia, Girassol, Malva e Murta
Mabom Benjoim, Flor de Maracujá, Pinho e Sálvia
Samhain Abóbora, Beladona, Carvalho e Maçã
Yule Azevinho, Alecrim, Cedro e Musgo

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Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Qua Maio 09, 2012 3:40 am


O estudo da Herbologia começa com Paracelso. que além de analisar as reações do astral a certos aspectos das plantas, também fez a correlação mágica com os planetas e elementos. Para começar o estudo, devemos primeiro entender que apesar das várias espécies, todas as plantas possuem algumas semelhanças basicas. Primeiramente antes de entrarmos nas espécies vamos analisar a fisiologia de cada planta, analisada e comentada por Paracelso:

"ANATOMIA — Nada mais simples do que a estrutura da planta. As partes anatômicas se reduzem a três e são elas, precisamente, as que, individualizando-se, formam todos os órgãos.

1.º — A massa geral da planta é formada pelo tecido celular, que pode ser classificado como órgão digestivo da mesma. (Raiz: individualização dos tecidos celulares; intestino da planta: semente; Embrião.)
2.° — Os intervalos entre as células ordinariamente hexagonais formam os canais que se estendem por toda a planta e conduzem a seiva com a qual a mesma se nutre. Estes canais ou condutos intercelulares são, portanto, para as plantas o que os vasos sanguíneos e as veias são para os animais. (Caule: individualização das veias; sistema sanguíneo da planta; invólucro: órgão fêmea.)
3.º — No tecido celular da maioria das plantas, existem outros canais que são formados por uma fibra contornada em espiral que conduz o ar por toda a planta. Estes canais, ou vasos em espiral, são para a planta o que as traquéias são para os animais. E é assim que são chamados: traquéias das plantas. (Folhas: individualização das traquéias, pulmões da planta)."


Percebe-se que Paracelso comparou cada parte da planta ao próprio corpo humano, o que já nos dá mais ou menos uma idéia de quais seriam as melhores espécies para o tratamento do chakra do local atribuido.

"Deste primeiro bosquejo, passemos agora ao das relações que existem no funcionamento entre os citados órgãos.
O desenvolvimento embrionário da planta compreende as seguintes fases.
1.° — Localização da semente numa matriz propícia: terra úmida.
2.° — As três partes do germe começam a vegetar, alimentando-se dos cotilédones.
3.º — A raiz começa a absorver as substâncias nutritivas da terra. A planta se individualiza em suas funções respiratórias e digestivas. Em resumo: nasceu."


Fazendo um paralelo com a origem dos elementos alquímicos e suas reações, podemos claramente compreender nesse parágrafo a relação citada no tópico já descrito aqui no fórum.

Por fim, um resumo básico:

1.° —Submergindo na Terra, a raiz: estômago da planta; vai à procura da matéria alimentícia.
2.° — As Folhas, buscando vida no Ar livre ou dentro da Agua: pulmões da planta.
Buscam também a luz e os gases necessários à renovação da força que deve proporcionar virtudes à matéria interior dos tecidos.
Dita força se desenvolve por meio da clorofila (sangue verde), canais de interposição.
3.° — O Caule: aparelho circulatório, cujos vasos contêm: I.o — A seiva ascendente parecida com o quilo (substância branca, o mais sutil dos alimentos). 2.o — O ar absorvido pelas folhas. 3.o — O resultado da ação do ar sobre a seiva nutritiva ou seja a seiva ascendente.
4.º — As Flores: resultado da força supérflua; lugar dos aparelhos de reprodução.

E as funções da raíz e seus substratos:

1.º —O germe, que por sua vez é formado por: a pequena raiz (futuros órgãos abdominais); o broto ou ver-gôntea (futuros órgãos respiratórios); o pequeno caule (futuros órgãos circulatórios, centro geral de evolução). Tudo isto análogo aos três desenvolvimentos do embrião humano.
2.° - Os cotilédones: materiais destinados à nutrição do germe. (Órgãos análogos à placenta.)
Contendo em si a árvore em todo o seu poder de crescimento, cada grão encerra um Misterium Magnum; por conseguinte, no desenvolvimento do grão ou semente encontraremos a imagem invertida da criação do mundo.


Última edição por Lucrécia em Seg Maio 14, 2012 3:08 am, editado 1 vez(es)

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Qua Maio 09, 2012 3:57 am

Sobre o crescimento da planta Paracelso nos orienta pelas reações das partes da planta com os elementos primordiais (mercúrio, sal e enxofre) utilizando-se das leis herméticas e das reações entre esses três elementos.

CRESCIMENTO DO GRÃO. - Portanto, já estamos compreendendo três Ens, três dinamismos em reação mútua, abrangendo cada um sua trindade de princípios — Sal, Enxofre e Mercúrio: o Ens da
terra, o Ens do grão e o Ens do sol. O primeiro e o último Ens exigem, por efeito de uma tração magnética, o desenvolvimento do germe nos sentidos opostos; donde resultam a raiz e o caule que, conforme é sabido, exercerão na vida da planta funções de analogia contrária.
Da harmonia resultante destes três Ens, depende o perfeito estado do caule (liso, esverdeado, ou nodoso e negro) e das raízes (múltiplas e robustas ou secas e delgadas).

CRESCIMENTO DA RAIZ. - Do ponto de vista dos três princípios, é sabido que a vida e a sensibilidade (magnética) residem no Mercúrio. O Mercúrio subterrâneo dos minerais, quase sempre venenoso e carregado de impurezas, encontra-se literalmente no inferno, quer dizer: para a sua própria atividade não encontra outro alimento nem outro objeto do que a si mesmo.
Por conseguinte, é só uma vibração solar chegar a ele, que a torna sua, absorve-a totalmente dentro do seu corpo o sal e o enxofre, ambos intimamente unidos à sua essência.
Então a terra se abre; seus átomos obtêm uma liberdade relativa e o corpo plástico, o Sal, que permanecia num entorpecimento saturnino, torna-se suscetível de atração e vê-se, efetivamente, atraído pelos Ens do germe, em seus elementos homogêneos.

CRESCIMENTO DO CAULE. - Em geral, em sua parte mais baixa, o caule é branco; até a metade é escuro e na sua parte mais alta é verde. O branco indica a tendência no sentido da expansão subitamente libertada das potências construtivas da raiz; a cor escura significa uma expressão saturnina, resultado da maldição divina; o córtice é a parte do vegetal que se acha no limbo.
Porque, se o Grande Mistério está representado também nas árvores, o reino vegetal foi alcançado, como toda a Criação, pelo pecado de Adão; mas, na beleza das flores e na doce maturação dos frutos, descobrem-se, ainda mais do que em outras criaturas, os esplendores do Paraíso.
Finalmente, a cor verde representa o sinal da vida mer-curial, que serpenteia no Júpiter e na Vênus das ramagens.

A ÁRVORE. — Sem dúvida alguma, a árvore constitui o tipo mais perfeito de todos os seres vegetais; nela encontramos as influências das estrelas, dos elementos, do Spiritus Mundi e o Misterium Magnum, que é por si mesmo Fogo e Luz, Ódio e Amor, como verbo pronunciado pelo Pai Eterno.

