Os Templários

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Os Templários

Mensagem  Dirge em Dom Mar 18, 2012 7:20 pm



Exércitos existem nas civilizações há tanto tempo quanto os homens lutam entre si. Contudo, o Cavaleiros Templários não existiu de fato como instituição até o período feudal europeu. Homens habilidosos em combate, essencialmente preparados nos exércitos reais e a serviço de homens nobres, que haviam se destacado nas batalhas, eram agraciados com elevado reconhecimento por seus serviços. Com freqüência, recebiam títulos de nobreza, bem como terras. Com o tempo, aqueles que alcançassem níveis elevados na hierarquia, junto com outros nobres, eram conhecidos como estando permanentemente "Sob Ordens do Rei” (Under King’s Orders), que é de onde surgiu o termo "Ordem" (de Cavalaria). Estes cavaleiros eram extremamente leais a seus mestres, valiosos e confiáveis, num tempo em que a lealdade era altamente prezada. Como a palavra de um homem era o seu laço de obrigação, os cavaleiros faziam um "juramento de lealdade” ao seu Rei ou Mestre.

Além dos reis e nobres, a antiga Igreja Cristã de Roma também detinha uma alta posição de poder. Com freqüência, nos tempos feudais a Igreja e o Estado se tornaram sinônimos. Reis, príncipes e nobres se curvavam ao Papa de Roma, que acreditavam deter o poder sobre suas almas imortais. Conseqüentemente, a Igreja se tornou virtualmente um poder soberano, principalmente político, com freqüência abalando o poder de chefes do estado ao longo de todo o mundo feudal.

Durante as Cruzadas, o fervor religioso Cristão estava em seu auge. Os padres evangelistas e os monges das casas religiosas incitavam suas congregações acaloradamente a irem em peregrinação até a Terra Santa. Nessa época, a Terra Santa, sob domínio dos muçulmanos, com freqüência era o alvo desses sermões fervorosos. Durante suas jornadas, os peregrinos cristãos eram normalmente atacados por bandos de saqueadores islâmicos. Aqueles que sobreviviam para retornar para casa contavam as aflições por que passaram durante as peregrinações. Assim, os Papas e outros altos oficiais da Igreja da época constantemente incitavam reis e nobres a enviarem seus bem treinados exércitos de cavaleiros para lutar e assumir o controle da Terra Santa. Jerusalém foi finalmente capturada depois da Primeira Cruzada, em 1099 DC.

O ponto importante aqui é que a idéia de criar as Ordens Cavalheirescas, ou Ordens de Cavalaria (tanto Militares, como Civis e Eclesiásticas ["da Igreja”]) surgiu predominantemente da combinação das monarquias européias e do envolvimento da Igreja nas Cruzadas Cristãs. As primeiras Ordens a serem formadas foram as religiosas.

As três maiores Ordens Eclesiásticas da época das Cruzadas eram: 1) a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida como os "Cavaleiros Templários" ou às vezes simplesmente como o ”Templo”, devido ao fato de estar sediada nas ruínas de Templo do Rei Salomão, no Reino latino de Jerusalém; 2) os Cavaleiros Hospitalários de São João, Jerusalém, Rodes e Malta, também chamada de "Hospital” e atualmente intitulada Ordem Hospitalária de São João (com algumas variações de título entre suas ramificações), ou a Ordem Militar Soberana de Malta (exclusivamente da Igreja Católica Romana); e 3) os Cavaleiros Teutônicos da Sagrada Virgem Maria, originada e predominantemente composta de Cavaleiros Germânicos, cujos remanescentes atuais são compilados e mantidos como uma Ordem de Casa Religiosa da Igreja Católica Romana. Também havia algumas Ordens menores, mas as três acima mencionadas eram as maiores e tiveram o maior impacto nas Cruzadas e na história subseqüente.

As Ordens Cavalheirescas Eclesiásticas, originadas na antiga Igreja Romana durante as Cruzadas e ainda hoje em dia existentes, têm o tipo de associação mais difundida em todo o mundo. Estas Ordens foram agrupadas em organizações funcionais que continuam prestando seus serviços à humanidade através de várias iniciativas de caridade e filantrópicas. Atualmente, estas Ordens em geral aceitam tanto homens quanto mulheres como Cavaleiros e Damas. A associação nessas Ordens, em sua maior parte, também é altamente bem vista, bem como nas suas atuais correlatas militares e civis.

A Ordem dos Cavaleiros Templários é o foco primário deste ensaio. Ela data de 1118 D.C., o primeiro período da segunda das grandes Cruzadas Cristãs na Terra Santa. A Ordem cresceu a partir de um pequeno grupo original de nove cavaleiros, até se tornar a primeira e maior das principais Ordens Militares de soldados/monges da antiga Igreja Cristã de Roma... De fato, uma Casa Religiosa em si mesma.

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou a "Ordem dos Templários", foi fundada em Jerusalém pelo francês Hughes de Payens. Geralmente, é aceito entre os catedráticos de história como tendo sido formalmente fundada e reconhecida em 1118 D.C., embora haja algumas referências históricas em cartas eclesiásticas do período, dirigidas aos "Soldados de Cristo" que patrulhavam a Terra Santa já em 1114 D.C.

Sem entrar numa extensa recitação da história dessa Ordem (há muitos volumes escritos sobre a história dos Templários), basta dizer que, nos 200 anos das Cruzadas, a Ordem dos Templários teve um impacto maior sobre a história e o desenvolvimento da civilização do que qualquer outra organização:

- Inicialmente, como uma força de luta Cristã nas Cruzadas,
- desenvolvendo muitas inovações e táticas usadas em terra e mar;

- Como influência importante sobre o comércio marítimo no
- mediterrâneo durante o mesmo período, tendo construído vários
- portos em diversos países, que ainda hoje estão em uso;

- Por sua influência sobre o comércio marítimo, os Templários
- traziam produtos do Oriente (sedas e outros materiais, temperos,
- produtos alimentícios etc.) para a Europa, estendendo o comércio
- europeu para o Leste também;

- Estabeleceu as primeiras "Cartas de Crédito” e outras práticas
- bancárias com propósitos comerciais que ainda hoje são amplamente
- usadas no comércio internacional.

A Ordem sofreu seu primeiro revés logo após a última Cruzada, durante o período de 1306 a 1314, nas mãos do tirano Rei francês Phillippe IV, também chamado “Phillippe le Bel” (Phillippe, o Loiro), por sua aparência clara. Phillippe já havia convencido o pouco determinado Papa Clemente V a transferir o Vaticano de Roma para Avignon, na França... um movimento que enfureceu muito a Igreja Romana, referido historicamente como o "Cativeiro de Avignon”. Phillippe estava profundamente endividado pelas derrotas nas guerras francesas e buscava se apossar da riqueza acumulada pela Ordem dos Templários, cuja sede principal era mantida no Templo em Paris. Phillippe coagiu Clemente a emitir uma Bula Papal (decreto), dispersando os Templários e acusando-os de atos heréticos contra os ensinamentos do Cristianismo, podendo assim legalmente tomar posse de sua riqueza para a Coroa francesa.

Durante um período de sete anos, sob a infame “Inquisição” da Igreja, os Templários foram ilegalmente presos e torturados; muitos condenados à morte se não admitissem as mentiras das quais eram acusados. Muitos "confessaram” para parar a tortura; muitos mais tarde renegaram suas confissões e foram condenados à morte de qualquer maneira! Foram forçados a admitir, sob tortura, atrocidades totalmente inacreditáveis contra a mesma religião pela qual haviam lutado e morrido durante duzentos anos!

A Ordem dos Templários, de acordo com a Igreja católica, oficialmente deixou de existir em virtude da Bula Papal, mas não teve a morte que muitos acreditavam. Aqueles que ficaram na França descartaram os hábitos religiosos, secularizando-se, e "tornando-se anônimos para manter viva a Ordem. (Foram os Cavaleiros na França, e os que restaram no Oriente Médio, na ilha de Chipre, a quem devemos agradecer por manter a sucessão histórica até hoje.) Muitos Cavaleiros simplesmente se transferiram para outras Ordens de Casas Religiosas, principalmente sua eventual rival, a Ordem de São João. Muitos deixaram a França e formaram Ordens Templárias paralelas, com diferentes títulos, em outros países Cristãos, não tão facilmente influenciadas pelo falso Papado, nem tão severamente oprimidas como na França, ou nem mesmo oprimidas. Na Espanha, as Ordens de Nossa Senhora de Montesa e de Nossa Senhora de Calatrava foram formadas a partir de muitas das já existentes Comentas??? e Comunidades de Templários. Em Portugal, sob o comando do Rei Denis, a Ordem simplesmente mudou de nome para Ordem de Cristo e continuou atuando. Outros Templários anteriormente secularizados foram para outros países e ingressaram como Cavaleiros treinados nas várias guerras européias em andamento na época. Na Escócia, a Bula Papal suprimindo a Ordem nunca foi lida, devido à excomunhão do Rei Roberto, o Escocês, da Igreja. Alguns historiadores acreditam que os sucessores dos Templários fugitivos que emigraram para lá eram os antepassados das atuais Ordens Maçônicas (Maçonaria.

O último dos Grãos-Mestres da Ordem do "Primeiro Período” foi Jacques DeMolay, aprisionado em Paris pelo Rei Phillippe IV. Ao contrário do que a maioria dos historiadores declara como fato, a Ordem do Templo não MORREU com a supressão Papal e com o martírio daquele que os historiadores chamam de o “ultimo Grão-Mestre da Ordem, Jacques De Molay, em 1314! De Molay transmitiu seu título a Johannes Marcus Larmenius imediatamente antes de sua morte, em 1314. Larmenius, envelhecendo e incapaz de continuar como Grão-Mestre, transmitiu o título através de uma "Carta de Transmissão" para Franciscus Theobaldus de Alexandria, em 1324.

A Ordem continuou anônima, com uma sucessão de Grão-Mestres ou Secretários Gerais na França e em outros lugares, por inacreditáveis 400 anos, tornando-se finalmente semipública com a eleição de Phillippe, Duque de Orleans (que mais tarde se tornaria o Regente de França), para o Grão-Mestrado, em 1705. Este Grão-Mestre reestruturou e revitalizou de forma particular a Ordem, dando-lhe um novo conjunto de Estatutos durante o Convento Geral reunido em Versalhes, em 1705. A Ordem finalmente ressurgiu à exposição pública plena durante a época napoleônica na França, em 1804, passando por várias reestruturações e formas até os dias de hoje.


