Jezebel: Rainha. mãe e guerreira.

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Jezebel: Rainha. mãe e guerreira.

Mensagem  Lucrécia em Sab Fev 04, 2012 8:20 pm


"Jezebel wasn't born with a silver spoon in her mouth\ She probably had less than every one of us..."

Jezebel ou אִיזָבֶל ,filha de Etbaal rei da Fenícia nascida sob berço pagão, foi o primeiro exemplo de insubmissão feminina desde Lilith, mas ao contrário dessa Jezebel foi insubmissa apenas religiosa e moralmente, de acordo com os costumes de seu país.
Sua trágica sina no Livro de Reis começa com um casamento forçado com o rei "cristão" Acabe ou Ahabe rei do Norte de Israel. Durante seu reinado e por todo seu casamento, Jezebel jamais deixou de adorar seus Deuses o que deixou os sacerdotes cristãos cheios de ódio, pois Jezebel fazia questão de que os sacerdotes de Baal e Assera tivessem toda a pompa e requinte que tinham em seu país.
O ápice desse desentendimento foi quando o próprio Rei Acabe acabou seduzido pelo culto aos deuses de sua mulher e deixou Deus de lado, fazendo de seu próprio palácio um enorme templo a Baal.

Durante seu governo, o povo vivia bem, a água era excassa mas ainda sim dava conta da demanda da população graças ao bom governo de Acabe e conselhamento da rainha. Por conta da boa vida, a maior parte do povo acabou aderindo a religião da família real, o que serviu de estopim para a guerra entre os cristãos e os pagãos. Jezebel nunca se importou com os cultos cristãos que haviam na região desde que esses respeitassem seus deuses, quando perceberam que estavam perdendo espaço para os Deuses Fenícios, os sacerdotes de Deus começaram a atacar violentamente os pagãos e até a destruir estátuas.

A marca dessa disputa é a história do altar cheio de água que "supostamente" pegou fogo. Existem relatos de historiadores que dizem que na verdade o que houve nessa briga foi que os sacerdotes cristãos realizaram o mesmo tipo de "milagre" que vemos hoje sendo atribuídos a pastores e padres charlatões, colocando uma substância inflamável ao invés de água. Mas tudo o que temos sobre esse fenômeno em si, são conjecturas, nada nunca foi provado, nem mesmo o próprio milagre.

Após essa confusão que matou alguns sacerdotes de Baal, Jezebel ordenou a retirada de todos os sacerdotes envolvidos no caso e aqueles que se recusassem a sair que fossem mortos exemplarmente em público. Um tempo de paz premiou Israel, até que Jezebel cometeu seu primeiro erro.

Como dito anteriormente, Jezebel foi criada com os conceitos de realeza BEM enterrados na cabeça e não admitia que, sendo o Rei alguém bom e condescendente, o povo desperespeitasse uma ordem real. Foi justamente por isso que Jezebel executou Nabot, que se recusou a vender sua vinha ao Rei. Jezebel conseguiu a vinha e presenteou seu marido com ela. O único profeta que ainda não tinha entrado na "guerra santa" era Elias, que após esse fato, se pôs totalmente contra a família real profetizando a morte de Jezebel, que teria seu corpo comido por cães. Assim como os outros, também foi expulso.

Alguns remanescentes dos sacerdotes mortos continuaram na cidade e planejaram e executaram um golpe de estado contra os governantes. Primeiro, mataram o filho de Jezebel, que na mesma hora enfrentou guardas como uma verdadeira guerreira e sempre sob a benção de Baal. Com toda a coragem digna de uma filha da Fenícia foi enfrentar o comandante do golpe frente a frente, que covardemente criou uma emboscada para a rainha, comprando o chefe de seus eunucos e ordenando-o que a empurrasse do alto da sacada quando essa fosse confronta-lo cara a cara.

Jezebel costumava dizer que seu corpo era protegido pela armadura de Assera e que se por acaso ela fosse morta pelos inimigos, só sobraria dela para que pudessem pegar como troféu seus pés, mãos e a cabeça que segundo ela eram as únicas partes do corpo que um escravo tinha direito de olhar e/ou tocar. Ao cair da sacada, como profetizado por Elias, Jezebel foi comida por cães. O mais curioso é que do corpo de Jezebel só foram achados o crânio, os pés e as mãos.

Após a queda da família real, o norte de Israel entrou em colapso, a população foi atacada por pragas, doenças e reduzida severamente. O governo local não conseguia mais manter a ordem de outro jeito que não fosse a violência, o que gerou descontentamento entre o povo, as coisas só se acalmariam com a coroação do próximo rei, que se limitou a restringir os cultos pagãos às casas e locais fechados, nunca podendo ser feitos a luz do dia e em público.

A guerra de Israel foi mais entre orgulho e fanatismo religioso, e acabou gerando mais que uma richa entre religiões transformando-se numa verdadeira tragédia grega, que não acrescentou nada a nenhum dos dois lado e ainda provocou a devastação de uma terra antes próspera e pacífica.


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