PRODUÇÃO DOS NÓS. - O arbusto cresce devido à emulação mútua dos dois Ens, do sol exterior e do sol interior, que cumpre com sua missão até o fim natural, que consiste na produção de um Iíquido doce que proporciona a flor, os elementos de sua forma elegante e de suas belas cores.
É sabido que as sete formas da Natureza exterior exercem na planta sua influência na seguinte ordem: Júpiter, Vênus e a Lua cooperam de um modo natural na ação expansiva de seu sol interior; Marte, porém, exagera dita expansão, de vez que este não é outra coisa senão o espírito ígneo do Enxofre, a vida mercurial se junta diante dele e Saturno chega à congelação e à corporificação deste turbilhão; é assim que se produzem os nós.

PRODUÇÃO DOS GALHOS. - Os galhos são o resultado da batalha travada pelas forças naturais em pleno movimento, quando desejavam conservar a comunicação com o sol exterior. São, por assim dizer, as gesticulações da planta que se sente oprimida e que quer viver em liberdade e por sua vontade própria. Do mesmo modo que no homem a força vital faz sair os venenos interiores sob a forma de furúnculos, assim o calor vital da árvore obriga-a a produzir brotos e ramificações, principalmente quando o chamamento do Ens exterior é o mais poderoso, como acontece na primavera.
Em outros termos, o desejo da vida mercurial ou o Sal, encerrado em Saturno, luta desesperadamente, aquece-se e converte-se em Enxofre; este Enxofre dá um novo impulso a seu filho, o Mercúrio; este mostra tendência a expandir-se; e Vênus fornece a substância plástica dos brotos e dos galhos.

A FLOR. — O Sol domina aos poucos os excessos de Marte; a planta vai diminuindo de amargor; Júpiter e Vênus esgotam sua atividade e fundem-se na matriz da Lua; os dois Ens se unem, de modo que o Sol interior, a força vital da planta, recobra seu estado primitivo, passa ao estado de Enxofre e reintegra o regime da liberdade divina.

O PARAÍSO DA PLANTA. - Neste mesmo regime, as sete formas se entrecruzam interiormente e para cima e entram em jogo em perfeita harmonia. A imagem da Eternidade se forma no tempo; o Enxofre da planta passa novamente para o estado latente e o Sal se transmuta; o reino do Filho se inaugura com uma alegria paradisíaca, que se desprende com o perfume; do mesmo modo que do corpo dos santos se desprende um odor peculiar; é o que Paracelso chama de Tintura.

O GRÃO. — Mas, por causa do pecado de Adão, este paraíso cessa muito de repente e entra de novo na obscuridade do grão ou semente, onde os dois sóis vêm ocultar-se.

O FRUTO. — Constitui o espírito escondido dos elementos que atuam durante a frutificação.
Os frutos possuem uma qualidade boa e outra má, que herdaram de Lúcifer. Não se encontram, portanto, inteiramente sob o regime da Cólera, porque o Verbo único, que é em tudo e por tudo imortal e imarcescível até dentro da putrefação subterrânea da semente, reverdesce neles; é que o Verbo opõe resistência à terra e a terra não acolheu o Verbo.
Devido a este processo, podemos admitir o triunfo do regime do Amor na Planta, ou seja, chegamos à sua floração.
O Ens, tão logo se haja manifestado, corre para o seu lugar, agrega em si imediatamente uma grande quantidade de elementos plásticos; ou melhor, Luas que ao calor do Sol externo transforma em Vênus; desta maneira a polpa ou carne do fruto se desenvolve ao redor de um centro, que é filho do Sol interno.
Os sete planetas encontram-se novamente no fruto e são eles que determinam seu sabor e aroma, esperando que Saturno venha fazê-lo cair sobre a terra donde se ergueu um dia.

MADUREZ. — A qualificação de maduros dada aos frutos a fim de significar um ponto álgido de perfeição, um período em que seu sumo se torna açucarado, não está bem expressada com este nome, que indica o contrário, seu estado de agonia.
A madurez é o resultado de uma espécie de vertigem que o Sol causa ao princípio paternal do Enxofre e que o precipita da vida eterna para a vida temporal. De tudo isto poderemos, agora, deduzir as indicações necessárias para efetuar o correspondente estudo sobre o sentido dos diversos sabores que os frutos possuem.

O OD DA PLANTA. - Desde o descobrimento de Rei-chenbach, tem-se como certo que na Natureza toda coisa desprende uma espécie de exalação invisível nas condições ordinárias, mas visível para os sensitivos. Esta radiação varia em cor, intensidade e qualidade.
A parte extrema superior das plantas é sempre positiva e a parte baixa ou inferior, negativa, seja qual for o fragmento da planta apresentando o exame do sensitivo.
Os frutos são positivos e os tubérculos, negativos.
O lado da flor, de qualquer fruto, é positivo; o lado do pedúnculo é negativo.
Estas observações foram utilizadas até à atualidade pelos sucessores do conde Mattei para as práticas da Eletro-Homeopatia, porém eu, particularmente, não posso chegar a crer que essa polarização seja de uma grande profundidade.

A ALMA DA PLANTA.— Fomos buscar num livro, por certo muito notável, original de E. Boscowitz, os testemunhos de alguns sábios que atribuem à planta uma vida e uma sensibilidade parecidas às das pessoas. Sem aludir às doutrinas bramânicas, budistas, taoístas, egípcias, platônicas ou pitago-rianas — todas elas mais ou menos profundamente penetradas do espírito dos vegetais — teremos que lembrar que filósofos como Demócrito, Anaxágoras e Empédocles sustentaram dita tese. Em época mais recente, Percival quer demonstrar que os movimentos das raízes são voluntários;

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 5:17 am

Natureza das Ervas


Classificando as plantas biologicamente, a grosso modo, teremos: Ervas, Arbustos e Árvores (sem contar alguns estágios intermediários como as vegetações rasteiras).

Ervas são desprovidas de caule, murcham no inverno e o atravessam como um turbérculo subterrâneo para sobreviveram a baixa temperatura, permanecendo apenas as sementes que originarão uma nova planta. Algumas vezes essa parte subterrânea é constituida de um caule provido de protuberâncias não-verdes com diversos formatos e classificações (rizoma, tubérculo, bulbo, colmo, as quais estão anexadas as raízes e radículas. A característica da parte do caule que se situa acima do solo varia conforme a disposição das folhas.

Tipos de Plantas

Antes de mais nada, deve-se adiantar que há um grande número de espécies vegetais desprovidas dos três principais órgãos não-reprodutores (raiz, caule e folhas), sem mencionar as flores. Ao invés disso todas elas possuem uma parte chamada talo. Nesta categoria existem três classes principais: algas, fungos e líquens.

Algas - Nessa classe, incluem-se também os aguapés de água doce, e organismos microscópicos que constituem grande parte da vegetação flutuante marinha (plânctons). Estes (e grande parte das espécies existentes em águas estagnadas)
constituem-se aparentemente, de forma individual, em uma única célula. Muitos dos limos são meros filamentos de células, algumas vezes, bastante ramificados. No litoral, encontramos os chamados alfaces do mar, um tipo de algo mais raro de se achar, uma vez que a maioria da algas é de coloração parda (leófitas) ou vermelha (rodófila), e algumas dessas algas pardas são de tamanhos absurdos.
Certas algas possuem reprodução sexuada, quase sempre através de esporos flutuantes.Também se reproduzem assexuadamente, por meio de fragmentação.