"Um Cavaleiro Templário é verdadeiramente, um cavaleiro destemido e seguro de todos os lados, para sua alma, é protegida pela armadura da fé, assim como seu corpo está protegido pela armadura de aço. Ele é, portanto, duplamente armado e sem ter a necessidade de medos de demônios e nem de homens."
- Bernard de Clairvaux, c. 1135, De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood




Última edição por Dirge em Seg Mar 19, 2012 7:11 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Dom Mar 18, 2012 7:46 pm

Os Nove Fundadores

1.Hugo de Payens (ou Payns)
2.Godofredo de Saint-Omer
3.Godofredo de Bisol ( ou Roral ou Rossal, ou Roland ou Rossel)
4.Payen de Montdidier ( ou Nirval de Montdidier)
5.André de Montbard (tio de S. Bernardo)
6.Arcimbaldo de Saint-Amand, ou Archambaud de Saint-Aignan
7.Hugo Rigaud
8.Gondemaro, (ou Gondomar)
9. Frei Arnaldo ou Arnoldo




Grão-Mestres dos Templários

1. Hugo de Payens 1118-1136

2. Robert de Craon 1136-1147


3. Everard des Barres 1147-1149


4. Bernard de Tremelay † 1149-1153


5. André de Montbard 1153-1156


6. Bertrand de Blanchefort 1156-1169


7. Philippe de Milly 1169-1171


8. Odo de Saint Amand (PDG) 1171-1179


9. Arnaldo de Torroja 1181-1184


10. Gerard de Ridefort † 1185-1189


11. Robert de Sablé 1191-1193


12. Gilbert Horal 1193-1200


13. Phillipe de Plessis 1201-1208


14. Guillaume de Chartres 1209-1219


15. Pedro de Montaigu 1218-1232


16. Armand de Périgord (PDG) 1232-1244


17. Richard de Bures (Contestado) 1244/5-1247


18. Guillaume de Sonnac † 1247-1250


19. Renaud de Vichiers 1250-1256


20. Thomas Bérard 1256-1273


21. Guillaume de Beaujeu † 1273-1291


22. Thibaud Gaudin 1291-1292


23. Jacques de Molay 1292-1314


† - Morto em Combate

PDG - Prisioneiro de Guerra

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Re: Os Templários

Mensagem  Lucrezia Rottenstern em Seg Mar 19, 2012 1:02 am

Simplesmente adorei o tópico. Sou descendente de um cavaleiro templário que fugiu pedindo abrigo em Portugal, um Espanhol cujo nome não citarei pq gosto de guardar sigilo sobre algumas informações pessoais,como meu sobrenome real. Mas tenho muito orgulho dessa origem de minha familia.

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Mar 19, 2012 6:50 am

Caramba q sorte a sua. Eu sou doido pelos Templarios. Espero q eu tenha sido um em vidas passadas ou tbem tenha descendencia de algum deles.

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Mar 19, 2012 6:43 pm

Templários em Portugal

Complementando o comentário do Cherto...


Os Templários entraram em Portugal ainda no tempo de D. Teresa, que lhes doou a povoação de Fonte Arcada, Penafiel, em 1126.

Um ano depois, a viúva do conde D. Henrique entregou-lhes o Castelo de Soure sob compromisso de colaborarem na conquista de terras aos mouros.

Em 1145 receberam o Castelo de Longroiva e dois anos decorridos ajudaram D. Afonso Henriques na conquista de Santarém e ficaram responsáveis pelo território entre o Mondego e o Tejo, a montante de Santarém.

Os Templários Portugueses a partir de 1160 ficaram sediados na cidade de Tomar.

Através da bula Regnans in coelis (12 de agosto de 1308) o Papa Clemente V dá conhecimento aos monarcas cristãos do processo movido contra os Templários, e pela bula Callidi serpentis vigil (dezembro de 1310) decretou a prisão dos mesmos.

Em Portugal, a partir de 1310 o rei D. Dinis buscou evitar a transferência dos bens da ordem extinta para os Hospitalários. Posteriormente, a 15 de março de 1319, pela bula Ad ae exquibus o Papa João XXII instituiu a Ordo Militiae Jesu Christi (Ordem da Milícia de Jesus Cristo) à qual foram atribuídos os bens da extinta ordem no país. Após uma curta passagem por Castro Marim, a nova Ordem viria a sediar-se também em Tomar.

Das várias Comendadorias (casas militares) a maior parte delas recebe o nome de um santo/a, mas também há algumas consagradas com o nome de reis.


Mestres Portugueses

1.Afonso Henriques, Irmão Templário (13.03.1129)
2.Guillaume Ricardo (1127 - 1139)
3.Hugues Martins (1139)
4.Hugues de Montoire (1143)
5.Pedro Arnaldo (1155 - 1158)
6.Gualdim Pais (1158 - 1195)
7.Lopo Fernandes
8.Fernando Dias (1202)
9.Gomes Ramires (1210 - 1212)
10.Pierre Alvares de Alvito (1212 - 1221)
11.Pedro Anes (1223 - 1224)
12.Martin Sanchez (1224 - 1229)
13.Estevão Belmonte (1229 - 1237)
14.Guillaume Fouque ou Fulco (1237 - 1242)
15.Martim Martins (1242 - 1248)
16.Pedro Gomes (1248 - 1251)
17.Paio Gomes (1251 - 1253)
18.Martim Nunes (1253 - 1265)
19.Gonçalo Martins (1268 - 1271)
20.Beltrão de Valverde (1273 - 1277)
21.João Escritor (1280 - 1283)
22.João Fernandes (1283 - 1288)
23.Afonso Pais-Gomes (1289 - 1290)
24.Lourenço Martins (1291 - 1295)
25.Vasco Fernandes (1295 - 1306)

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Mar 19, 2012 6:55 pm

Castelos

Na Terra Santa

Castelo de Gaston - Principado de Antioquia

Chastel Blanc - Condado de Trípoli

Castelo de Tortosa - Condado de Trípoli

Castelo de Sidon - Reino Latino de Jerusalém

Castelo de Beaufort - Reino Latino de Jerusalém

Castelo de Gaza - Reino Latino de Jerusalém

Castelo de Safed - Reino Latino de Jerusalém

Castelo Peregrino - Reino Latino de Jerusalém

Castelo Hernault - Reino Latino de Jerusalém

Chastelet du Gué-Jacob - Reino Latino de Jerusalém


Na Itália

Castelo della Magione


Em Espanha

Castelo da Lúa

Castelo de Ascó (1173)

Castelo de Barberà (1143)

Castelo de Castellote

Castelo de Chalamera (1143)

Castelo de Granyena (1131)

Castelo de Gardeny

Castelo de Miravet (1153)

Castelo de Monreal del Campo

Castelo de Montesa

Castelo de Monzón (1143)

Castelo de Peníscola (1294)

Castelo de Ponferrada (1178)

Castelo de Sória (1128)

Castelo de Xivert (1169)


Em Portugal

Castelo de Soure (1128)

Castelo de Celorico da Beira

Castelo de Ranhados

Castelo de Longroiva (1145)

Castelo de Santarém (apenas o direito eclesiástico, 1147)

Castelo de Cera (1159)

Castelo de Tomar (1160)

Castelo de Torres Novas

Castelo de Seda (1160)

Castelo de Pombal (c. 1160)

Castelo de Mogadouro (1165)

Castelo de Belmonte

Castelo de Sabugal

Castelo de Sortelha

Castelo de Penamacor

Castelo de Monsanto (1165)

Castelo de Salvaterra do Extremo

Castelo de Segura

Castelo de Rosmaninhal (1165)

Castelo de Penas Róias (1166)

Castelo de Almourol (1171)

Castelo do Zêzere (1174)

Castelo de Idanha-a-Nova (1187)

Castelo de Idanha-a-Velha (1197)

Castelo de Penamacor (c. 1199)

Castelo de Alpalhão

Castelo de Castelo Novo

Castelo de Ródão

Castelo de Belver

Castelo de Castro Marim

Castelo de Castelo Branco (1214)

Castelo de Vila do Touro (c. 1220)

Castelo de Nisa (1296)

Castelo de Amieira do Tejo

Castelo de Penha Garcia (1303)

Ega

Torre de Quintela

Torre de Dornes



Mapa dos Reinos e fortificações templárias na Terra Santa.


Planta do Santuário da Rocha (onde outrora se encontrava o Templo de Salomão), com algumas de suas linhas de construção que podem ter servido de inspiração para os templos da Ordem.


Igreja do Castelo dos Templários de Tomar. A sua planta circular evoca a Igreja dos Templários em Jerusalém.



Castelo de Almourol junto ao rio Tejo, fundado pelo mestre Gualdim Pais.

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Re: Os Templários

Mensagem  edson eriberto em Ter Mar 20, 2012 11:33 am

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Sex Mar 23, 2012 6:31 pm

Lista de Templários



Esta é a lista de alguns dos membros dos Cavaleiros Templários. No seu auge, a Ordem contava com aproximadamente 20.000 membros.

