Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

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Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

Mensagem  Lucrécia em Qua Dez 21, 2011 11:46 am

Por muitos anos várias criaturas imaginárias foram objetos de estudo de vários ocultistas ao redor do planeta, já se tem relatos de evocações, invocações e várias outras práticas afim de se fazer contato com seres mitológicos tais como Banshee, Lamya, Djins e muitos outros. O que muito atrapalha essas práticas são as diversas versões que se tem a respeito de um só ser, por isso nesse tópico apenas venho mostrar as versões das criaturas mais famosas através dos continentes que lhes dão “crédito”.

Sereias – As belas mulheres com rabo de peixe, atribuídas à cultura mitologia grega, são sem dúvida a maior coletânea de versões que se tem notícia. Histórias e lendas sobre elas correm o mundo, cada qual com sua origem:

Grécia: Mulheres belas capazes de encantar os homens com suas lindas vozes e levá-los de encontro à morte no fundo dos oceanos. Algumas versões afirmam que elas possuem uma cidade submarina e outros ainda chegam mais longe ao afirmar que elas seriam seres de Atlântida.
Brasil: No Brasil a versão ganhou os rios como Iara, a índia guerreira que teria sido punida por se defender dos irmãos que tentavam matá-la matando-os primeiro. Os peixes, sabendo de sua inocência, lhe deram uma segunda chance de viver e se vingar dos homens. Do entardecer ao nascer do sol, ela fica nas margens dos rios penteando seus longos cabelos e cantando até que algum desavisado a ouça e pule no rio de encontro com a morte. Os que voltam vivos acabam loucos e só um pajé tem a capacidade de curá-lo através de ritos xamânicos.
Japão: Ao contrário das duas primeiras, as sereias do Japão de belas só têm a voz. São na verdade peixes horrendos que matam os homens afim de defender suas águas e vêem os humanos como criaturas malignas. A lenda surgiu na era dos grandes clãs ninja que utilizavam um peixe venenoso com a face semelhante a uma máscara humana para defender os castelos. Os bichos eram jogados nos rios enquanto as ninjas vigiavam o local, ao localizarem algum invasor – ou algum mero desavisado – começavam a cantar a fim de despertar a curiosidade da pessoa, que ia sem perceber de encontro ao lago e aos peixes venenosos.
Portugal: Em Portugal a sereia foi atribuída a uma força da natureza, a Ondina. Nas crenças celtas a Ondina é o espíritos das águas, Elemental responsável pelas cheias, ressacas, maremotos, estiagem e etc. Os portugueses atribuíram a esses seres um pouco mais do que só o poder sobre as águas, para eles esses elementais tem também uma grande carga de romantismo, uma vez que o amor das Sereias/Ondinas é proibido a qualquer ser humano.

Dragão – Lagarto com asas, um ser que pode assumir forma humana, um demônio do fogo ou uma fortuna... Ao contrário da sereia os dragões possuem uma coleção de paradoxos a respeito de sua existência e natureza.

Europa: Não se sabe ao certo em que país começou a lenda do dragão, mas o que se sabe é que por toda a época das invasões bárbaras, esses seres foram temidos e odiados por muitos povos antigos. Alguns reis da época costumavam difundir a lenda dos dragões para evitar grandes êxodos populacionais em tempos difíceis, ou quando não queriam dar a mão de sua filha para alguém. Geralmente nesse último caso mandavam o homem atrás de um dragão desafiando-lhe a honra e esse só poderia pisar novamente naquele território com a cabeça do animal. Também era símbolo de poder e coragem, sendo adotado por algumas famílias nobres da Romênia como seu brasão. O caso mais famoso é o da família do Conde Vlad, o mesmo que originou a lenda do Conde Drácula.
China: O Dragão é um dos 12 animais sagrados, responsável pelas chuvas era cultuado como um deus da fertilidade e dos campos. No Taoísmo, diz-se que um Dragão criou a Terra e nesse mesmo esquema vemos ainda mais quatro classes de Dragões: Espíritos da Terra, Imperiais, Guardiões e Celestiais. Dizem que sua origem se deu após um monge ter visto no céu uma grande criatura que passava pelas nuvens durante um clarão resultante de um raio que caiu na Terra. Na China, assim como os semideuses gregos, os filhos dos dragões se tornaram grandes heróis mitológicos.
Japão: Todos os dragões japoneses seriam filhos de Ryujin, o dragão mestre dos mares. Conta-se que no começo do mundo cada animal herdou do Deus supremo uma área da Terra para cuidar e proteger até que os homens fossem maduros o suficiente para cuidar delas eles mesmos. Do mesmo modo que deviam ensinar os homens a cuidar, deviam puni-los quando cometiam erros graves, daí surgem as causas das enchentes, estiagens, tsunamis e etc.
Américas: Um dos principais deuses das civilizações do golfo do México era Quetzalcoatl, uma serpente alada. Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa que zelava pela colheita e plantio, era às vezes descrita como um dragão que causava terremotos.O mítico primeiro chefe da tribo Apache (que, segundo a lenda, chamava-se Apache ele próprio) duelou com um dragão usando arco e flecha. O dragão da lenda usava como arco um enorme pinheiro torcido para disparar árvores jovens como flechas. Disparou quatro flechas contra o jovem, que conseguiu se desviar de todas. Em seguida foi alvejado por quatro flechas de Apache e morreu. No Brasil, o mito seria Boitata, uma cobra que cospe fogo.
Coréia: Na Coréia o mito dos Dragões é um pouco mais complexo. São seres que possuem forma humana também e podem se passar por nós para ajudar ou não. Na maioria das histórias conhecidas o dragão acaba por se apaixonar por uma donzela, toma a forma humana a seduz e a leva para seu reino de onde ela nunca mais retornará. São atribuídos a lealdade a ao verdadeiro amor.