Fungos - Diferente das algas, esses vivem em terra. Muitos são parasitas de plantas terrestres enquanto outros vivem em matéria de decomposição. Consequentemente, não apresentam clorofila e prescindem da luz. Os cogumelos são o tipo de fungo mais conhecidos e utilizados pelo ser humano, podem ser cultivados em porões úmidos ou mesmo ao pé de certas árvores. Sua parte não reprodutora é uma simples massa de filamentos muito ramificados (micélio) e seus orgãos reprodutores geralmente são grandes. Aquilo que denominamos "cogumelo" é na verdade o órgão reprodutor do mesmo (florescência) que produzem milhões de esporos.

Liquens - São a formação simbiótica de um fungo com uma alga. Seus órgãos reprodutores são cópias miniaturas dos órgãos dos fungos. Sua parte não reprodutora é um talo achatado ou lobulado muito parecido com o de uma alga. Isso ocorre por conta da união do liquem com outras algas que o ajudam a sintetizar seu alimento através da luz. Isso se deve a sua configuração semelhante a de uma folha. Os musgos são plantas dotadas de caule e desprovidas de raízes. Formam-se órgãos sexuais nos musgos e o embrião produzido cresce, não para transformar-se em outro musgo, e
sim numa estrutura produtora de esporos que permanece ligada à planta do musgo. As hepáticas são análogas aos musgos, porém geralmente rasteiras e algumas apresentam lóbulos ao invés de folhas separadas.

Samambaias - Observa-se nessa, o desenvolvimento completo das partes assexuadas (caule, raízes e folhas). A maioria delas possui folhas longas divididas em facíolos. Nelas são produzidos os esporos. Os esporos não se transformam em novas samambaias ao crescerem, mas, em um objeto minúsculo e verde, semelhante às folhas, chamado prótalo. Este contém os órgãos sexuais que originarão uma nova samambaia. Um ciclo de vida parecido pode ser visto nos licopódios que se assemelham a musgos e nas plantas rabo-de-cavalo que apresentam uma folhagem bem pequena.

Gimnospermas - As Gimnospermas possuem entre seus espécimes, algumas das árvores mais altas que se conhece. O cone é a parte reprodutora. Há dois tipos de cones, o feminino e o masculino. Há dois tipos de plantas gimnospermas, um deles apresentando grandes folhas compostas, como, por exemplo, a samambaia. Este inclui as cicadácias. O outro tipo apresenta folhas pequenas adaptadas a climas mais frios. Neste tipo pode-se citar os lariços, pinheiros, e os teixos, adaptados a regiões mais frias onde formam florestas. As cicadácias, por exemplo, vivem em regiões tropicais.

Angiospermas - As plantas Angiospermas, ou seja, aquelas que apresentam florescência, cujos órgãos de reprodução são constituídos pelas folhas. As Angiospermas são uma classe de plantas bem ampla, com grande variedade de formas, e crescem nos mais diversos meios ambientes. Dividem-se em duas subclasses, as monocotilédones, distintas tecnicamente
por apresentarem apenas uma folha de semente ou cotilédone, e as dicotilédones, que possuem duas. Se porventura crescem
entre árvores, sua estrutura interna é bem diferente no tronco.
As monocotilédones possuem folhas com nervuras dispostas em paralelo e não apresentam caule. Com raras exceções, os elementos florais apresentam-se em configurações duplas ou triplas (floristrímeras)
e não há distinção entre pétalas e sépalas.
As dicotilédones possuem folhas nervuradas dispostas em forma de rede, geralmente caules e elementos florais, com tendência a apresentarem configurações em quadras ou quintetos (flores tetrâmeras e pentâmeras) e, na maioria das vezes, as sépalas são pequenas e verdes, contrastando com as cores vivas apresentadas pelas pétalas.
As gramíneas sao monocotilédones com flores não diferenciadas.
Os lírios e plantas aparentadas, tais como o croco, o croco-do-outuno, a cebolinha, o jacinto, a tulipa, o inhame, o narciso, o gengibre e as orquídeas, geralmente possuem folhas diferenciadas e grandes bulbos subterrâneos. As palmeiras e aráceas apresentam várias flores pequenas, geralmente acompanhadas de uma folha enorme chamada espata. O lírio da família Arum é um bom exemplo. Todas são monocotilédones.
As dicotilédones são ainda mais numerosas. Dentre elas incluem-se o amento, com folhas não-diferenciadas como nos salgueiros e choupos, o mirto do pântano, a nogueira, a bétula, o amieiro, a aveleira, as betuláceas, a faia, o castanheiro-doce, o carvalho, o olmo, e certas ervas como a urtiga, o quenopódio e o morrião-dos-passarinhos.






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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 5:37 am

Cascas e Madeiras - Muitas das cascas e madeiras usadas na medicina denotam suas propriedades curativas através do cheiro característico a cada uma delas, como é o caso da canela antilhana, canela-do-ceilão, cascarilha das Bahamas, cássia da Indochina, sassafrás e olmo dos Estados Unidos. Tais cascas e madeiras provêm de diferentes famílias, mas a canela-do-ceilão e a cássia relacionam-se à do loureiro.

Inodoras

Diversas são as famílias cujas cascas não apresentam aroma. Neste caso incluem-se as familias da romã, da cerejeira silvestre, viburno, cascara sagrada, chinchona, e da hamamélis. O viburno não está relacionado com o pilriteiro e sim com a familia das caprifoliáceas. A chinchona, nativa da América do Sul — na região norte do Brasil,
por exemplo, é abundante —, produz o quinino. A hamamélis, por sua vez, relaciona-se com sua própria família
(Hamamelidáceas), das rosas. Sua denominação deriva do fato de seus ramos serem freqüentemente usados como varinhas de condão. É, todavia, o formato e não a madeira utilizada que ajuda o rabdomante.
O material com o qual a varinha é feita não tem qualquer relevância, e pode ser mineral, vegetal, ou animal, pois a faculdade
de detectar coisas depende de movimentos musculares inconscientes do homem.
Diz-se que a casca do vidoeiro, se usada por alguém, a todo momento, protegia contra encantamentos, ao passo que a do salgueiro evitaria visões. Diz-se que a casca da espécie Eucalyptus é chamada popularmente de "cascadura".

Madeiras

Voltando às crendices populares, ocorre-nos uma pergunta interessante sobre o tipo de madeira utilizada na construção da cruz de Cristo. Afirma-se comumente que foi usado o álamo devido — segundo os poetas — às folhas destas árvores apresentarem um certo movimento vibratório, característica física do sentimento de temor. Uma hipótese diferente, aventada por Sir John Mandeville, falecido em 1372, na coletânea de contos escrita durante a viagem realizada um ano antes de sua morte, alega ser a cruz de Cristo composta de quatro tipos de madeiras: a peça perpendicular seria de cipreste, a transversal de palmeira, a base de cedro, ao passo que a tabuleta com a inscrição, de oliveira. Ele justifica sua tese com base na durabilidade das madeiras empregadas. Outra lenda diz terem as madeiras vindo de diversos lugares do mundo. Dessa maneira, segundo a mesma, a cruz simbolizaria a compreensão tanto no espaço como no tempo. Outros acreditam que a erva-de-passarinho — outrora uma enorme árvore — foi punida e reduzida ao tamanho de um arbusto parasita devido ter sido usada para construir a cruz de Cristo. Vários escritores clássicos, inclusive Shakespeare,1 afirmam que
Judas Escariotes enforcou-se num sabugueiro após ter traído a Jesus. Esta planta era comumente cultivada em canteiros de jardins com o objetivo de afastar feiticeiras e bruxas, as quais, se agarradas, seriam coroadas de espinhos da planta.
As betuláceas, aveleira e sabugueiro eram preferidas para a construção de baguetes ou varinhas mágicas bifurcadas com a forma de Y. Para essa finalidade, a hamamélis era também muito usada.