Inglaterra

Sir Ralph St. Leger (1186 - 1202)
Sir Ralph St. Leger(filho) serviu com seu pai
Sir Roger St. Leger, Mestre Templário 1216
Sir Hugh de Paduinan (1187-1209)
Richard Mallebeench
Geoffrey son of Stephen, ocorreu 1180/1185
Gilbert of Hogestan, pego roubando o dinheiro de Saladin tithe, 1188
Sir William Back, 1190(Serviu com seus filhos William, Rafe Morreu 1192)
Thomas Berard,~1200
Sir Steven Delorme,~1203
Aymeric de St. Maur, ocorreu 1200, 1205, 1216.Ele morreu no estrangeiro.
Sir William de Harcourt, 1216. Lutou em Cerco de Damietta.
Alan Marcell, ocorreu 1220 e 1228
Amberaldus, ocorreu 1229
Robert Mounford, 1234
Robert Saunforde,1231, 1232,1234,1239–40,1247
Rocelin de Fosse, 1250 1253
Lord Fenriese Welch II, 1182-1187 informações incompletas
Paul Raymond de Pinson (No passado Templário, citado), 1254
Amadeus de Morestello,1254, 1258–9
Imbert Peraut, ocorreu 1267 1269
William de Beaulieu 1274
Robert Turvile,1277,1281, (Nota de rodapé 165) 1285–6, e 1289
Guy de Foresta, 1290, 1293, and 1294
James de Molay, 1297
Brian le Jay,1298, morreu 1298
William de la More, ocorreu 1298, e na supressão
Elyas de Rolveston, ocorreu 1270
William de Ferrers, ocorreu 1166
William Ashuertus, ocorreu 1169
William de Bacheur, ocorreu 1228
Richard De Champagne'Of Edmund , Welch, Godfrey )ocorreu 1181-1199
Sir John Sames 1301 -
Sir Jeremiah Brock 1302-?
Lord Daniel Whiting 1303-1303



França

Sir Geoffrey de Charney
Sir Jean De St. Leger (1096)
Payen de Montdidier (1130)
Robert de Craon (morreu em 1147)
Everard des Barres (1143 - 1147
Guillaume Pavet (1160 - 1161)
Geoffroy Foucher (1171)
Eustache le Chien (1175 - 1179)
Robert de Miliaco (1190)
Raoul de Montliard (1192 - 1193)
Gilbert Erail (1196)
André de Coulours (1204)
Guillaume Oeil-de-Boeuf (1207)
André de Coulours (1208 - 1219)
Guillaume de l'Aigle (1222)
Fr. Aimard (1222 - 1223)
Eudes Royier (1225)
Olivier de la Roche (1225 - 1228)
Pons d'Albon (1229)
Robert de Lille (1234)
Pons d'Albon (1236 - 1240)
Fr. Damase (lieut.) (1241 - 1242)
Renaud de Vichier (1242 - 1249)
Gui de Basenville (1251 - 1253)
Foulques de Saint-Michel (1256 - 1258)
Humbert de Pairaud (1261 - 1264)
Amaury de la Roche (1265 - 1271)
Jean le Francois (1277 - 1281)
Guillaume de Mallay (1286)
Hugues de Pairaud (1291 - 1294)
Matthew John Norris (1294-1299)
Gérard de Villiers ( 1299 - 1307)
Jerar de Poitous (1307)
Jacques DeMolay(1314)

Les commandeurs de Richerenches

1.Arnaud de Bedos (1136–1138)
2.Gérard de Montpierre (1138_1139)
3.Hugues de Bourbouton (1139–1141)
4.Hugues de Panaz (1141–1144)
5.Hugues de Bourbouton (1145–1151)
6.Déodat de l'Etang (1151–1161)
7.Guillaume de Biais (1161)
8.Déodat de l'Etang (1162–1173)
9.Foulques de Bras (1173–1179)
10.Pierre Itier (1179)
11.Hugolin (1180–1182)
12.Raimond (1200–1203)
13.Déodat de Bruissac (1205–1212)
14.Jeremy Bermond (1216–1220)
15.Bertrand de la Roche (1230)
16.Roustan de Comps (1232)
17.Raymond Seguis (1244)
18.Raymond de Chambarrand (1260–1280)
19.Ripert Dupuy (1280–1288)
20.Nicholis Laseter (1288–1300)
21.Pons d'Alex (1300–1304)
22.Raimbaud Alziari (1304)
23.Guillaume Hugolin (1308)
24.Robert De Sable Master (1191-1193)

Les Commandeurs du Ruou

1.Hugues Raimond ( de Villacros ) 1170
2.Pons de Rigaud 1180
3.Bertrand de Gardannes 1195
4.Bertrand Hugues 1195
5.Bernard Aimeric ( Vice Précepteur ) 1203
6.Bernard de Claret ( Précepteur ) 1205
7.G. Gralons 1205
8.Bernard de Clairet de Claret 1206
9.Roger (Vice Précepteur ) 1215
10.Rostang de Comps 1216
11.R. Laugier ( Précepteur ) 1222
12.Rostang de Comps 1224
13.R. Laugier ( Précepteur ) 1229
14.Pons Vitrerius 1233
15.Rostang de Comps 1235
16.Pierre de Boisesono Boysson 1236
17.Ugues de Milmeranda 1241
18.Rostang de Comps 1248
19.Rostang de Boiso ou Buxo de Buis 1251
20.Guillaume de Mujoul ( Précepteur) 1255
21.Alaman 1256
22.Rostang de Boiso de Buis 1260
23.Boncarus ( Précepteur ) 1265
24.Albert Blacas 1269
25.Pierre Geoffroi 1284
26.Albert Blacas de Baudinard 1298
27.Hugues de Rocafolio 1305
28.Bertrand de Silva de la Selve ( Précepteur ) 1307
29.Geoffroy de Pierrevert 1308
30.Geoffrey de Campion 1310




Polônia

1134 - ? - Geoffroy de Płock
1139 - 1148 - Bernhardt
? - 1155 - Joseph
1189 - ? - Thibault de Halych
? - 1190 - Mieszko
? - ? - Jan
?- 1194 - Guillem Ramond
? - 1198 - Janusz de Kijów
1200 - 1208 - Jan de Potok
1201 - 1223 - Mieszko de Lwów
1229 - 1251 - Lukasz
1229 - 1241 - Mieszko de Lwów
?-? - Zbyszko de Kraków
?-? - Andrzej de Toruń
?-? - Jurand de Płock
1251 - 1256 - Janusz
1258 - 1259 - Ratka de Wilno
1261 - 1263 - Fridericus
1273 - 1281 - Mieszko de Wilno
1284 - 1290 - Lukasz
1285 - 1291 - Bernhard von Eberstein Humilis preceptor domorum milicie Templi per Poloniam, Sclauiam, Novam TerramPreceptori et fratribus militie Templi in partibus Polonie, Pomeranie, Cassubie, Cracouie et Slauie 13 Novembro 1291 - 1295
1294 - Sanderus
1296 - 1303 - Jordanus von Esbeke / preceptor /
1301 - 1312 - Jan deHalych
1303 - brat Fryderyk von Alvensleben
1305 - Dietrich von Lorenen
1309 - 1312 - Janusz de Halych



Alemanha

Gebhard Preceptori domorum milicie Templi per Alemanniam 1241, 1244[carece de fontes?]
Johannes Magistro summo preceptore milicie Templi per Teutoniam, per Boemiam, per Morauiam et per Poloniam 1251
Widekind Domum militie Templi in Alemania et Slauia preceptor Magister domorum militie Templi per Alemaniam et Poloniam 1261, 1268, 1271, 1279
R de Grae`ubius Preceptor domorum milicie Templi per Alemanniam et Slavia 1280 ?-1284
Friedrich Wildegraf Preceptor domorum milicie Templi per Alemanniam et Slauiam 1288-1292
Bertram gen. Czwek (von Esbeke) Commendator fratrum domus militie Templi in Almania, Bohemia, Polonia et Moravia 1294-1297
Friedrich von Alvensleben Domorum milicie Templi per Alemaniam et Slauiam preceptor 1303-1308
Hugo de Gumbach Grande Mestre da Alemanha 1310 ?

Tenentes

Jordanus von Esbeke domus milicie Templi per Alemaniam et Slauiam vicepreceptor 30 June 1288

Rhine

Alban von Randecke Rhine 1306
Friedrich Wildegraf Rhine 1308




Portugal

Rei Afonso I de Portugal, Irmão Templário (13.03.1129); Primeiro Rei de Portugal (1139-1185)
Guilherme Ricardo (1127-1139)
Hugo Martins (1139)
Hugues de Montoire (1143)
Pedro Arnaldo (1155-1158)
Gualdim Pais 1160 (1158-1195)
General João Henrique Ricardo Froès (1196-1201)
Fernando Dias (1202)
Gomes Ramires (1210-1212)
Pedro Álvares de Alvito (1212-1221)
Pedro Anes (1223-1224)
Pedro Álves da Costa (1219-1231)
Martin Sanches (1224-1229)
Estêvão Belmonte (1229-1237)
Guilherme Fulco alias Fouque (1237-1242)
Martin Martins (1242-1248)
Pedro Gomes (1248-1251)
Paio Gomes (1251-1253)
Martin Nunes (1253-1265)
Gonçalo Martins (1268-1271)
Beltrão de Valverde (1273-1277)
João Escritor (1280 - 1283)
João Fernandes (1283-1288)
Afonso Pais-Gomes (1289-1290)
Lourenço Martins (1291-1295)
Vasco Fernandes (1295-1306)



Espanha

Coroa de Aragão

Todas as datas indicadas são as dos primeiros designados como mestre e do último. Raramente é a data de nomeação ou termo de posse conhecido.