Fadas – A imortal Sininho plastificou no imaginário infantil a imagem de uma menina com vestido curto e asas de libélulas, em outras histórias as asas podem ser de borboleta, mas uma coisa é fato: Elas são geralemente atribuídas a seres bondosos e travessos. Um grande erro em algumas culturas.

Irlanda: A mais famosa das histórias Irlandesas envolvendo Fadas é a de Leanan Sídhe, a fada amante que serve de musa para poetas, músicos e artistas diversos e ao fazê-los chegar ao cume de seu talento os mata e rouba suas almas. O único modo de fugir desse destino é arrancando seu colar de pérolas negras e forjando sua própria morte, assim ela nunca o encontrará.
Alemanha: Mais uma vez as sereias ganham um pouco de espaço até no tópico dos outros. Lorelei é a fada triste, vive a beira dos rios com seu canto belíssimo esperando aquele que virá confortá-la para afogá-lo nas águas geladas. E também, a cerca de morte, existe a Bean Nighe, fadas que são vistas lavando roupas e ou armaduras ensanguentadas de homens e mulheres fadados à morte.
Noruega: Para não dizer que todas as fadas são ruins, por incrível e mais bizarro que isso pareça, a mais bondosa delas se encontra na cultura Viking: A fada do Dente. Para os Vikings a perda dos dentes de leite entre os rapazes significava amadurecimento que devia ser recompensando a cada estágio. Os dentes eram trocados por moedas e depositados no templo como oferenda para que a criança cresça sempre saudável.

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Re: Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

Mensagem  Lucrécia em Qua Dez 21, 2011 1:05 pm

Fantasmas: Espíritos desencarnados, energia cruel impregnada ou um ser de luz que vem para ajudar ou avisar alguém sobre algo ou até mesmo punir alguém são algumas das características que essa entidade possui dependendo da sua nacionalidade.

Japão: A história de que o fantasma sempre ganha no Japão já vem de longa data, na verdade vem dos primórdios do shintoísmo japonês. Os fantasmas seriam espíritos desencarnados que ficaram na Terra para acertarem as pontas que ficaram soltas após sua morte para assim finalmente poderem descansar.
África: São espíritos zombeteiros que costumam se passar por Exús para pregarem peças nos outros - daí vem a má fama dos exús - apesar de serem fracos, são capazes de "baixar" nos médiuns e fazer coisas pequenas para impressionar (ex.: dançar em cima de vidro, brasa, espinhos e etc.).
China: Para os chineses os fantasmas em si não existem, são na verdade a energia da pessoa morta que ficou impregnada no local. O espírito do morto, após o falecimento, é automaticamente conduzido para outro plano, o que o impossibilita de ficar transitando entre esse plano e o plano dos mortos.

Golem: Bonecos de pedra com vida? Gigantes de pedra com vida? Bonequinhos na garrafa? Ou tudo junto?

Europa e Israel: Um gigante de pedra cuja função é determinada pelo papel que você põe na boca dele após sua confecção, e ele só vai cumprir aquele ordem, até você colocar outro papel.
Peru: Os incas acreditavam que quando você fazia a estátua do Golem estava na verdade sendo inspirado por um espírito já existente que transformaria aquela representação em moradia, em troca da casa ele protegia e cumpria desejos do escultor quando esse os colocava em sua boca desenhado e energizado em uma folha de árvore.






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Re: Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

Mensagem  Andarilho do Horizonte em Qua Dez 21, 2011 11:14 pm

Ótimo tópico, venho somente relembrar do meu pedido pelas salamandra,os seres que ainda não achei "origem" para sua mitologia.
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Re: Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

Mensagem  Lucrécia em Qua Dez 21, 2011 11:31 pm

Juro que ainda estou procurando, mas tá complicado...elas aparecem em várias mitologias mas nunca acho a verdadeira origem...

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Re: Mitos em Foco - As diferenças através do mundo

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