Usos das Ervas


Resinas e Bálsamos

A mucilagem é obtida pela evaporação de uma seiva vegetal sendo insolúvel em álcool ou éter. Como se sabe, são muito usadas como adesivos já que formam soluções viscosas em contato com a água. As plantas produzem a goma para, especificamente, recompor alguma parte de seu caule. É como um de processo de cicatrização apresentado
pelas plantas contra danos de insetos, vento, etc. Tanto a mucilagem como a goma são consideradas resinas no sentido amplo
da palavra. As resinas são usadas na medicina como calmantes brandos e facilitam a suspensão de drogas menos solúveis em água. Entre as resinas incluem-se a goma-arábica, a alcatira e a goma de alfarroba.
Outras são muito empregadas em trabalhos de magia. O látex da cereja, por exemplo, foi largamente usado com a denominação secreta de "cérebro" em muitas fumigações mágicas.

Gomas

Neste tópico incluímos certas resinas, tais como a Malabar, nativa das índias Orientais, extraída do Pterocarpus, cujas denominações mais populares são goma vermelha ou goma de eucalipto. Podemos citar ainda a goma de Bengala, extraída da Butea, planta da família das ervilhas.
A única resina que sabemos ter sido usada em trabalhos de magia, é a seiva de aloés desidratada, a qual é obtida a partir das enormes folhas dessa planta da família das Liliáceas. Era empregada como ingrediente na elaboração de fumigações mágicas dedicadas ao Sol, à Lua e aos planetas benfazejos, Vênus e Júpiter.

Resinas

Entre as plantas que produzem este tipo de substâncias podemos enumerar: o gálbano, olíbano, mirra, bdélio, amoníaco, goma-guta e a assa-fétida. Todas são largamente utilizadas para fins medicinais. A assa-fétida caracteriza-se por seu odor penetrante e intenso, do tipo aliáceo, sendo oriunda de uma espécie de férula da família das cenouras. Era utilizada na magia e como uma espécie de condimento, na antiga Pérsia. Mesmo como tempero, acreditava-se que possuía notáveis propriedades ocultas, daí sua denominação popular de "alimento dos deuses". A mirra, proveniente do nordeste da Ásia, apresenta odor aromático característico, tendo sido usada em embalsamentos, e, em virtude dessa prática, simbolizava a morte. Na magia era usada em rituais dedicados a Saturno. O bdélio, também nativo de regiões ocidentais, era usado em rituais dedicados a Marte, planeta da sorte. Juntamente com o haoma, já visto, era usado em vários cultos pelos parses. Estes também usavam folhas de palmeiras e ramos da romã, e a princípio, feixes de ramos resinados de barsam, os quais foram substituídos por feixes de fios. Os próprios parses não identificaram claramente a planta da qual se originava os ramos de barsam.
Parece-nos que pertenciam à família das mirras (Burseráceas) e podem ter sido do mesmo gênero da mirra (Commiphora).

Dádivas usadas em magia

Os magos, ou sábios, que visitaram o pequeno Jesus, ofereceram-lhe ouro, olíbano e mirra. Diz-se que o ouro representa Sua Dignidade Real, o olíbano, Sua missão na Terra, e a mirra, a morte e ressurreição.
Na Antigüidade, ouro e olíbano eram oferecidos em lugares tão diversos quanto China e Peru, por exemplo, a soberanos sacerdotais. A mirra era usada no antigo Egito para embalsamar corpos a fim de prepará-los para a ressurreição futura.
Devemos ressaltar que no Velho Mundo, judeus e cristãos praticavam a mumificação tal como os habitantes do Novo Mundo. O corpo de Jesus, ao ser retirado da cruz, foi untado com ungüentos, por São José de Arimatéia e São Nicodemos "segundo a tradição judaica" (João, XIV, 40).
Estes discípulos usaram não menos que 45 kg de mirra e aloés. Este último, provavelmente não se trata da seiva desidratada abordada aqui anteriormente e ainda em uso pela medicina, e sim de uma resina vegetal extraída da árvore-águia indiana (Aquilaria agallocha), uma dicotilédone perfumada cuja afinidade não se sabe ao certo.

Resinas

Em sentido restrito, resinas são produtos vegetais solúveis em álcool, éter e óleos etéricos, mas não em água. A sandáraca, a benzoína, a resina de coloração avermelhada e o lentisco são obtidos simplesmente através de incisão no caule da árvore. O breu e a aguarrás são preparados a partir de líquidos residuais, sendo estes a parte
sedimentada. O lentisco era usado em rituais de magia relacionados ao planeta Mercúrio. A resina "sangue-de-dragão", assim chamada devido a sua cor vermelha, também era usada com o sentido oculto de "sangue".
O lentisco é proveniente de uma espécie de pistácia, da família do caju, nativa das regiões mediterrâneas.
Os frutos de uma palmeira, a Daemonorops, produzem uma resina de cor avermelhada. Seu aspecto é cristalino, em pedaços com vários centímetros, de uma cor vermelho-escuro, geralmente é pulverizado. Um outro tipo de resina semelhante era obtido dos troncos pertencentes ao gênero do dragoeiro (Dracaena). É colhida através de pequenas gotas, à semelhança do látex da seringueira. São plantas tropicais.

Óleos de resinas

Os óleos de resinas são substâncias intermediárias entre as resinas e óleos, propriamente ditos. São bálsamos no sentido lato do termo e obtidos através de cortes, e em alguns casos, como no bálsamo do Peru, e do estoraque, mediante incisões feitas no caule da planta. O líquido espesso após as incisões passa gradualmente ao estado sólido.
Os bálsamos usados nos países do Ocidente, para a cerimônia da Crisma, são geralmente de seis tipos diferentes, e no Oriente, de aproximadamente trinta e seis. Devem conter pelo menos um elemento constituinte, tecnicamente um bálsamo no sentido amplo do termo, que inclui resinas vegetais, resinas e óleos de resinas.
São óleos de resinas: o bálsamo do Peru, de Tolu e do Canadá, nativos do Novo Mundo, portanto, desconhecidos dos primeiros
cristãos. O estoraque, planta do gênero Liquidambar, da família das Hamamelidáceas, e provavelmente de origem turca, também era usado em cerimônias mágicas dedicadas à Lua.