Em seguinte estão listados os de facto provinciais antes da criação formal de uma província de Aragão:

Hugh of Rigaud (1128–1136)
Raymond Gaucebert (1134)
Arnold of Bedocio (1136)

Em seguinte estão listados os "mestres em Provence e em certas partes de Espanha":

Peter de Rovira (Pierre de la Roviere; Novembro 1143 – Janeiro 1158)
Hugo de Barcelona (1159 – Abril 1162)
Hugo Geoffrey (Hugues Godefroi; Maio 1163 – 1166)
Arnold de Torroja (Arnaud de Toroge; Outubro 1166 – Março 1181)
Berenguer de Avinyó (Bérenger d'Avignon; Abril 1181 – Março 1183)
Guy de Sellón (Abril–Junho 1183)
Raymond de Canet (Novembro 1183 – Julho 1185)
Gilbert Eral (Gilbert Erail; Outubro 1185 – Agosto 1189)
Pons (de) Rigaud (Setembro 1189 – Fevereiro 1195)
Gerald de Caercino (February 1196)
Arnold de Claramunt (Arnaud de Clairmont; Abril – Novembro 1196)
Pons Marescalci (Dec. 1196 – June 1199)
Arnold de Claramunt (August 1199 – April 1200), segunda vez
Adalto de lima (november 1202 august 1205)
Raymond de Gurb (Raimon de Gurp; April 1200 – Nov. 1201)
Pons (of) Rigaud (Abril 1202 – Julho 1206), segunda vez
Peter de Monteagudo (Pere de Montgaut; Julho 1207 – Junho 1212)
William Cadell (Outubro 1212 – Maio 1213)
William de Montrodón (Janeiro 1214 – Setembro 1218)
Evelio Ramirez nesceu em ( de Outubro ; morreu na Sexta-feira, 13 de Outubro, 1307 Tenente, primo de James 11.
Adémar de Claret (1216–1218), Tenente
Pons Menescal (1218–1221), Tenente
William of Azylach (Guillem d'Alliac; Fevereiro 1221 – Julho 1223)
Riperto of Puig Guigone (Janeiro 1224)
Fulk of Montpesat (Fulcon de Montpezat; 1224 – Dezembro 1227)
William Cadell (Março 1229 – Junho 1232), segunda vez
Raymond Patot (Raimon Patot; Maio 1233 – Abril 1234)
Hugh of Montlaur (Maio 1234 – Abril 1238)
Stephen of Belmonte (Junho – Novembro 1239)

Em seguinte estão listados os "mestres no Aragão e Catalunia", que também incluiu o Roussillon, Navarre, e eventualmente Majorca, Valencia, e Murcia:

Raymond de Serra (May 1240 – June 1243)
William de Cardona (Janeiro 1244 – Maio 1252)
Hugh of Jouy (Setembro 1254 – Junho 1247 / Março 1258)
William de Montañana (Maio 1258 – Fevereiro 1262)
William de Pontóns (Março 1262 – Agosto 1266)
Arnold de Castellnou (Março 1267 – Fevereiro 1278)
Peter de Moncada (Abril 1279 – Outubro 1282)
Berenguer de San Justo (Abril 1283 – Maio 1290)
Berenguer de Cardona (Junho 1291 – Janeiro 1307)
Simon de Lenda (Setembro 1307)

Note também Peter Peronet, comandante de Burriana em 1276



Prats-de-Mollo

Familia dez Collo:

Berenger de Coll (último sobrevivente conhecido de Mas Deu -1350)
Guillem de Cardona (1247 - 1251)
Hugues de Jouy (1251)
S. de Belmonte (1269)
Pere de Montcada (1276 - 1282)
Bérenger de Cardona (1304 )
Rodrigue Ibañez (1307)



Terras Checas

As Terras Checas (ou Terras dos Reis da Boêmia) agora como República Checa.

1286 - Fridericus de Silvester
1292 - Berthramus dictus de Czweck, preceptor Niemiec, Sławii i Morawii, w 1294
1291 - Bernhard von Eberstein, w 1295




Hungria

Fr. Cuno
Fr. Gauthier
Fr. Jean
Pons de la Croix (1215)
Rembald de Voczon (1241)
Thierry de Nuss (1247)
Raimbaud de Caromb
Jacques de Montreal
Fr. Widekind (1271 -1279)
Gérard de Villers
Frédéric wildgrave de Salm (1289)
Bertram von Esbeke (1296)
Frédéric de Nigrip
Frédéric von Alvensleben (1300)




Eslavônia

irmão Dominic (irmão biológico de Ban Borić)



Eslováquia

Johannes Gottfried von Schluck Majster templárov na Slovensku (Slovachie) 1230




Palestina

Guillaume 1130
André de Montbard 1148, 1151, 1152, 1154
Guillaume de Guirehia 1163
Gautier 1170
Béranger 1174, 1176
Seiher de Mamedunc, 1174
Godechaux de Turout, 1174
Walter du Mesnil, 1174
Gerard de Ridefort 1183
Hurson 1187
Aimon de Ais 1190
Reric de Cortina 1191 avril-juillet
Bryony Bonds 1192
F. Relis : dernier à porter le titre de sénéchal


Grand-Commandeur:

Odon 1156
Gilbert Erail 1183
Jean de Terric (n'a jamais été Grand-Maître) 1188
Gerbert 1190
William Payne 1194
Irmengaud 1198
Barthélemy de Moret 1240
Pierre de Saint-Romain 1241
Gilles 1250 (février)
Étienne d’Outricourt 1250 (mai)
Amaury de la Roche 1262 (mai)
Guillaume de Montignane 1262 (Dezembro)
Simon de la Tour ????
G. de Salvaing 1273
Arnaud de Châteauneuf 1277-1280
Thibaud Gaudin


Marechal:

Hugues de Quilioco 1154
Robert Franiel 1186
Jacques de Maillé 1187
Geoffroy Morin 1188
Adam 1198
Guillaume d’Arguillières 1201
Hugues de Montlaur 1244
Renaud Vichier 1250
Hugues de Jouy 1252
Étienne de saisi 1260
Guillaume de Molay 1262
Gimblard 1270
Guy de Foresta (Forêt) 1277-1288?
Pierre de Severy 1291
Jarim de'Varean 1295
Barthélémy 1302
Aimon(Aimé) d’Osiliers 1316

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Re: Os Templários

Mensagem  Lucrécia em Sab Mar 24, 2012 11:09 am

O tópico tá ficando ótimo man, mas eu tenho uma dúvida...será que ele não ia ficar melhor encaixado em Artigos Históricos? (Ps.: Além de estar inflando horrores o Ego do Cherto ¬¬).

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 5:55 pm

Acho q o tópico se encaixa em ambas sessões. Se preferir coloca uma copia do tópico la ou um atalho.

kkkk. Confesso q iria estar na mesma situação se soubesse que era descendente de um Templário rsrs.

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 6:16 pm

Cruzadas



Chama-se cruzada a qualquer um dos movimentos militares de inspiração cristã que partiram da Europa Ocidental em direção à Terra Santa (nome pelo qual os cristãos denominavam a Palestina) e à cidade de Jerusalém com o intuito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob domínio cristão. Estes movimentos estenderam-se entre os séculos XI e XIII, época em que a Palestina estava sob controle dos turcos muçulmanos. No médio oriente, as cruzadas foram chamadas de invasões francas, já que os povos locais viam estes movimentos armados como invasões e por que a maioria dos cruzados vinha dos territórios do antigo Império Carolíngio e se auto-denominavam francos.

Os ricos e poderosos cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém (Hospitalários) e dos Cavaleiros Templários foram criados durante as Cruzadas. O termo é também usado, por extensão, para descrever, de forma acrítica, qualquer guerra religiosa ou mesmo um movimento político ou moral.

O termo cruzada não era conhecido no tempo histórico em que ocorreu. Na época eram usadas, entre outras, as expressões peregrinação e guerra santa. O termo Cruzada surgiu porque seus participantes se consideravam soldados de Cristo, distinguidos pela cruz aposta a suas roupas. As Cruzadas eram também uma peregrinação, uma forma de pagamento a alguma promessa, ou uma forma de pedir alguma graça, e era considerada uma penitência.

Por volta do ano 1000, aumentou muito a peregrinação de cristãos para Jerusalém, pois corria a crença de que o fim dos tempos estava próximo e, por isso, valeria a pena qualquer sacrifício para evitar o inferno. Incidentalmente, as Cruzadas contribuíram muito para o comércio com o Oriente.

Depois da morte de Maomé (632), vagas de exércitos árabes lançaram-se com novo fervor à conquista dos seus antigos dominadores, os bizantinos e os persas sassânidas, que vinham de décadas de guerra. Estes últimos, depois de serem esmagadoramente derrotados em algumas batalhas, levaram 30 anos para ser destruídos, devido mais à extensão do seu império do que à sua resistência militar: o último Xá morreu em Cabul em 655. Os bizantinos resistem bem menos: cederam uma parte da Síria, a Palestina, o Egito e o norte de África, mas ao fim sobreviveram e mantiveram sua capital Constantinopla.

Em novo impulso, os exércitos conquistadores muçulmanos lançaram-se então sobre a Índia, a Península Ibérica, o sul de Itália, a França, e as ilhas mediterrâneas. Tornado uma civilização tolerante e brilhante sob o ponto de vista intelectual e artístico, o império muçulmano sofreu de gigantismo e viu enfraquecer-se militar e politicamente. Aos poucos, as zonas mais longínquas tornaram-se independentes ou então foram recuperadas pelos seus inimigos, bizantinos, francos, reinos neo-godos, os quais guardavam na memória a época de conquista.

No século X, essa desagregação acentuou-se, em parte devido à influência de grupos de mercenários convertidos ao islão que tentaram criar reinos separados. Os turcos seljúcidas (não confundir com os turcos otomanos antepassados dos criadores do actual estado da Turquia), procuraram impedir esse processo e conseguiram unificar uma parte do território. Acentuaram a guerra contra os cristãos, esmagaram as forças bizantinas em Manzikiert em 1071 conquistando, assim, o leste e o centro da Anatólia e Jerusalém em 1078.

Depois de um período de expansão nos séculos X e XI o Império Bizantino viu-se em sérias dificuldades: a braços com revoltas de nómadas ao norte da fronteira, e perda dos territórios da península Itálica, conquistados pelos normandos. Internamente, a expansão dos grandes domínios em detrimento do pequeno campesinato resultou numa diminuição dos recursos financeiros e humanos disponíveis ao estado. Como solução, o imperador Aleixo I Comneno decidiu pedir auxílio militar ao Ocidente para fazer frente à ameaça seljúcida.

O domínio dos turcos seljúcidas sobre a Palestina foi percebido pelos cristãos do Ocidente como uma ameaça e uma forma de repressão sobre os peregrinos e os cristãos do Oriente. Em 27 de janeiro de 1095, no concílio de Clermont, o papa Urbano II exortou os nobres franceses a libertar a Terra Santa e a colocar Jerusalém de novo sob soberania cristã, apresentando a essa expedição militar como uma forma de penitência. A multidão presente aceitou entusiasticamente o desafio e logo partiu em direcção ao Oriente, sobrepondo uma cruz vermelha sobre suas roupas (daí terem recebido o nome de "cruzados"). Assim começavam as cruzadas.


As Nove Cruzadas

Tradicionalmente se fala em nove Cruzadas, mas, na realidade, elas constituíram um movimento quase permanente.


Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)

A Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) foi um acontecimento extra-oficial que consistiu em um movimento popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial. O monge Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças.

Na busca de recursos financeiros para o longa viagem até a Palestina, estes cruzados buscaram infiéis ricos mais próximos de suas casas. Assim, começaram a atacar judeus europeus. As primeiras vítimas foram os judeus da Renânia. Inspirado por Pedro o Eremita, o conde Emich de Leisengen marcou a própria testa com queimadura em forma de cruz e liderou um grupo de peregrinos para atacar os judeus da cidade de Spier. Apesar da oposição do bispo católico da cidade, os peregrinos mataram muitos judeus que se recusaram a abraçar a fé cristã. O mesmo bando seguiu depois até Worms, atacou a Judengasse e matou mais de mil judeus. O grupo prosseguiu até Mainz, onde mais 990 judeus foram mortos.

Ataques a judeus ocorreram também na Colônia, Trier, Metz, Praga e Ratisbona e o sentimento anti-judeus espalhou-se pela França e Inglaterra.

Ante a impaciência da multidão, em Oedenburg (atual Sopron), Pedro despachou seu comandante militar Walter o Impiedoso com cinco mil cruzados. Ao chegar à cidade bizantina de Belgrado, os cruzados começaram a pilhar a área rural e 150 deles morreram em confronto com a população local

Auxiliado por um cavaleiro, Guautério Sem-Haveres, os peregrinos atravessaram a Alemanha, Hungria e Bulgária, causando desordens e desacatos, sendo em parte aniquilados pelos búlgaros.

Em 1 de agosto de 1096, chegaram em péssimas condições a Constantinopla. Mal equipada e mal alimentada, essa cruzada massacrou, pilhou e destruiu. Ainda assim, o imperador bizantino Aleixo I Comneno recebeu os seguidores do eremita em Constantinopla. Prudentemente, Aleixo aconselhou o grupo a aguardar a chegada de tropas mais bem equipadas. Mas a turba começou a saquear a cidade.

O imperador bizantino, desejando afastar esse "bando turbulento" de sua capital, obrigou-os a se alojar fora de Constantinopla, perto da fronteira muçulmana, e procurou incentivá-los a atacar os infiéis. Foi um desastre, pois a Cruzada dos Mendigos chegou muito enfraquecida à Ásia Menor, onde foi arrasada pelos turcos. Somente um reduzido grupo de integrantes conseguiu juntar-se à cruzada dos cavaleiros.

Durante um mês, mais ou menos, tudo o que os cavaleiros turcos fizeram foi observar a movimentação dos invasores, que se ocupavam apenas de saquear as regiões próximas do acampamento onde foram alojados. Até que, em agosto de 1096, o bando inquieto cansou-se de esperar e partiu para a ofensiva.

Quando parte dos europeus resolveu partir em direção às muralhas de Niceia (atual İznik), cidade dominada pelos muçulmanos, uma primeira patrulha de soldados do sultão turco Kilij Arslan foi enviada, sem sucesso, para barrá-los. Animado pela primeira vitória, o exército do Eremita continuou o ataque a Niceia, tomou uma fortaleza da região e comemorou se embriagando, sem saber que estava caindo numa emboscada. O sultão mandou seus cavaleiros cercarem a fortaleza e cortarem os canais que levavam água aos invasores. Foi só esperar que a sede se encarregasse de aniquilá-los e derrotá-los, o que levou cerca de uma semana.

Quanto ao restante dos cruzados maltrapilhos, foi ainda mais fácil exterminá-los. Tão logo os francos tentaram uma ofensiva, marchando lentamente e levantando uma nuvem de poeira, foram recebidos por um ataque de flechas. A maioria morreu ali mesmo, já que não dispunha de nenhuma proteção. Os que sobreviveram fugiram em pânico.

O sultão, que havia ouvido histórias temíveis sobre os francos, respirou aliviado. Mal imaginava ele que aquela era apenas a primeira invasão e que cavaleiros bem mais preparados ainda estavam por vir.



Primeira Cruzada (1096-1099)

Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (leia-se, muçulmanos) em 1095, o papa Urbano II estava a criar um novo ciclo. É certo que a ideia não era totalmente nova: parece que já no século IX se declarara que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Sicília mereciam a salvação.

As várias versões que nos restam do seu apelo mostram que Urbano relatou também os infortúnios dos cristãos do oriente, e sublinhou que se até então os cavaleiros do ocidente habitualmente combatiam entre si perturbando a paz, poderiam agora lutar contra os verdadeiros inimigos da fé, colocando-se ao serviço de uma boa causa. O apelo foi feito a todos sem distinção, pobres ou ricos. E foi, de facto, o que sucedeu. Mas os ricos e pobres rapidamente formaram cruzadas separadas.

Por volta de 1097, um exército de 30 mil homens, dentre eles muitos peregrinos, cruzou a Ásia Menor, partindo de Constantinopla. A cruzada dos cavaleiros, possuindo recursos, embora progredindo devagar, fizera um acordo com o imperador de Bizâncio de lhe devolver os territórios conquistados aos turcos. Liderada por grandes senhores, levava quer proprietários, quer filhos segundos da nobreza. Esse acordo seria desrespeitado, à medida que o mal-entendido entre as duas partes cresceria.

Os bizantinos pretendiam um grupo de mercenários solidamente enquadrados ao qual se pagasse o soldo e que obedecesse às ordens - não aquelas turbas indisciplinadas; os cruzados não estavam dispostos, depois de tantos sacrifícios a entregar o que obtinham. Apesar da animosidade entre os líderes e das promessas quebradas entre os cruzados e os bizantinos que os ajudavam, a Cruzada prosseguiu. Os turcos estavam simplesmente desorganizados. A cavalaria pesada e a infantaria francas não tinham experiência em lutar contra a cavalaria leve e arqueiros turcos, e vice-versa. A resistência e a força dos cavaleiros venceram a campanha em uma série de vitórias, a maioria muito difíceis.

Em 19 de junho de 1097, os cruzados cercaram e tomaram Niceia (atual İznik), devolvendo-a aos bizantinos, e logo tomaram o rumo de Antioquia. Em julho, foram atacados pelos turcos em Dorileia, mas conseguiram vencê-los e, após penosa marcha, chegaram aos arredores de Antioquia em 20 de outubro. A cidade de Antioquia somente cairia, após longo cerco, a 3 de junho de 1098, com a ajuda de um sentinela armênio que facilitou a entrada dos cruzados nas muralhas da cidade. Seguiu-se um saque terrível da população muçulmana da cidade, que ficou na posse de Boemundo de Taranto, o chefe dos normandos.

Godofredo de Bulhão, após longo cerco, conquistou Jerusalém atacando uma guarnição fraca em 1099. A repressão foi violenta. Segundo o arcebispo Guilherme de Tiro, a cidade oferecia tal espetáculo, tal carnificina de inimigos, tal derramamento de sangue que os próprios vencedores ficaram impressionados de horror e descontentamento. Godofredo de Bulhão ficou só com o título de protector e, à sua morte, Balduíno, seu irmão, proclamou-se rei. Os cristãos humilharam-se após as duas conquistas massacrando muito dos residentes, indiferentemente da idade, fé ou sexo. Após a vitória, era preciso organizar a conquista. Surgiram quatro estados cruzados, conhecidos coletivamente como Outremer ("Ultramar"), do norte para o sul: o Condado de Edessa, o Principado de Antioquia, o Condado de Trípoli, e o Reino de Jerusalém.

O sucesso da primeira cruzada pelas indisciplinadas tropas foi até certo ponto uma surpresa e ocorreu porque os cruzados chegaram num momento de desordem naquela periferia do mundo islâmico. Uma vez conquistado o território ao inimigo, os cruzados, cujos desentendimentos com os bizantinos começaram ainda durante a campanha, não mais quiseram devolver as terras aos seus irmãos de fé cristã do Império Bizantino.

Muitos dos combatentes retiraram-se uma vez conquistada Jerusalém (incluindo os grandes senhores), mas um núcleo ficou (cálculos chegam a falar de algumas centenas de cavaleiros e um milhar de homens a pé). As cidades principais (como Antioquia, Edessa) tornarem-se capitais de principados e reinos (embora Jerusalém fosse de certo modo o centro político e religioso), com outras marcas a protegê-los.

O sistema feudal foi transplantado para oriente com algumas alterações: muitas vezes, em vez de receber feudos, os cavaleiros eram pagos com direitos ou rendas (modalidade que existia também na Europa). As cidades mercantis italianas tornaram-se fundamentais para a sobrevivência desses estados: permitiram a chegada de reforços e interceptar os movimentos das esquadras muçulmanas, tornando o Mediterrâneo novamente um mar navegável pelos ocidentais. Mas rapidamente os muçulmanos iriam reagir.

De qualquer modo, nos anos seguintes, com a euforia da vitória, mais voluntários seguiram para o Oriente. Os contingentes seguiam por nacionalidades, continuando pouco organizados. As motivações eram variáveis: se alguns pretendiam obter novos feudos, ou redimir-se das suas faltas, havia também aqueles que "apenas" pretendiam ganhar batalhas, cobrir-se de glória, bênçãos espirituais, e voltar para a sua terra.

Os governantes cruzados encontravam-se em grande desvantagem numérica em relação às populações muçulmanas que eles tentavam controlar. Assim, construíram castelos e contrataram tropas mercenárias para mantê-los sob controle. A cultura e a religião dos francos era muito estranha para cativar os residentes da região. Dos seguros castelos, os cruzados interceptavam cavaleiros árabes.

Por aproximadamente um século, os dois lados mantiveram um clássico conflito de guerrilha. Os cavaleiros francos eram muito fortes, mas lentos. Os árabes não aguentavam um ataque da cavalaria pesada, mas podiam cavalgar em círculo em volta dela, na esperança de incapacitar as unidades dos francos e fazer emboscadas no deserto. Os reinos cruzados localizavam-se, em sua maioria, no litoral, pelo qual eles podiam receber suprimentos e reforços, mas as constantes incursões e o infeliz populacho mostravam que eles não eram um sucesso econômico.

Por volta do ano 1100, uma nova expedição partiu. Chegados a Constantinopla, levantaram-se discussões com os bizantinos que estavam fartos de ter aqueles vizinhos incómodos que pilhavam a terra, portavam-se de uma forma muito mais brutal em guerra, e ficavam com o que conquistavam (para além das diferenças culturais e religiosas).