Óleos

Estes incluem os óleos fixos, denominados de gorduras, se no estado sólido sob determinadas temperaturas, e as substâncias quimicamente diferentes, os óleos essenciais que contêm elementos voláteis e são responsáveis pelos odores perfumados de inúmeras flores. A cânfora é obtida pela destilação de óleo proveniente do caule da planta do gênero da canela (Cinnamomum), pertencente à família do loureiro. Era usada nas cerimônias de magia dedicadas à Lua. 0 óleo do cravo é obtido a partir dos botões de flores de uma planta (Eugenia), pertencente à família da murta. Era utilizada em rituais
de magia dedicados ao planeta Mercúrio. 0 azeite de oliveira também foi bastante empregado. No Velho Testamento (Êxodo, XXX, 23-24), o óleo da consagração continha em sua composição — segundo relatos — mirra, canela, cálamo, cássia
e oliveira. No trecho do Novo Testamento em que Maria Madalena aproxima- se de Jesus e unta-Lhe os pés — e são feitas inúmeras críticas ao seu gesto — Este explica aos presentes que ela o consagrara para Seu sepultamento. A consagração consistia de um precioso óleo de nardo guardado em recipientes de alabastro.
Se a transcrição do aramaico estiver correta, o espicanardo, planta usada no preparo do óleo que untou os pés de Cristo, é uma planta da família da valeriana, gênero Nardostachys, e suas duas espécies são nativas do Himalaia. Seu princípio ativo origina-se das raízes aromáticas (parte subterrânea do caule).

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 6:17 am

Após vermos todas essas especificações sobre o uso das partes das plantas, suas classificações e seu crescimento em relação aos princípios e aos elementos alquímicos, faremos uma correlação entre cores, texturas e sabores entendendo que cada um de nossos sentidos corresponde a um elemento.

Cada um dos quatro elementos é relacionado a um de nossos sentidos, além da nossa quintessência, ou seja cada uma dessas formas de movimento nos revelará as qualidades das plantas, vibrando cada um de nossos sentidos responsáveis pela parte analisada.

Terra - Tato
Água - Sabor
Fogo - Visão
Ar - Olfato
Akasha - Audição

Analisando por esse condicionamento temos a tabela abaixo:

X Perfume das Flores Sabor dos Frutos Cor das Flores/Plantas Forma das Flores/Plantas Volume das Flores/Plantas
Plantas da Terra Desagradável Azedo Azulada Delgada Muito Alto
Plantas da Água Nenhum Ácido Esverdeada Trepadeira Caule pequeno, frutos grandes
Plantas do Fogo Penetrante Picante Encarnada Retorcida Médio
Plantas do Ar Suave Açucarado Amarela Ondulada Pequeno

Este quadro abrange somente os tipos simples, que são pura e exclusivamente teóricos; na realidade, é preciso combinar uns com os outros, estes quatro elementos, para se obter o quadro número dois dos signos zodiacais, o qual poderá indicar-nos o caráter geral de uma planta.

x Fogo Terra Ar Água
Água Fogo Touro Gêmeos Câncer
Terra Aries Ar Libra Escorpião
Ar Leão Virgem Terra Peixes
Fogo Sagitário Capricórnio Aquário Água

Agora, se desejamos conhecer, a priori, as qualidades de uma planta sob o signo de Aries, se nos fixarmos neste segundo quadro veremos que Áries é um fogo (coluna vertical) de terra (coluna horizontal); as qualidades desta planta serão, portanto, de acordo com o primeiro quadro, um perfume penetrante; um sabor picante; as flores serão vermelhas e a planta será de caule médio.

As plantas que se acham sob o signo de Áries são quentes e secas; o elemento FOGO predomina nelas; finalmente, sua forma oferece semelhanças mais ou menos longínquas com a cabeça e suas partes secundárias; têm flores amarelas, de sabor acre, as folhas e o caule são débeis, com duas pétalas.

As plantas sob o signo de Touro são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; seu sabor será, portanto, acre e de cheiro suave; têm o caule muito comprido, elevam eflúvios aromáticos, esfriam facilmente, produzem frutos em abundância. Algumas delas têm a forma duma garganta; plantas cujas flores são andrógenas.

As plantas sob o signo de Gêmeos são quentes e ligeiramente úmidas; seu elemento é o AR; plantas cujas flores são brancas ou muito pálidas; folha extraordinariamente verde, sabor doce, quase sempre leitosas; apresenta certa relação de forma com as costas, o braço, as mãos, os seios; folhas com sete pontas.

As plantas sob o signo de Câncer são frias e úmidas; a ÁGUA predomina nelas; são insípidas, vivem em terreno pantanoso, produzem flores de cor branca ou cinza; suas folhas têm forma de pulmões, de fígado ou de baços; mostram manchas e cinco pétalas.

As plantas sob o signo de Leão são quentes e secas; dominadas pelo elemento FOGO; dão flores vermelhas, de sabor muito acre, quase amargo; seu fruto tem a forma de estômago ou de coração; são crucíferas.

As plantas sob o signo de Virgem são frias, secas e nelas predomina a TERRA; plantas trepadeiras, com tecidos duros, mas se rompem com facilidade; suas folhas e raízes se assemelham ao abdome ou aos intestinos. Suas flores costumam desabrochar com cinco pétalas.

As plantas sob o signo de Libra são quentes, úmidas, aéreas e nelas predomina o AR suas flores são raras; seus caules, altos e flexíveis; seus frutos ou sua folha lembram a forma dos rins, do umbigo, da bexiga; seu sabor é doce; crescem de preferência nos terrenos pedregosos.

As plantas sob o signo de Escorpião são quentes, úmidas. Possuem amiúde um gosto insípido; às vezes são aquosas, leitosas, de cheiro fétido; têm a forma dos órgãos sexuais do homem.

As plantas sob o signo de Sagitário são quentes e secas; são dominadas pelo elemento FOGO; são amargas e sua forma se parece com determinadas partes da região anal.

As plantas sob o signo deCapricórnio são frias e secas; nelas predomina o elemento TERRA; suas flores são esverdeadas; sua seiva é tóxica e coagula-se.

As plantas sob o signo de Aquário são ligeiramente quentes e úmidas; são dominadas pelo AR; costumam ser aromáticas; têm forma de pernas.

As plantas sob o signo de Peixes são frias e úmidas; nelas predomina o elemento ÁGUA; quase não têm sabor; têm forma de dedos; crescem amiúde em lugares frescos e umbrosos, perto dos lagos e pântanos.



Última edição por Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 6:29 am, editado 1 vez(es)

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 6:29 am

Correspondências Planetárias


O relógio floral

O fato das flores se fecharem e abrirem em diferentes horas do dia e da noite levou Linnaeus (1707-1778) a sugerir a existência de um certo relógio floral através do qual podia-se saber o tempo, de modo bastante rudimentar, observando-se quais as flores que estavam abertas ou fechadas.
Mas havia estes problemas: (I) Esse movimento de abrir e fechar das flores é executado em horas diferentes segundo as várias latitudes. (II) As flores mais importantes para a composição de tal tipo de relógio não florescem igualmente na mesma época do ano. Apesar desses contratempos, têm-se feito tentativas para o cultivo de flores que possibilitam a formação desse tipo de relógio, em jardins públicos e áreas de lazer.
Foi Linnaeus quem primeiro relacionou certo número de flores para Upsala, cidade sueca situada a 60° de latitude N, enquanto a segunda lista foi elaborada por Kerner , para a cidade de Innsbruck, capital do Tirol, situada a 47°. Uma lista contendo os nomes comumente usados na Inglaterra foi publicada por Brewer

Ervas planetárias

As flores do relógio floral não correspondem ao horário terrestre já que este depende não só do ciclo de 24 horas, mas também do ciclo semanal. Como cada dia da semana corresponde a um planeta, supomos que exista um ciclo de sete dias. Sugerimos como resposta a isto o ciclo lunar de 28 dias, divididos pelos quatro elementos: fogo, terra, ar e água, que desempenham funções importantes na Astrologia. Para considerarmos agora as regras tradicionais relativas às ervas, de acordo com os sete planetas, devemos lembrar aos leitores que se acham familiarizados com Astrologia, que o Sol e a Lua, denominados "astros", também estão incluídos entre os sete planetas.