Entretanto, os turcos estavam a unificar-se para tentar fazer face a estas ameaça. Evitando combates directos até ao último momento contra a cavalaria pesada cristã, usaram tácticas de emboscadas. Em Mersivan, esmagaram um dos exércitos cristãos (o dos lombardos e francos) que fora abandonado pelos seus líderes e cavaleiros (que fugiram). Estes foram severamente criticados pela fuga, assim como Alexio, imperador de Bizâncio, por não ter dado apoio.

Outro grupo, o exército de Nivernais, também foi destruído de forma similar (com fuga de líderes incluída). A expedição da Aquitânia portou-se melhor: ao menos os cavaleiros ficaram a combater e morrer juntamente com o povo. Alguns poucos conseguiram fugiram para Constantinopla. Três exércitos aniquilados em dois meses, enquanto que o pequeno exército de Jerusalém (com o membros da Primeira Cruzada) derrotava um exército egípcio.

Por alguns anos, não foram pregadas mais cruzadas, e os territórios cristãos no oriente tiveram de se aguentar por conta própria. Assumiram como padroeiro São Jorge da Capadócia, exemplo de cavaleiro cristão, e seu brasão de armas, a cruz vermelha num escudo branco.

Entretanto ordens de monges cavaleiros foram formadas para lutar pelas terras sagradas e cuidar dos peregrinos. Os cavaleiros templários e hospitalários eram, em sua maioria, francos ou seus vassalos. Os cavaleiros teutônicos (Teutonicorum) eram germânicos. Esses eram os mais organizados, bravios e determinados do que os cruzados, mas nunca eram suficientes para fazer a região ficar segura. Os reinos cruzados sobreviveram por um tempo, em parte porque aprenderam a negociar, conciliar e jogar os diferentes grupos árabes uns contra os outros.

O condado de Edessa caiu em 1144, sob Zangi, governante de Alepo e Mosul. Caíram mais tarde Antioquia em 1268, Trípoli em 1289 e o último posto dos Cruzados, Acre, durou até 1291.



Segunda Cruzada (1147-1149)

Em 1145, foi pregada uma nova cruzada por Eugénio III e São Bernardo. A perda do Condado de Edessa provocou a organização dessa cruzada. Desta vez foram reis que responderam ao apelo: Luís VII da França e Conrado III do Sacro Império, para nomear os mais importantes. Curiosamente, os contingentes flamengos e ingleses acabaram por conquistar Lisboa e voltar para as suas terras na sua maioria, uma vez que eram concedidas indulgências para quem combatia na Península Ibérica.

O exército de Conrado acabou esmagado pelos turcos num momento de repouso. O que sobrou juntou-se aos franceses, com o apoio dos templários. Com algumas dificuldades de transporte, mais uma vez uma parte do exército teve de ser abandonada para trás (sobretudo os plebeus a pé), e estes tiveram de abrir caminho contra os turcos.

Luís VII e Conrado em Jerusalém, depois de algumas discussões, acabaram por ser convencidos a atacar Damasco, mas ao fim de poucos dias tiveram que se retirar perante a ameaça de uma parte dos nobres fazê-lo por conta própria. O resultado desta cruzada foi miserável (se excetuarmos a conquista de Lisboa), tendo sucesso apenas em azedar as relações entre os reinos cruzados, os bizantinos e os governantes muçulmanos amigáveis. Nenhuma nova cruzada foi lançada até a um novo acontecimento: a conquista de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. Os cristãos enfrentavam um adversário decidido, Saladino.



Terceira Cruzada (1189-1192)

A Terceira Cruzada, pregada pelo Papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém pelo sultão Saladino em 1187, foi denominada Cruzada dos Reis. É assim denominada pela participação dos três principais soberanos europeus da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barbaruiva (Sacro Império Romano-Germânico) e Ricardo Coração de Leão (Inglaterra).

O imperador Frederico Barbaruiva, atendendo os apelos do papa, partiu com um contingente alemão de Ratisbona e tomou o itinerário danubiano atravessando com sucesso a Ásia Menor, porém afogou-se na Cilícia ao atravessar o Sélef (atual rio Göksu). A sua morte representou o fim prático desse núcleo. Os reis de França e Inglaterra passaram o tempo todo a querelar-se, até que aquele se retirou.

Se Ricardo Coração de Leão conseguiu alguns actos notáveis (a conquista de Chipre, Acre, Jaffa e uma série de vitórias contra efectivos superiores) também não teve pejo em massacrar prisioneiros (incluindo mulheres e crianças). Com Saladino, teve um adversário à altura, combatendo e travando um subtil táctico. Em 1192, acabou-se por chegar a um acordo: os cristãos mantinham o que tinham conquistado e obtinham o direito de peregrinação, desde que desarmados, a Jerusalém (que ficava em mãos muçulmanas).

Se esse objectivo principal falhara, alguns resultados tinham sido obtidos: Saladino vira a sua carreira de vitórias iniciais entrar num certo impasse e o território de Outremer (o nome que era dado aos reinos cruzados no oriente) sobrevivera.



Quarta Cruzada (1202-1204)

A Quarta Cruzada foi denominada também de Cruzada Comercial, por ter sido desviada de seu intuito original pelo doge (duque) Enrico Dandolo, de Veneza, que levou os cristãos a saquear Zara e Constantinopla, onde foi fundado o Reino Latino de Constantinopla, fazendo com que o abismo entre as igrejas Ocidental e Oriental se estabelecesse definitivamente.

O Papa Inocêncio III apelou a uma cruzada em 1198 para conquistar Jerusalém (o objectivo falhado da Terceira Cruzada), mas os preparativos começariam dois anos depois. Vários grandes senhores trouxeram exércitos e estipularam um acordo com Veneza que transportaria essas tropas na sua frota em troca de uma quantia. O problema é que muitos dos senhores acabaram por não ir, e os que foram não tinham condições para pagar o valor estipulado (que era fixo).

Foi criado um novo acordo então: os cruzados conquistariam Zara, uma cidade veneziana na Dalmácia que se revoltara, em troca de um adiamento do pagamento. Entretanto chegaram notícias de Bizâncio. O Imperador Isaac II fora derrubado pelo seu irmão Aleixo III e fora cegado. O filho de Isaac II, de nome Aleixo IV, conseguira fugir e apelara aos cruzados para o ajudarem: em troca de o colocarem no trono prometia-lhes dinheiro e os recursos do império para a conquista de Jerusalém. Ainda hoje os historiadores discutem se as coisas se passaram assim ou se foi uma justificação para o que se iria suceder.

Os cruzados aceitaram imediatamente uma vez que isso parecia resolver os seus problemas. Partiram em 1202. O Papa considerou que se atacassem território cristão (nomeadamente Zara) ficariam excomungados. A cidade foi conquistada e depois de deixarem passar o Inverno atacaram Constantinopla. A cidade resistiu, mas o imperador Aleixo III acabou por fugir com o tesouro da cidade.

Com novos impostos a ser lançados para pagar as promessas feitas aos cruzados, rapidamente a população ficou à beira da revolta. Aleixo V, um parente afastado fez um golpe matando Aleixo IV e colocando novamente na prisão Isaac II que fora libertado pelos cruzados e governara com o filho.

Os cruzados decidiram então conquistar em proveito próprio o império, nomear um imperador latino e dividir os territórios. Aleixo fugiu com algum tesouro e a cidade foi saqueada pelos latinos durante três dias. Estátuas, mosaicos, relíquias, riquezas acumuladas durante quase um milénio foram pilhadas ou destruídas durante os incêndios. A cidade sofreu um golpe tão terrível que nunca mais conseguiu se recompor, mesmo depois de voltar a ser grega em 1261. E assim terminou a Quarta Cruzada, pois ninguém pensou mais em dirigir-se para Jerusalém: a maioria regressou com o que roubara, alguns ficaram com feudos no oriente.

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 9:13 pm

Cruzada Albigense

Geralmente é aceito pela maioria dos estudiosos que o catarismo surgiu em meados de 1143, quando surgiram os primeiros relatos de um grupo defendendo crenças similares em Colónia pela clérigo Eberwin de Steinfeld, o catarismo acreditava no dualismo, professando a existência de um deus do Bem e outro do Mal, Cristo seria o deus do bem enviado para salvar as almas humanas, após a morte as almas boas iriam para o céu, enquanto as más iriam praticar metempsicose. Os cátaros eram especialmente numerosos em Occitânia (sul da atual França), e sua liderança era protegida por nobres poderosos, e também por alguns bispos, que se ressentiam da autoridade papal em suas dioceses. Em 1178 Henri de Marcy, legado do papa, qualificou as populações de implantação cátara com a alcunha em latim de sedes Satanae, sedes de Satã.

Quando as tentativas diplomáticas do Papa Inocêncio III para reverter o catarismo falharam, mais proeminentemente o suposto assassinato do legado papal Pierre de Castelnau, Inocêncio III declarou uma cruzada contra o Languedoc em 1208. A Inquisição foi criada em 1229 para erradicar os cátaros remanescentes, operando no sul de Toulouse, Albi, Carcassonne e outras cidades durante todo o século XIII, e uma grande parte do século XIV, extirpando definitivamente o movimento.



Cruzada das Crianças (1212)

A Cruzada das Crianças, é um misto de fantasia e fatos. A lenda baseia-se em duas movimentações separadas com origem na França e na Alemanha, no ano de 1212. Esta cruzada teria ocorrido entre a Terceira e a Quarta Cruzada e seria um movimento extra-oficial, baseado na crença que apenas as almas puras (no caso as crianças) poderiam libertar Jerusalém. A ideia teria surgido após a notícia de que Constantinopla, uma cidade cristã, tinha sido saqueada pelos cruzados, fazendo cristãos crerem que não se poderia confiar em adultos.

50 mil crianças teriam sido colocadas em navios, saindo do porto de Marselha (França) rumo a Jerusalém. O resultado foi um desastre, pois a maioria das crianças morreu no caminho, de fome ou de frio. As que sobreviveram foram vendidas como escravas pelos turcos no Norte da África. Alguns chegaram somente até a Itália, outros se dispersaram, e houve aqueles que foram seqüestrados e escravizados pelos muçulmanos.



Quinta Cruzada (1217-1221)

Também pregada por Inocêncio III, partiu em 1217 e foi liderada por André II, rei da Hungria, e por Leopoldo VI, duque da Áustria. Decidiu-se que para se conquistar Jerusalém era necessário conquistar o Egito primeiro, uma vez que este controlava esse território.

Desembarcados em São João D'Acre, decidiram atacar Damietta, cidade que servia de acesso ao Cairo, a capital. Depois de conquistar uma pequena fortaleza de acesso aguardaram reforços e meteram-se a caminho. Depois de alguns combates, e quando tudo parecia perdido, uma série de crises na liderança egípcia permitiram aos cruzados ocupar o campo inimigo. O sultão acabou por oferecer o reino de Jerusalém e uma enorme quantia se os cristãos retirassem; o cardeal Pelágio, que se tornara num dos chefes da expedição, acabou por convencer os restantes a recusar.

Começaram a cercar Damietta e depois de algumas batalhas sofreram uma derrota. O sultão renovou a proposta, mas foi novamente recusada. Depois de um longo cerco, que durou de fevereiro a novembro, a cidade caiu. Os conflitos entre os cruzados agudizaram-se e perdeu-se tanto tempo que os egípcios recuperaram forças. Reforços até 1221 chegaram aos cristãos. Lançaram-se numa ofensiva, mas os muçulmanos foram retirando-se e levaram os cruzados a uma armadilha; sem comida e cercados acabaram por ter de chegar a um acordo: retiravam-se do Egito e tinham suas vidas salvas.



Sexta Cruzada (1228-1229)

Foi liderada pelo imperador do Sacro Império Frederico II, que tinha sido excomungado pelo Papa. Ele partiu com um exército que foi diminuindo com as deserções, e uma semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão pelo Papa. Aproveitando-se das discórdias entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com os turcos que lhe concedia a posse de Jerusalém, Belém e Nazaré por dez anos. Mas a derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em 1244.



Sétima Cruzada (1248-1250)

Foi liderada pelo rei da França Luís IX, posteriormente canonizado como São Luís. Ele desembarcou diretamente no Egito e, depois de alguns combates, conquistou Damietta. Novamente o sultão ofereceu Jerusalém e novamente foi recusado. Em Mansurá, depois de quase terem vencido, os cruzados são derrotados pela imprudência do irmão do rei, Roberto de Artois. Depois de uma retirada desastrosa, o exército rendeu-se. Luís IX caiu prisioneiro e os cristãos tiveram de pagar um pesado resgate pela sua libertação. Somente a resistência da rainha francesa em Damietta permitiu que se conseguisse negociar com os egípcios. Luís ficou mais algum tempo e conseguiu salvar o território de Outremer (indiretamente, as invasões mongóis deram o seu contributo).



Oitava Cruzada (1270)

Os egípcios da dinastia mameluca:

* Em 1265, tomaram Cesareia, Haifa e Arsuf;
* Em 1266, ocuparam a Galileia e parte da Armênia e,
* Em 1268, conquistaram Antioquia.

O Oriente Médio vivia uma época de anarquia entre as ordens religiosas que deveriam defendê-lo, bem como entre comerciantes genoveses e venezianos.

O rei francês Luís IX retomou então o espírito das cruzadas e lançou novo empreendimento armado, a Oitava Cruzada, em 1270, embora sem grande percussão na Europa. Os objetivos eram agora diferentes dos projetos anteriores: geograficamente, o teatro de operações não era o Levante mas antes Túnis, e o propósito, mais que militar, era a conversão do emir da mesma cidade norte-africana.

Luís IX partiu inicialmente para o Egito, que estava sendo devastado pelo sultão Baibars. Dirigiu-se depois para Túnis, na esperança de converter o emir da cidade e o sultão ao cristianismo. O sultão Maomé recebeu-o de armas nas mãos. A expedição de São Luís redundou como quase todas as outras expedições, numa tragédia. Não chegaram sequer a ter oportunidade de combater: mal desembarcaram as forças francesas em Túnis, logo foram acometidas por uma peste que assolava a região, ceifando inúmeras vidas entre os cristãos, nomeadamente São Luís e um dos seus filhos. O outro filho do rei, Filipe, o Audaz, ainda em 1270, firmou um tratado de paz com o sultão e voltou à Europa. Chegou a Paris em maio de 1271 e foi coroado rei, em Reims, em agosto do mesmo ano.



Nona Cruzada (1271 - 1272)

A Nona Cruzada é, muitas vezes, considerada como parte da Oitava.

Em 1268, Baibars, sultão mameluco de Egito, havia reduzido o Reino Latino de Jerusalém, o mais importante Estado cristão estabelecido pelos cruzados, a uma pequena faixa de terra entre Sídon e Acre.

Alguns meses após a morte de Luís IX, na Oitava Cruzada, o príncipe Eduardo da Inglaterra, depois Eduardo I, comandou os seus seguidores até Acre. Em 1271 e inícios de 1272, conseguiu combater Baibars, após firmar alianças com alguns governantes da região adversários dele. Em 1272, estabeleceu contatos para firmar uma trégua, mas Baibars tentou assassiná-lo, enviando homens que fingiram buscar o batismo como cristãos. Eduardo, então, começou preparativos para atacar Jerusalém, quando chegaram notícias da morte de seu pai, Henrique III. Eduardo, como herdeiro ao trono, decidiu retornar à Inglaterra e assinou um tratado com Baibars, que possibilitou seu retorno e, assim, terminou a Nona Cruzada.


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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 9:17 pm

Acontecimentos Posteriores

O equilíbrio na região permaneceu frágil. Os anos seguintes viram um aumento das demandas dos Mamelucos, como também aumentaram as perseguição aos peregrinos, contrariando os termos da trégua. Em 1289, o Sultão Qalawun juntou um grande exército, investiu sobre o que restava do Condado de Trípoli, e, finalmente, cercou a capital e tomou-a depois de um sangrento assalto. O ataque a Trípoli, porém, foi particularmente devastador para os Mamelucos, porque a resistência cristã alcançou proporções fanáticas e Qalawun perdeu seu filho primogênito e mais capaz na campanha. Ele esperou outros dois anos para recuperar sua força.

Em 1291, um grupo de peregrinos de Acre foi atacado e, em represália, mataram dezenove comerciantes muçulmanos em uma caravana síria. (Outra versão diz que um grupo de soldados italianos católicos degolaram os islâmicos e eliminaram na mesma leva outro tanto de sírios cristãos.) Qalawun exigiu que eles pagassem uma quantia extraordinária em compensação. Quando nenhuma resposta veio, o Sultão usou isto como um pretexto para sitiar Acre, e acabar com o último estado Cruzado independente na Terra Santa.

Em abril de 1291, a cidade acordou cercada por mais de 200 mil soldados muçulmanos. A cristandade correu em socorro de um de seus pontos mais estratégicos na Terra Santa. Cavaleiros hospitalários, teutônicos e templários, somados a tropas inglesas e italianas, partiram para defender o porto de Acre. Em 18 de Maio de 1291, as forças turcas e egípcias tomaram a cidade de Acre. Qalawun morreu durante o ataque, deixando Khalil, o último membro sobrevivente de sua família, como Sultão Mameluco. Com Acre tomada, os Estados Cruzados deixaram de existir. Caía assim o último bastião dos europeus na Palestina.

Rapidamente, os poucos territórios estabelecidos pelos cruzados que restavam no Oriente Médio foram reconquistados pelos muçulmanos. Inicialmente, o centro do poder dos Cruzados foi movido para o norte (para Tortosa), e finalmente para a ilha de Chipre. Sua última posição segura na Terra Santa, a ilha de Rodes, foi perdida em 1302-1303. O período dos Cruzadas na Terra Santa estava terminado, quase duzentos anos depois de Papa Urbano II iniciar sua pregação.



Causas do fracasso

Diversas razões contribuíram para o fracasso das Cruzadas, entre elas: os europeus eram minoria, em meio a uma população geralmente hostil; a opressão à população nativa fez com que o domínio fosse cada vez mais difícil; as diversas lutas entre os próprios cristãos contribuíram para enfraquecê-los enormemente. Todas, exceto a pacífica sexta Cruzada (1228-1229), foram prejudicadas pela cobiça e brutalidade; judeus e cristãos na Europa foram massacrados por turbas armadas em seu caminho para a Terra Santa. O papado era incapaz de controlar as imensas forças à sua disposição.



O legado das cruzadas

As cruzadas influenciaram a cavalaria européia e, durante séculos, sua literatura.

Se por um lado aprofundaram a hostilidade entre o cristianismo e o Islã, por outro estimularam os contatos econômicos e culturais para benefício permanente da civilização européia. O comércio entre a Europa e a Ásia Menor aumentou consideravelmente e a Europa conheceu novos produtos, em especial, o açúcar e o algodão. Os contatos culturais que se estabeleceram entre a Europa e o Oriente tiveram um efeito estimulante no conhecimento ocidental e, até certo ponto, prepararam o caminho para o Renascimento.



A jihad

No início do século XII, o mundo muçulmano tinha praticamente esquecido a Jihad, a guerra religiosa travada contra os inimigos do Islão. A explosiva expansão da sua religião durante o século VIII tinha-se reduzido às memórias de grandeza dessa época. Após a queda de Jerusalém, muitos proeminentes líderes religiosos, como o qadi Abu Sa’ ad al-Harawi, tentaram convencer o califa abássida a preparar a Jihad contra os firanji (de francos, que era como os muçulmanos se referiam aos europeus). No entanto, somente perto de duas décadas depois é que o sultão turco designou um proeminente militar, um atabeg chamado Zengi, para resolver o problema firanj.

Após a primeira cruzada, a moral dos muçulmanos estava de rastos. Os firanj detinham uma reputação de ferocidade entre os turcos e os árabes. Com os espectaculares sucessos em Antioquia e Jerusalém, os firanj pareciam quase imparáveis. Eles humilhavam o poderoso califado egípcio anualmente e faziam investidas em terras inimigas impunemente. Exceptuando os vassalos do Egito, a maioria dos aterrorizados líderes muçulmanos dos territórios mais próximos pagavam um pesado tributo para assegurar a paz. Zengi iniciou o longo e lento processo de modificar a imagem que os muçulmanos tinham dos firanj.