CLASSIFICAÇÃO PLANETÁRIA — Vejamos abaixo, resumidas em poucas palavras, as bases de classificação:

Saturno : Adstringente, concentrador.
Júpiter : Resplandecente, majestoso.
Marte : Colérica, espinhosa.
Sol : Nobre e harmonica.
Vênus : Bela e suave.
Mercúrio : Indeterminada.
Lua : Estranha, melancolica.

As folhas e o caule indicam o planeta que domina as plantas. Em todo vegetal, a raiz corresponde ao planeta Saturno; a semente e a casca, a Mercúrio; o lenho, o tronco forte, a Marte; as folhas, à Lua; as flores, a Vênus; o fruto, a Júpiter.

As plantas influenciadas por Saturno são pesadas, pegajosas, adstringentes, de sabor amargo, acre ou ácido e produzem frutos sem flor, re-produzem-se sem semente, são ásperas e negruscas; possuem oieiro penetrante, forma rara, sombra sinistra; São resinosas, narcóticas, crescem muito lentamente; consagram-se em cerimonias fúnebres e empregam-se em trabalhos de magia negra.

As plantas que recebem a influência de Júpiter têm um sabor doce, suave, sutil, fracamente acidulado; todos os vegetais desta classe dão fruto, embora alguns não mostrem a flor; muitos dão fruto abundante e de aspecto esplendoroso.

As plantas influenciadas por Marte são ácidas,amargas, acres e picantes e tornam-se venenosas por excesso de calor; são também espinhosas, provocam comichão ao tocá-las ou prejudicam a vista.

As plantas do Sol são aromáticas, de um sabor bastante acídulo; tornam-se admiráveis contravenenos; algumas delas permanecem sempre verdes; possuem a virtude da adivinhação e são aconselhadas contra os maus espíritos; movimentam-se em direção ao sol ou apresentam a figura dele em suas folhas, flores ou frutos.

As plantas influenciadas por Vênus são de sabor doce, agradáveis e untuosas; produzem flores, mas sem dar frutos, possuem sementes em abundância e são geralmente afrodisíacas; seu perfume é quase sempre suave. São empregadas nas práticas de magia sexual.

As plantas que estão sob a influência do planeta Mercúrio possuem um sabor misto; produzem flores e folhas, mas não frutos; as flores são pequenas e de cores variadas.

As plantas que sofrem a influência da Lua são insípidas, vivem perto da água ou dentro da água; são frias, leitosas, narcóticas, antiafrodisíacas; suas folhas costumam ser de grande tamanho. Empregam-se em despachos de bruxaria.

Planeta Configuração Cor das Flores Odor Sabor dos Frutos
Saturno Grande e triste Negras/cinzentas Desagradável Ácido (venenosos)
Júpiter Grande e frondoso Brancas/azuis Inodoro Ligeiramente ácidos
Marte Pequeno e espinhoso Vemerlhas Picante Venenosos
Sol Médio Amarelas Cheiro forte Agridoce
Vênus Pequeno e florido Cores Vivas Delicado Açucarado
Mercúrio Médio e sinuoso Várias cores Penetrante Sabores diversos
Lua Caprichoso Brancas Suave Insípidos

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Dom Maio 13, 2012 6:50 am

COMBINAÇÕES DE INFLUÊNCIAS - Para ajuda do estudante, vejamos alguns exemplos dos resultados que produzem as influências combinadas de vários planetas.

  • Saturno com seu domínio forma uma planta de cor negra ou cinzenta — escura, de caule duro e sabor forte; uma planta grande, de flores sombrias; para dita forjação chama comumente a Marte e então a planta se torna rugosa, cheia de nós, de galhos inflados, de aspecto selvagem e atormentada.


  • Saturno e Vênus produzem grandes árvores, de grande resistência, porque a doçura venusiana proporciona a matéria que se desenvolverá no enxofre de Saturno.


  • Se Júpiter se encontra perto de Vênus, a planta nasce forte e cheia de virtudes.


  • Se Mercúrio influir sobre uma planta entre Vénus e Júpiter, então é ainda mais perfeita; torna-se um belíssimo vegetal, de corpo médio, com flores brancas ou azuis.


  • Se o Sol se aproxima dos dois citados anteriormente, a flor se torna amarela.


  • Se Marte não se mostra contrário a isso, a planta é capaz de resistir a todas as más influências e torna-se própria para excelentes remédios, embora semelhante combinação costume ser muito rara.


  • Se Marte e Saturno opõem-se, a Mercúrio, Vénus e Júpiter, resulta uma árvore venenosa de flores avermelhadas e amiúde (por causa de Vénus), de tato áspero e sabor detestável.



  • Apesar de Marte e Saturno se oporem, Júpiter e Vénus manifestam seu grande poder e Mercúrio mostra certa debilidade;
    a planta será quente e de virtudes curativas; seu caule será fino, a intervalos áspero e espinhoso; suas flores nascerão brancas.


  • Se Vénus está próxima de Saturno e se a Lua não está em oposição a Marte e Júpiter, teremos então uma planta bonita, tenra e delicada, com flores brancas, inofensiva, porém de pouca utilidade.





Última edição por Lucrécia em Sab Out 27, 2012 2:00 am, editado 1 vez(es)

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Seg Maio 14, 2012 3:06 am

Combinações Adversas - Planetas são corpos geradores de energia como qualquer outro corpo vivo. Assim como os elementos, sua energia também pode não combinar como um imã de polaridades iguais. São eles:

Planetas adversos: Saturno ~ Marte ~ Sol

Exemplos de Ervas Classificadas por Elementos e Regência Planetária


Absinto

Nome científico: Artemisia absinthium
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Artemis, Diana, Ísis;
Imagem:


Acácia

Nome científico: Acacia senegal
Regência Planetária: Sol
Elemento: Ar
Deidades: Astarte, Ishtar, Osíris, Rá;
Imagem:

Açafrão

Nome científico: Crocus sativa
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Astarte, Eos;
Imagem:

Acônito

Nome científico: Aconitum napellus
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Hécate
Imagem:

Agário - das - Moscas

Nome científico: Amanita muscaria
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Dionísio, Baco;
Imagem:

Alfavaca

Nome científico: Ocimum Basilicum
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Erzulie, Vishnnu;
Imagem:

Alho

Nome científico: Allium sativum
Ragência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Hécate;
Imagem:

Amêndoa

Nome científico: Prunus Dulcis
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Toth
Imagem:

Amora Preta

Nome científico: Rubus villosus
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Brigith
Imagem:

Anemona

Nome científico: Anemone patens
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Adonis, Vênus;
Imagem:

Angélica

Nome científico: Angelica archangelica
Regência Planetária: Sol em Leão
Elemento: Fogo
Deidades: Vênus
Imagem:

Arruda

Nome científico: Ruta graveolens
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Aradia, Diana;

Artemísia

Nome científico: Artemisia vulgaris
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Terra
Deidades: Artêmis, Diana;
Imagem:

Áster da China

Nome científico: Callistephus chinensis
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidade: Vênus;
Imagem:

Avelã

Nome científico: Corylus spp.
Regência Planetária: Sol
Elemento: Ar
Deidades: Artemis, Diana, Hermes, Mercúrio, Thor;
Imagem:

Avenca

Nome científico: Adiantum pedatum
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Afrodite, Vênus;
Imagem:

Belladona

Nome científico: Atropa belladonna
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidade: Bellona, Circe, Hécate;
Imagem:

Benjoim

Nome científico: Styrax benzoin
Regência Planetária: Sol
Elemento: Ar
Deidades: Sêmele;
Imagem:

Bergamota

Nome científico: Monarda didyma
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Thor;
Imagem:

Bétula

Nome científico: Betula Alba
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Terra
Deidades: Cerridwen, Eostre, Freya, Rhianon, Vênus, Afrodite;
Imagem:

Cardamomo

Nome científico: Elettaria cardamomum
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Erzulie;
Imagem:

Camomila

Nome científico: Chamaemelum nobile
Regência Planetária: Sol
Elemento: Água
Deidades: Odin;
Imagem:

Canela

Nome científico: Cinnamomum zeylanicum
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Afrodite, Vênus;
Imagem:

Capim Limão

Nome científico: Cymbopogon citratus
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Fauno
Imagem:

Carqueja

Nome científico: Ulex europaeus
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Thor, Júpiter, Zeus;
Imagem:

Carvalho

Nome científico: Quercus alba
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Cibele, Dagda, Diana, Erato, Hécate, Herne Janus, Jupiter, Pã, Rhea, Thor, Zeus;
Imagem:

Cava Cava

Nome científico: Piper methysticum
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Lono, Kanaloa, Kane;
Imagem:

Cebola

Nome científico: Allium Cepa
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Ísis
Imagem:

Cereja

Nome científico: Prunus avium
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Vênus, Afrodite;
Imagem:

Cereja Silvestre

Nome científico: Sambucus canadensis
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Holda, Vênus;
Imagem:

Cicuta

Nome científico: Conium maculatum
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Hécate;
Imagem:

Cipestre Italiano

Nome científico: Cupressus sempervirens
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Terra
Deidades: Afrodite, Apolo, Artemis, Astarte, Cupido, Hera, Hécate, Júpiter, Mitra, Plutão;
Imagem:

Damasco

Nome científico: Prunus armeniaca
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Vênus e Afrodite;
Imagem:

Dedaleira

Nome científico: Digitalis purpurea
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Aine;
Imagem:

Dente de Leão

Nome científico: Taraxacum officinale
Regência Planetária: Júpiter
Elemento: Ar
Deidades: Hécate
Imagem:

Erva de São João

Nome científico: Hypericum perforatum
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Baldur;
Imagem:

Erva Doce

Nome científico: Foeniculum vulgare
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Fogo
Deidades: Dionísio, Prometeu;
Imagem:

Espinheiro Branco

Nome científico: Crataegus oxyacantha
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Cardea, Flora, Himeneu;
Imagem:

Feijão

Nome científico: Phaseolus vulgaris
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Deméter, Cardea;
Imagem:

Fel da Terra

Nome científico: Centaurium erythraea
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Chiron;
Imagem:

Feno grego

Nome científico: Trigonella Foenum-graecum
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Apolo;
Imagem:

Figo de Bengala

Nome científico: Ficus benghalensis
Regência Planetária: Júpiter
Elemento: Ar
Deidades: Maui;
Imagem:

Figueira

Nome científico: Ficus religiosa
Regência Planetária: Júpiter
Elemento: Ar
Deidades: Vishnnu
Imagem:

Flor das Almas

Nome científico: Senecio spp.
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Aine, Poseidon;
Imagem:

Freixo

Nome científico: Fraxinus excelsior
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Gwydion, Ares, Poseidon, Netuno, Marte, Thor, Urano, Woden;
Imagem:

Galega

Nome científico: Galega officinalis
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Pã
Imagem:

Gataria

Nome científico: Nepeta cataria
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Bastet;
Imagem:

Gergilim

Nome científico: Sesamum indicum
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Ganesha;
Imagem:

Girassol

Nome científico: Helianthus annuus
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Sol, Rá;
Imagem:

Hamamelis

Nome científico: Hamamelis virginica
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Arádia;

Heliotropio

Nome científico: Heliotropium peruvianum
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Apolo;
Imagem:

Hera

Nome científico: Hedera helix
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Baco, Dionísio e Osíris
Imagem:

Hortelã

Nome científico: Mentha piperita
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Fogo
Deidades: Plutão, Hades;
Imagem:

Íris

Nome científico: Iris spp.
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Íris, Juno;
Imagem:

Jasmim

Nome científico: Jasminum officinale
Regência Planetária: Lua
Elemento: Água
Deidades: Vishnnu;
Imagem:

Lavanda

Nome científico: Lavendula officinale
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Iustitia, Dice;
Imagem:

Linhaça

Nome científico: Linum usitatissimum
Regência Planetária:
Elemento: Água
Deidades: Holda;
Imagem:

Lírio

Nome científico: Lilium spp.
Regência Plantária: Lua
Elemento: Água
Deidades: Juno, Kwan Yin, Néftis, Vênus;
Imagem:

Lírio do Vale

Nome científico: Convallaria majalis
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Aesculapius, Apollo;
Imagem:

Lírio Florentino

Nome científico: Iris florentina
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Afrodite, Hera, Iris, Ísis, Osíris;
Imagem:

Lótus

Nome científico: Nelumbo nucifera
Regência Planetária: Lua
Elemento: Água
Deidades: Shiva, Parvati, Lakshmi
Imagem:

Louro

Nome científico: Laurus nobilis
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Aescalapius, Apollo, Ceres, Eros, Fauno;
Imagem:

Maçã

Nome científico: Pyrus
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Abélio, Afrodite, Apolo, Diana, Athenas, Dionísio, Hera, Iduna, Olwen, Vênus, Zeus;
Imagem:

Mandrágora

Nome científico: Mandragora officinale
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Fogo
Deidades: Hécate e Hathor
Imagem:

Manjerona

Nome científico: Origanum majorana
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Afrodite;
Imagem:

Margarida

Nome científico: Chrysanthemum leucanthemum
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Artêmis, Freya, Thor;
Imagem:

Marroio Branco

Nome científico: Marrubium vulgare
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Hórus
Imagem:

Medronheiro
Nome científico: Arbutus unede
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Cardea
Imagem:

Menta

Nome científico: Mentha spp.
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Hécate e Hades
Imagem:

Milho

Nome científico: Zea mays
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Terra
Deidades: Centeotl, Ceres, Chicomecohuatl, Cinteotl, Kornjunfer, Krumine, Onatha, Osíris, Selu, Xilonen, Xochipilli
Imagem:

Morango

Nome científico: Fragaria vesca
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Freya
Imagem:

Mostarda

Nome científico:Brassica spp.
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Aesculapius
Imagem:

Oliva

Nome científico: Olea europaea
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Apolo, Atenas, Irene, Minerva, Rá;
Imagem:

Orquídea

Nome científico: Orchis spp.
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Coré, Perséfone;
Imagem:

Papoula

Nome científico: Papaver somniferum
Regência Planetária: Lua
Elemento: Água
Deidades: Deméter, Hypnos;
Imagem:

Passiflora

Nome científico: Passiflora incarnata
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Flora, Lakshmi, Durga, Saraswati;
Imagem:

Pimenta

Nome científico: Pimenta officinalis
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Ares
Imagem:

Pinho

Nome científico: Pinus spp.
Regência Planetária: Marte
Elemento: Ar
Deidades: Astarte, Átis, Cibele, Dionísio, Pã, Sylvanus, Cornífero;
Imagem:

Prímula

Nome científico: Primula veris/vulgaris
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água/Terra
Deidades: Freya
Imagem:

Raiz de Adão e Eva

Nome científico: Orchis spp.
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Vênus, Afrodite;
Imagem:

Romã

Nome científico: Punica granatum
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Fogo
Deidades: Hades, Perséfone, Ceres;
Imagem:

Rosa

Nome científico: Rosa spp.
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Adonis, Aurora, Cupido, Deméter, Eros, Hathor, Holda, Ísis;
Imagem:

Salgueiro Branco

Nome científico: Salix alba
Regência Planetária: Lua
Elemento: Água
Deidades: Artémis, Belili, Belinus, Ceres, Hécate, Hera, Hermes, Perséfone;
Imagem:

Salsa

Nome científico: Petroselinum sativum
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Perséfone
Imagem:

Sálvia

Nome científico: Salvia officinalis
Regência Planetária: Júpiter
Elemento: Ar
Deidades: Consus, Zeus, Deusa Aranha;
Imagem:

Selo de Salomão

Nome científico: Polygonatum officinale
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Baal;
Imagem:

Sorveira

Nome científico: Sorbus aucuparia
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Thor;
Imagem:

Tabaco

Nome científico: Nicotiana tobacum
Regência Planetária: Marte
Elemento: Fogo
Deidades: Barão Samedi, Mama Brigith, Kee-shay-lummoo-kawng, Kitche Manitou, Tabuldak, Otoe, Wenebojo;
Imagem:

Trevo

Nome científico: Trifolium
Regência Planetária: Mercúrio
Elemento: Ar
Deidades: Rowen;
Imagem:

Tormentilha

Nome científico: Potentilla tormentilla
Regência Planetária: Sol
Elemento: Fogo
Deidades: Thor;
Imagem:

Ulmeiro Negrilho

Nome científico: Ulmus campestris
Regência Planetária: Saturno
Elemento: Água
Deidades: Hoenin, Lode e Odin;
Imagem:

Urze

Nome científico: Calluna vulgaris
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidades: Ísis;
Imagem:

Verbena

Nome científico: Verbena officinalis
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Terra
Deidades: Arádia, Cerridwen, Ísis, Juno, Jupiter, Marte, Thor, Vênus;
Imagem:

Visco Branco

Nome científico: Viscum album
Regência Planetária: Sol
Elemento: Ar
Deidades: Apolo, Freya, Frigga, Odin, Vênus;
Imagem:

Violeta Africana

Nome científico: Saintpaulia ionantha
Regência Planetária: Vênus
Elemento: Água
Deidade: Perséfone
Imagem:



Última edição por Lucrécia em Seg Nov 19, 2012 10:25 pm, editado 14 vez(es)
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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Seg Maio 14, 2012 3:14 am

Bibliografia:

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

W. B. Crow - Propriedades Ocultas das Ervas e Plantas

Paracelso - As Plantas Mágicas, Botânica Oculta

Richard Alan Miller - The Magical And Ritual Use Of Herbs

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Re: Herbologia

Mensagem  MAGGOBRANCO em Seg Maio 14, 2012 3:57 pm

bounce Se meus smilies tivessem braços, eles bateriam palmas!!! Que tópico fora do comum, Lucrécia... maravilhoso!!!

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Re: Herbologia

Mensagem  Lucrécia em Seg Maio 14, 2012 4:01 pm

Fiz ele lembrando de ti e do jardim que tu descreveu uma vez que tinha. TT_TT Eu também quero um jardim.

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Re: Herbologia

Mensagem  Dirge em Seg Maio 14, 2012 5:05 pm

Muito bom mesmo o topico, Lucrécia. Pra mim foi otimo, pois a unica coisa que entendo de plantas é que elas tem folhas, caule e raiz rsrs.

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Re: Herbologia

Mensagem  Andarilho do Horizonte em Ter Maio 15, 2012 10:30 am

Riquíssimo texto, um dos melhores que já li dentro dos meus estudos internéticos sobre assuntos relacionados a magia. Não tenho palavras pra descrever Lu (sério, to de cara. rs).

Permite eu fazer um pdf com esse material? Adiciono no tópico de Downloads depois.

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http://www.reflexosdohorizonte.blogspot.com

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Re: Herbologia

Mensagem  Convidad em Sab Jun 02, 2012 10:15 am

....


Última edição por ocult em Ter Set 18, 2012 12:50 am, editado 1 vez(es)

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Re: Herbologia

Mensagem  MAGGOBRANCO em Dom Jun 03, 2012 8:18 pm

Sempre me vali das plantas para os mais diversos fins, desde um chazinho para relaxar a até um descarrego pesado mesmo, onde precisou de muita força elemental para conseguir o intento desejado... produzi essências sublimes que guardo a sete chaves, preparados com o intervalo de dias a fio, mas que possuem um resultado primoroso quanto ao intento!!! Este tópico que a Lucrécia preparou tão esmeradamente é muito completo, sem frescura e palavrinhas difíceis, onde ensina tudo o que o magista precisa para começar a compreender a força de uma planta... e como eu também sou aprendiz, muita coisa eu tirei e estou tirando daqui, como a utilidade oculta das plantas, coisa que as pessoas não compreendem por falta de informação, e que passam batidas por nossos olhos não por descuido, mas sim por não termos o devido conhecimento, pois muitas plantas aqui devem ser colhidas ritualisticamente, pedindo permissão ao elemental para que sua planta seja utilizada, bem como bendizê-lo também, pois muitas vezes faz-se necessário arrancar a planta com raiz e tudo, e isso é catastrófico para o elemental, pois ele se enfurece com as atitudes dos humanos, que se mostram egoístas e imprudentes, e é por isso que muitas vezes a medicina natural não funcionas com todos, mas sim com os que tem fé... as plantas curam mesmo, isso eu posso afirmar com toda as letras... to indo agorinha mesmo toar um chazinho de "macela" para essa maldita má digestão...

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Re: Herbologia

Mensagem  Convidad em Dom Jun 03, 2012 8:28 pm

...


Última edição por ocult em Ter Set 18, 2012 1:13 am, editado 1 vez(es)

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Re: Herbologia

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