Tendo recebido o domínio das terras à volta de Mossul e Alepo, Zengi começou uma campanha contra os firanj em 1132 com a ajuda do seu lugar-tenente Sawar. Em cinco anos, conseguiu reduzir o número dos castelos importantes ao longo da fronteira do Condado de Edessa e derrotou o exército firanj em batalha. Em 1144 capturou a cidade de Edessa e neutralizou de forma efectiva o primeiro domínio estabelecido pelos Cruzados.

Zengi foi o primeiro líder muçulmano a enfrentar os firanj e que não só sobreviveu, como triunfou. Ele provou que os firanj podiam ser bloqueados. Os líderes de Bagdad aprovaram os sucessos de Zengi, e cedo um grande número de títulos precediam o seu nome: O Emir, o General, o Grande, o Justo, o Ajudante de Deus, o Triunfante, o Único, o Pilar da Religião, a Pedra de Base do Islão, …Honra de Reis, Apoiante de Sultões … o Sol dos Merecedores, … Protector do Príncipe dos Fiéis. Zengi gostou tanto da enchente de elogios, que insistiu que os seus arautos e escrivães utilizassem todos os títulos na sua correspondência.

Embora Zengi fosse um grande herói militar, ele foi simplesmente muito implacável e cruel nas suas campanhas contra Damasco para motivar os muçulmanos para uma guerra religiosa. Uma noite do ano 1146, encontrando-se ele alcoolizado, ao ter presenciado a um erro do seu eunuco particular, Lulu (pérola), e prometeu mandá-lo executar por incompetência. Mais tarde, enquanto Zengi dormia, Lulu pegou na adaga do seu dono e apunhalou-o repetidamente e fugiu, coberto pela escuridão da noite.

O herdeiro de Zengi, Nur al-Din, e o seu sucessor Salah al-Din (Saladino), eram extremamente piedosos, observando rigidamente a Sunna e os Pilares do Islão na sua vida pública e particular. Ambos rodearam-se de religiosos e teólogos e sábios em geral. Para além disso fizeram uma activa campanha para espalhar o fervor religioso e propaganda entre os seus súbditos muçulmanos. Com os seus exemplos de religiosidade, Nur al-Din iniciou – e o seu sucessor Salah al-Din cultivou – uma guerra religiosa, uma jihad, contra os Firanj. Enquanto que Zengi apenas podia contar com os seus soldados, o apelo à jihad atraiu os soldados muçulmanos de toda a Arábia, Egito e Pérsia. Este massivo exército permitiu Salah al-Din esmagar os firanj na Batalha de Hattin e enfraquecer as forças da Terceira Cruzada de Ricardo Coração de Leão.

A chama da Jihad de Salah al-Din deixou de arder em 1193, quando morreu. O irmão do sultão, Saphadin, não pretendia entrar em mais guerras, e quando Ricardo Coração de Leão foi para a Europa, o poderio militar dos firanj estava praticamente neutralizado e não mais necessidade de derramamento de sangue. A partir desta altura Saphadim acreditava que a coexistência pacífica com Firanj ainda era possível. Várias décadas mais tarde, uma jihad iria finalmente purgar os firanj da Síria e Palestina, embora até 1291, os muçulmanos ainda partilhassem uma pequena parte desse território com os firanj.



As cruzadas na conquista de Portugal

Quando surgiu o reino de Portugal, a cristandade agitava-se no fervor das Cruzadas do Oriente. Os portos de Galiza, que davam acesso a Santiago de Compostela, a barra do Douro e a vasta baía de Lisboa, eram pontos de escala das frotas de cruzados que do Norte da Europa seguiam para a Terra Santa. Quando, em 1140, Afonso I tentou a conquista de Lisboa, fê-lo com o auxílio de estrangeiros: setenta navios franceses que tinham entrado a barra do Douro e aportado a Gaia. Mas a conquista não foi possível devido às poderosas defesas que rodeavam Lisboa.

Em 1147, entra na barra do Douro, vinda de Dartmouth, uma frota de 200 velas, transportando cruzados de várias nações: alemães, flamengos, normandos e ingleses num total de 13 000 homens. Aproveitando este facto, D. Afonso Henriques escreveu ao bispo do Porto D. Pedro, pedindo-lhe que persuadisse os cruzados a ajudarem-no na empresa, prometendo-lhes o saque da cidade. No dia seguinte desembarcaram os cruzados em Lisboa, que tiveram as últimas negociações com D. Afonso, firmando o pacto. Depois da tomada da cidade, muitos cruzados ficaram por lá. Um capitão de cruzados, Jourdan, foi senhor e parece que o primeiro povoador da Lourinhã. Ao francês Allardo foi doada Vila Verde dos Francos, no distrito de Lisboa e concelho de Alenquer (perto da Serra do Montejunto).

Alguns anos depois, em 1152, partiu de Bergen uma esquadra de peregrinos do Norte da Europa, comandados por Rognvaldo III, rei das Órcades, com 15 navios e 2 000 homens. No inverno do ano seguinte, esta esquadra estava nas costas de Galiza onde pilhou algumas povoações. No verão de 1154 desce a costa portuguesa e ajuda o monarca na conquista de Alcácer do Sal. A empresa era rendosa, pois a cidade era o mais importante porto do Sado, cercada de pinhais, cujas madeiras eram utilizadas na construção de navios. A empresa falhou e o mesmo se deu anos mais tarde desta vez com a ajuda da frota do conde da Flandres composta de franceses e flamengos, e partiu para a Síria em 1157, aportando à barra do Tejo.

Em 1189 D. Sancho I entra em negociações com outra esquadra, que acabou por entrar na baía de Lagos e ocuparam o Castelo de Albur (Alvor), um dos mais fortes da região. Meses depois entra no Tejo outra frota alemã que tocara em Dartmouth recebendo muitos peregrinos e que ajudou a conquistar Silves. Capital de província, populosa, grande centro de comércio e de cultura, a cidade estava bem fortificada. A notícia destas vitórias chegou ao Norte de África e a resposta não se fez esperar.

Os mouros põem cerco a Silves, que não conseguiram tomar, partindo o califa em direcção a Santarém, tomando Torres Novas no caminho e pondo o cerco a Tomar. Perante esta situação, D. Sancho I pediu auxílio aos cruzados vassalos de Ricardo Coração de Leão, que se tinham reunido no Tejo, e foram ter a Santarém, que não chegou a ser atacada por causa da peste que vitimou a maior parte dos mouros.

No ano seguinte, os mouros regressam reconquistando Silves, a província de Alcácer, com excepção de Évora. Anos depois outra armada de cruzados, mesmo sem terem chegado a acordo com D. Sancho I, tomam Silves e saqueiam a cidade, prosseguindo para a Síria. Em 1212, com a derrota na Batalha de Navas de Tolosa, o reino mouro entra em decadência. Em 1217, entra nova frota alemã, e D. Soeiro, bispo de Lisboa, convenceu-os a conquistar Alcácer do Sal, navegando a esquadra por Setúbal, com os seus 100 navios. Alcácer resistiu durante dois meses até capitular. No princípio do Inverno regressa a frota ao Tejo, passando aí o resto do inverno.


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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 9:28 pm

Resumindo tudo...




Subordinação: Papado

Missão: Ordem militar do cristianismo ocidental

Denominação: Pauperes commilitones Christi Templique Solomonici (Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão)

Criação: 1119

Extinção: 1312

Patrono: São Bernardo de Claraval

Lema: ''Não para si, mas para Deus''

Vestimentas: Manto branco com uma cruz pátea vermelha.

Guerras/batalhas:

As Cruzadas
Cerco de Ascalon (1153),
Batalha de Montgisard (1177),
Batalha de Hattin (1187),
Cerco de Acre (1190-1191),
Batalha de Arsuf (1191),
Cerco de Acre (1291) (Reconquista)


Efetivo: 15.000–20.000 membros em seu ápice, 10% dos quais eram cavaleiros.

Primeiro Grão-Mestre: Hugo de Payens

Último Grão-Mestre: Jacques de Molay

Quartel-general: Monte do Templo, Jerusalém

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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Seg Abr 02, 2012 9:33 pm

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Re: Os Templários

Mensagem  xBla§t™ em Seg Jun 04, 2012 9:23 pm

as cruzadas não foi exatamente um ato templario os templarios mal se envolveram nas cruzadas só se envolveram porque isso afeto toda europa e um poco da asia mais eu não acho que um tópico sobre templarios devia aver algo sobre as cruzadas.
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Re: Os Templários

Mensagem  Dirge em Ter Jun 05, 2012 7:35 am

Seja como for as cruzadas fazem parte da historia dos templarios, em minha opnião devem estar no topico sim.

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Re: Os Templários

Mensagem  Convidad em Ter Jun 05, 2012 3:39 pm

....


Última edição por ocult em Ter Set 18, 2012 1:17 am, editado 1 vez(es)

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Re: Os Templários

Mensagem  Andarilho do Horizonte em Sab Jun 23, 2012 4:58 pm

Ótimo tópico. Muito ainda deve ser revisto e pesquisado sobre os templários, mas só da 4ª Cruzada já estar sendo divulgada, quebrando todo o conceito de "cavaleiros santos" que eles tinham já é um começo. A verdade não é tão boazinha quando parece mas ainda é a verdade. rs
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Re: Os Templários

Mensagem  Frater Hamal em Sex Out 05, 2012 11:21 pm

xBla§t™ escreveu:as cruzadas não foi exatamente um ato templario os templarios mal se envolveram nas cruzadas só se envolveram porque isso afeto toda europa e um poco da asia mais eu não acho que um tópico sobre templarios devia aver algo sobre as cruzadas.

Eles não "mal se envolveram nas cruzadas", como participaram acidamente contra algumas Cruzadas, como participaram de algumas. Bernardo de Claraval, patrono da Ordem como citado no texto, também promoveu algumas matanças/cruzadas. Os Templários Históricos estão diretamente ligados as Cruzadas. Já os Templários Iniciáticos não diretamente, mas estão. Mas o autor do tópico obviamente tratou dos templários históricos, então é viável conhecer as cruzadas.

Realmente um tópico bom para referencia e pesquisa.
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